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Arquivos Mensais: abril 2012

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Esta é a segunda parte do especial de cinco posts comemorativos dos 25 anos do grupo de Rock Alternativo The Smashing Pumpkins. Apesar das brigas e instabilidades dos integrantes originais, a banda conseguiu se firmar no cenário alternativo e no mainstream com seu segundo álbum de estúdio Siamese Dream, a partir daí se tornaram conhecidos no mundo todo com músicas que entraram para história do rock.

Siamese Dream: O reconhecimento.

Cansados de serem comparados com as outras bandas da época e de serem taxados de grunges (mesmo tendo contribuído com o single “Drown” para a trilha sonora do filme Vida de Solteiro (The Singles), que se passava na cena grunge de Seatlle.) e pressionados para lançar um álbum que tivesse tanto sucesso quanto Nevermind do Nirvana, Billy e cia. iniciaram o árduo processo de gravação de seu segundo álbum.

Em meio as escapadas de Jimmy para comprar drogas e as constantes brigas de James e D’arcy pelo rompimento do namoro, Billy se afundava em uma forte depressão, que o fez até cogitar o suicídio. Nesse clima, eles depositaram todas as suas esperanças na gravação do novo trabalho e se ele não trouxesse o retorno esperado o futuro da banda entraria em jogo.

Por causa de sua depressão, Billy resolveu fazer terapia para superar o seu bloqueio criativo e como a maior parte dos problemas incluía os outros membros da banda todos foram levados para a sala do terapeuta, essas sessões foram gravadas e disponibilizadas posteriormente. A maioria das composições das letras do álbum foram influenciadas por esse período.

Reza a lenda que Billy Corgan gravou todas as linhas de baixo e guitarra do álbum, já que D’arcy ainda não tinha habilidade para acompanhá-lo e James, às vezes, se recusava a gravar, isso nunca foi confirmado, mas Billy já se estabelecia, aos olhos da mídia, como um tirano perfeccionista e genioso.

Siamese Dream foi lançado em 27 de Julho de 1.993 e mesclava as principais influências da banda, como o shoegaze, rock psicodélico, dreampop, heavy metal e pop rock dos anos 70. Billy lançou mão do overdubbing, mesclando várias camadas de guitarras com efeitos em uma mesma música, o que tornava algumas músicas dos Pumpkins quase impossíveis de serem tocadas ao vivo. As faixas alternavam períodos de suavidade com momentos mais pesados e agressivos.

Cherub Rock, o primeiro single a ser lançado, conseguiu a primeira indicação da banda ao Grammy, como melhor performance de Hard Rock e Rock Alternativo. Today, o segundo single lançado, teve seu vídeo exibido a exaustão pela MTV. Uma curiosidade sobre ele é que quando Billy era criança, viu um vendedor de sorvetes se demitir e jogar tudo para o alto, situação que inspirou o vídeo. Essa música entrou para a história dos Pumpkins e até hoje é lembrada como um dos símbolos dos anos 90, assim como Disarm, o terceiro single, canção catártica em que Billy expõe seus sentimentos e a sua conturbada relação com seu pai. O último single se chama Rocket e a festa das guitarras acontece nessa música, é quase uma overdose.

Siamese Dream conseguiu com êxito mesclar ótimas canções de Hard Rock, como Quiet, com melodias mais leves como Today e Luna, além de ser uma obra em que Billy conseguiu incluir aspectos de sua história pessoal, como em Spaceboy, música dedicada ao seu irmão deficiente ou em Soma, em que tema era a sua esposa na época. A própria capa do álbum faz referência a relações de irmãos e o título “Siamese Dream” é o que Billy queria construir no álbum, um lugar de sonhos em que as pessoas pudessem ser levadas para a terra da Pumpkinlândia.

Faixas do álbum Siamese Dream:

1 – Cherub Rock – 4:58
2 – Quiet – 3:41
3 – Today – 3:19
4 – Hummer – 6:57
5– Rocket – 4:06
6 – Disarm – 3:17
7 – Soma – 6:39
8 – Geek U.S.A. – 5:13
9 – Mayonaise – 5:49
10 – Spaceboy – 4:28
11 – Silverfuck – 8:43
12 – Sweet Sweet – 1:38
13 – Luna – 3:20

Pisces Iscariot: Lados-B e raridades.

Com o sucesso de Siamese Dream o grupo lançou posteriormente a coletânea de lados-B e demos Pisces Iscariot, que reunia faixas que não entraram nos álbuns Gish e Siamese Dream. Ele superou o segundo álbum na sua estreia entrando em 4º lugar na lista da Billboard em vendagens de discos enquanto Siamese entrou em 10º na sua estreia.

Starla, é uma canção do álbum que tem uma história interessante: Ao conhecer uma garota em uma festa e perguntar o seu nome Billy achou que ela se chamasse “Starla” e adorou o nome, resolvendo fazer uma música em homenagem a graça da moça. Um tempo depois ao reencontrar a garota e mostrar a canção que tinha feito, ele recebeu o notícia de que ouvira o nome dela errado e que seu nome real era “Darla”, ficou o constrangimento e uma ótima música.

Nesse período também foi lançando Vieuphoria, uma compilação de vídeos contendo performances ao vivo em programas de TV e festivais, além de cenas de bastidores e as sessões de análise por quais a banda passou.

Faixas do álbum Pisces Iscariot:

1 – Soothe – 2:36
2 – Frail and Bedazzled – 3:17
3 – Plume – 3:37
4 – Whir – 4:10
5 – Blew Away – 3:32
6 – Pissant – 2:31
7 – Hello Kitty Kat – 4:32
8– Obscured – 5:22
9 – Landslide– 3:10
10 – Starla – 11:01
11 – Blue – 3:19
12 – A Girl Named Sandoz – 3:34
13 – La Dolly Vita – 4:16
14 – Spaced – 2:24

A banda conseguiu todo o reconhecimento desejado com esses trabalhos e se firmou como um dos artistas da década. Billy conseguiu se igualar ao Nevermind ao lançar Siamese Dream, mas para a sua ambição se tornar completa ainda faltava criar a obra prima de sua carreira.

Vídeos promocionais da era Siamese Dream:

Cherub Rock

Today

Disarm

Rocket

Fotos da era Siamese Dream:

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

Com abertura do Misfits, Anthrax faz grande show em São Paulo

Na última sexta feira, dia 27 de abril, a cidade de São Paulo recebeu o show de duas importantes bandas do cenário punk rock e thrash metal na mesma noite: Misfits e Anthrax. Representando o Brasil, a banda paulistana de death metal Torture Squad se apresentou momentos antes das atrações principais.

A banda de punk rock Misfits no HSBC Hall

O Misfits subiu ao palco com a casa quase cheia e muitos fãs a caráter na platéia.  A banda já passou por diversas formações e hoje conta apenas com o vocalista Jerry Only da formação original. E apesar de muitos fãs adorarem a primeira fase da banda, quando o vocalista Glenn Danzing ainda fazia parte do grupo, foram os clássicos dos discos “American Psycho” e “Famous Monsters” com o também ex vocalista Michaele Graves, que colocaram o HSBC Hall abaixo.  “Dig Up Her Bones”, “Helena”, “Die Monster Die”, “Saturday Night”, “Scream” e “Living Hell” foram cantadas em coro pelo público. O guitarrista Dez Cadena, que fez parte do lendário grupo de hardcore dos anos 80 Black Flag, cantou na música “Thirsty and Miserable”, em um cover de sua antiga banda. Para encerrar, “Die Die My Darling”, clássico que foi regravado pelo Metallica no disco Garage Inc., de 1998. Após a apresentação, Jerry Only foi até o público para agradecer e tirar fotos (para delírio das garotas, devo dizer). Como sempre, o Misfits fez um bom show, agradando em cheio o público, mas sem novidades. Se você viu um show deles, viu todos, já que não há grandes surpresas nem no repertório e nem na performance da banda.

Anthrax encerrando turnê brasileira no HSBC Hall

Essa é a terceira passagem do Anthrax pelo Brasil. Mas dessa vez o clima era de comemoração, afinal essa é a primeira vez que a banda toca no país com o grande vocalista Joey Belladonna, da formação clássica. O que se via na platéia era uma mistura de ansiedade, felicidade e festa. Todos ali sabiam que seria uma grande noite. E realmente foi. Quando a banda subiu ao palco, o HSBC Hall ficou pequeno. O set list começou com “Earth on Hell” e “Fight ‘Em Till You Can’t”, duas canções do mais recente álbum “Worship Music” de 2011. Mas foi com os primeiros acordes de “Caught in a Mosh”, do mais que clássico “Among the Living”, que se formou um mosh pit enorme, com todos dançando, incrivelmente felizes. E foi esse álbum clássico de 1987 que trouxe os grandes momentos da noite: “Antisocial”, “I am the Law”, “Indians” (com o guitarrista Scott Ian desafiando a plateia a dançar e cantar mais e mais) e a própria “Among the Living”. Destaque também para a versão de “Got The Time”, de Joe Jackson, que está no disco “Persistence of Time”, de 1990. A noite ainda teve espaço para uma bela homenagem ao Sepultura: “Refuse/Resist”, cantada por Scott Ian, para orgulho dos brasileiros.

Uma grande noite que ficou marcada por dois grandes shows e pela paz e clima de festa entre pessoas dos mais diferentes estilos, que iam dos fãs de death metal ao punk rock, passando por Rum DMC e Public Enemy. Parabéns ao público que deu um show a parte no quesito respeito.

Por Renata Quirino

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 1 – O início e a era Gish.

Em 2.012 a banda norte-americana The Smashing Pumpkins comemora 25 anos do fatídico dia em 1.987, quando James Iha conheceu Billy Corgan numa loja de discos em Chicago e deram início à uma banda criadora de músicas inesquecíveis que marcaram uma geração e até hoje fazem sucesso.

Por uma dessas coincidências da vida, o ano de formação da banda é o mesmo em que eu nasci. Ainda na minha infância por meio das extintas rádios de “bom rock” conheci  os Pumpkins e cresci com as letras de Billy Corgan na cabeça, com o passar dos anos o meu interesse jamais diminuiu.

Este especial de 25 anos será uma série com 5 posts em homenagem ao grupo, relembrando a trajetória da banda, com vídeos, textos e fotos de como ela influenciou uma geração.

O início

Em 1.987 Billy Corgan, aos 19 anos, volta para Chicago após o término de sua primeira banda chamada The Marked, nome que fazia referência à uma marca de nascença que ele carrega no braço. Ainda com planos de montar uma nova banda ele começa a trabalhar numa loja de discos, onde, reza a lenda, conheceu James Iha e percebeu que ambos tinham várias coisas em comum.


James tocava guitarra em uma banda chamada Snake Train e recebeu um convite para começar uma banda com Billy, cujo o nome ele já tinha pensado: Smashing Pumpkins, esse nome, segundo os antigos integrantes, surgiu de uma piada que Billy adorava contar. Inicialmente James era o guitarrista, Billy o baixista e eles usavam uma bateria eletrônica para compor.


Numa casa noturna em Chicago no ano de 1988, Billy conheceu D’arcy Wretzky, quando ela discordou dele numa conversa sobre bandas, os dois acabaram iniciando uma pequena discussão, no meio da briga ela disse que tocava baixo e Billy se interessou, ele deu seu telefone dizendo para ela ligar caso estivesse interessada em fazer um teste. D’arcy ligou e apareceu para o teste, mas ficou muito nervosa na hora e não conseguiu acertar nada, no entanto Billy gostou do jeito da moça e convidou-a para integrar o grupo. Nesse época D’arcy começou um namoro com James Iha, e até hoje ela diz odiar o nome que Billy escolheu para a banda.


Agora só faltava um baterista e Jimmy Chamberlin foi o último a se integrar ao grupo, após um amigo de Corgan indicá-lo. As referências musicais de Jimmy eram todas do Jazz e ele não estava por dentro do cenário de rock alternativo da época, contudo sua inclusão na banda foi decisiva para definir o som que os Pumpkins desenvolveriam durante os próximos anos, permitindo-os sair de influências de um rock mais triste, como o do The Cure, e investir em um som mais pesado.

A era Gish

Em 1.990, depois de lançarem alguns singles como  “I Am One” e “Tristessa“, eles assinaram com uma gravadora e em maio de 1.991 lançaram o seu primeiro álbum de estúdio nomeado Gish.

O nome do álbum faz referência ao sobrenome de uma atriz do cinema mudo, Lillian Gish, de quem a mãe de Billy gostava. D’arcy fez as artes da capa, contracapa e encarte do álbum e James comprou a sua primeira Gibson Les Paul com esse trabalho.

Nesse período eles conseguiram um pequeno reconhecimento na cena alternativa e foram erroneamente taxados de “Grunges” por terem surgido na mesma época que bandas como Nirvana e Pearl Jam e terem um visual semelhante, frequentemente sendo vistos nos mesmos lugares, houve até uma pequena rixa entre Billy Corgan e Kurt Cobain por causa de Courtney Love, a eterna vadia do Rock Alternativo.

Na turnê de divulgação de Gish, que não teve muito sucesso se comparado com os álbuns que estouram na época como Nevermind, o caldo da banda desandou um pouco: Jimmy acabou se viciando em drogas pesadas, D’arcy e James terminaram o namoro e Billy entrou em depressão, iniciando o processo de composição das músicas do segundo álbum da banda que traria o reconhecimento tão desejado, mas também abalaria ainda mais a frágil estrutura da banda.

Faixas do álbum Gish:

1 – I Am One – 4:07
2 – Siva – 4:20
3 – Rhinoceros – 6:32
4 – Bury Me – 4:48
5 – Crush – 3:35
6 – Suffer – 5:11
7 – Snail – 5:11
8 – Tristessa – 3:33
9 – Window Paine – 5:51
10 – Daydream – 3:08
I’m Going Crazy (faixa oculta) – 0:30

Vídeos promocionais da era Gish:

I am one

Siva

Rhinoceros

Fotos da era Gish:

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Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

Secret Chiefs 3 no Sesc Belenzinho: experimentalismo e muito barulho – no melhor sentido da palavra

Por Renata Quirino

Conhecido por fundar o Mr. Bungle junto com Mike Patton e Trevor Dunn e participar do disco “King For a Day… Fool for a Lifetime” do Faith No More, Trey Spruance trouxe seu Secret Chiefs 3 pela primeira vez no Brasil.

Ontem a banda apresentou todo seu experimentalismo no Sesc Belenzinho, na Zona Leste de São Paulo. Com elementos musicais que vão do rock instrumental progressivo à música eletrônica, da música árabe ao death metal, o show do Secret Chiefs 3 é uma daquelas experiências sonoras que todos os apreciadores de música deveriam ter: insano, cheio de elementos e barulho. Barulho no melhor sentido da palavra.

Mesmo com o show pouco divulgado, a casa estava quase cheia e com o público apreciando cada viagem da banda, entrando no clima de cada canção, que podia ir do obscuro à calmaria.

Após a apresentação, conversei com o simpático Trey Spruance e ele mostrou estar satisfeito com a apresentação: “Gostei muito, acho que voltaremos em breve”, disse Trey animando os fãs que pediam fotos e autógrafos. O baterista Chess Smith também gostou do público brasileiro, mas se mostrou preocupado com a divulgação do show: “Como você ficou sabendo do show?”, me perguntou. Eu respondi que fiquei sabendo através do próprio site do Sesc, mas que o show de fato foi pouquíssimo divulgado. “Ah, sei…”, responde Chess com um ar pensativo.

Com um show impecável, Secret Chiefs 3 encerra turnê brasileira prometendo voltar para tocar muitos clássicos que ficaram de fora desse set list. Nós já estamos esperando.

Set list:

Zombievision
Personnae: Halloween
The 15
Fast
The 4 (Great Ishraqi Sun)
Le Mani Destre Recise Degli Ultimi Uomini (Medley)
Vajra (Rat Puriya)
Combat for the Angel
Radar (The Day the Earth Stood Still)
Sophia’s Theme
Bereshith
Tistriya
Book T: Exodus
Encore:
Ship of Fools
Saptarshi

Você vai ao Lollapalooza? Sim, vou ver Foo Fighters!

Por Joana Cabrera*

E depois da maratona no site, consegui comprar o ingresso do Festival Lollapalooza. Não sei se só eu tenho essa “neura” de ver os ingressos acabarem, então mesmo não fazendo questão do segundo dia, comprei na pré-venda. Imaginava todos os órfãos de Nirvana querendo ir ver o Dave, por isso corri! E lá se foi uns bons 4 meses de espera! Faltando um mês, ou menos para o show no Brasil surge a notícia do cancelamento de shows do FF na Ásia à pedido dos médicos do Dave para que ele poupasse sua voz, isso me deixou com um friozinho na barriga! Mas vamos manter a calma, nada a respeito da América do Sul. Ufa!

E lá vamos nós, nem dei uma olhadinha no resto do evento, cheguei e fui direto para a frente do palco Cidade Jardim, a qual já estava tomada por volta das 14 horas. Vi o Rappa e Tv on the Radio (silêncio). Desculpem-me os fãs, mas quem é Tv on the radio!? Se os fãs existem, eles não gostam de FF! Não vi ninguém cantando, nem ao menos se mexendo ao som da banda. As pessoas bocejavam! Só ajudou o tempo a passar mais rápido…e enfim 20:30!

O Foo Fighters entra pontualmente às 20:30 e abre o show com “All my life”, como já era esperado. E como esperávamos!

Não sei dizer em qual momento cantamos mais, não dava tempo de ficar em silêncio! Eles emendavam uma música na outra, parando às vezes para alguma brincadeira do Dave. Tocaram “Times Like These” e “Rope”, música que eu jurava que não tinha cara de show, pois a acho muito calminha e eles mandaram logo na terceira! Tocaram “The Pretender”, “My Hero” e o clássico “Learn to Fly”. E quando a guitarra de “White Limo” começou todo mundo veio a loucura! Essa é a música mais pesada do CD mais recente da banda chamado “Wasting Light”. No total o álbum lançado em 2011 teve 5 de suas músicas contempladas no show que continuou, e como se minha rouquidão já não estivesse voltando depois de “White Limo”, tocaram “Arlandria”… e a pergunta que não quer calar, quem será “Arlandria”?? Mas em seguida me esqueci da “Arlandria”! Começou “Breakout”!!! Acho que nunca pulei tanto na minha vida! Todo mundo ficou louco, literalmente!

E agora o momento que todos os órfãos de Nirvana sonhavam! Depois de tocarem Breakout o Dave começou a apresentar a banda. E a cada apresentação nós começávamos o coro de “Solo! Solo!”, e fomos atendidos todas as vezes. Depois do solo do Taylor, ele apresenta o Dave, dizendo que só estava ali por causa dele, e ele que escrevia aquelas músicas fodas (não me lembro muito bem, meu cérebro tradutor estava meio surtado naquele momento), começamos o coro de “Solo! Solo!” novamente e pasme! O Taylor se levanta e diz “Acho que eles querem que você toque a bateria” e ele foi! Tocaram “Cold Day in the Sun” com Taylor nos vocais e Dave na bateria. Nem preciso comentar né?!

Tocaram “Long Road to Ruin” e antiguinha “Big Me”, seguiram com o cover do Queens of the Stone Age, “Stacked Actors”, com direito a duelinho de guitarra.

Tocaram “Walk”, “Generator”, “Monkey Wrench” quando brincou que estava sem voz! E pediu que cantássemos com ele! Tocou “Hey, Johnny Park!”, “This is a Call”, o cover “In the Flesh?” e a linda “Best of You”, eu voltaria no tempo só para ver a cara de emocioando do Dave olhando para nós e nossas plaquinhas de “OH”.

Deram uma pausa antes de voltar, e claro que ele apareceu no telão pra fazer inveja bebendo uma cerveja enquanto nós morríamos lá embaixo! E brincava com o Taylor dizendo que só iria tocar mais uma música. Tá aí alguém que ama e se diverte com o que faz.

Voltaram pra fechar com chave de ouro e tocaram “Enough Space”, a antiguinha “For All the Cows”, “Dear Rosemary” e eis que surge a Joan! Exclusividade nossa, tocaram duas músicas juntos, “Bad Reputation” e “I Love Rock ‘n’ Roll” e dedicando a música à nós, fechou com “Everlong”.

O setlist não mudou muito para o tocado na Argentina. Adorei ver a Joan Jett tocar “Bad Reputation” e “I Iove Rock and Roll”, mas senti muita falta de “These Days” e “I should have know”!

Mesmo com um show de quase duas horas e quarenta, foi pouco para uma banda com 17 anos de carreira e 7 álbuns na bagagem! Muitos clássicos e muitas músicas boas que nem se quer chegaram perto do setlist! Um show completo, sem correções.

Apesar de ouvir muitos comentários sobre os shows no Chile e de ter visto o show da Argentina, posso dizer que ele se empenhou o máximo em todos.

Dave gritou até sua garganta não agüentar e ainda brincava conosco dizendo para cantarmos juntos e o mais alto que conseguíssemos.

Saiu carregando a bandeira do Brasil de lembrança… e é bom que essa bandeira se mantenha à vista mesmo… para que se lembrem de voltar!

E essa é minha lembrança do Lolla, eu fui? Sim, eu vi Foo Fighters!

Setlist:

All My Life
Times Like These
Rope
The Pretender (“Custard Pie” Interlude)
My Hero
Learn to Fly
White Limo
Arlandria
Breakout
Cold Day in the Sun (Com Dave Grohl na bateria e Taylor Hawkins)
Long Road to Ruin
Big Me
Stacked Actors (with “Feel Good Hit of the … more)
Walk
Generator
Monkey Wrench
Hey, Johnny Park!
This is a Call
In the Flesh? (Pink Floyd cover)
Best of You

Encore:
Enough Space
For All the Cows
Dear Rosemary
Bad Reputation (com Joan Jett)
I Love Rock ‘n’ Roll (The Arrows – com Joan Jett)
Everlong

*Joana Cabrera é fã do Foo Fighters e colaboradora do Vishows.

Vishows confere a volta dos Stone Roses em Julho/12 – Exclusivo

O Blog Vishows, estará em Julho direto de Portugal acompanhando a volta de uma das bandas mais influentes de todos os tempos, os Stone Roses.

Stone Roses - A Volta

Stone Roses - A Volta

No fim de 2011, a volta dos britânicos, causou comoção na Europa, mas se você tem menos de 30 anos, talvez não tenha nem ouvido falar dos caras e não tenha entendido o porque de tanto hype.

Afinal, a banda não estourou nos Estados Unidos nem no Brasil, mas é das mais cultuadas por anglófilos e indies em todo mundo, em especial na Inglaterra, onde fez uma Revolução com seu primeiro álbum, trazendo o clima de festa Rave para o Pop Rock inglês.

Com o tempo, a mítica só cresceu, com os integrantes sempre dizendo ser a volta impossível, rendendo propostas do mesmo nível financeiro de grupos como os Smiths, Pink Floyd ou Led Zepellin, e pelo visto os promotores tinham razão, pois os dois primeiros shows anunciados para Manchester se esgotaram em questão de minutos, e o terceiro show (Extra) se esgotou em menos de 15 minutos… nada menos que 220 mil ingressos vendidos… em pouco mais de uma hora….

Se você não conhece, saiba que caras como Liam Gallagher (OASIS / Beady Eye), Noel Gallagher e Mark Ronson, idolatram os Roses e declararam ser a maior volta de uma banda dos últimos tempos.

Com o seu Pop melódico, calcado no Rock dos anos 60 e 70, influenciaram meio mundo, pois além do som incrível com interessante pegada eletrônica, tinham a imagem certa e a arrogancia sem limites necessária, para abalar as estruturas da cena pop comportada e gerenciada por grandes gravadoras da época, lançando as sementes para o som dos anos 90, pregando a independencia e as misturas sonicas necessárias para o rock voltar às pistas de dança.

O mais legal é que toda essa história de ascensão e sucesso, ocorreu quase toda no ano de 1989, quando lançaram seu primeiro e fundamental álbum, ficando como a marca sonora de uma época e geração.

O quarteto formado por Ian Brown no vocal, John Squire nas guitarras, com o baixista Mani e o baterista Reni, estava junto desde o começo da década de 80, mas à partir do single “Elephant Stone” de 88 a coisa começou
a acontecer e a veneração ao “Som Stone Roses” cresceu de forma maluca.

A escalada da banda parecia inevitável, com capas e mais capas de revistas e chamadas do tipo “o próximo U2”, os caras piraram com declarações como “Queremos ser o primeiro grupo a tocar na lua” ou se recusar a abrir shows para os Rolling Stones (“eles é que deveriam abrir pra gente”).

Em maio de 1990 eles tocaram junto com o seminal Happy Mondays, para mais de 25 mil pessoas no que ficou conhecido como o “Woodstock da geração Madchester”, mas exatamente aí as coisas começaram a se complicar.

Egotrips, drogas, brigas internas, singles fracos e troca da gravadora independente Silvertone pela gigante Geffen (com uma proposta milionária), levando banda e gravadoras a uma longa disputa judicial, atrasando o segundo álbum até o finzinho de 1994. ERRO FATAL !!

Pois em 1994 o cenário musical já era outro, afinal houve a explosão grunge, a assimilação e massificação da dance music, e bandas sobreviventes dos 80´s como Primal Scream levaram a fórmula e fusão rock/dance ao ápice, fora que com a eclosão do Britpop novas bandas como Oasis, Blur e Supergrass passaram a dar as cartas.

O fim foi inevitável, Squire montou o Seahorses e lançou material solo, Ian Brown cosntruiu uma boa carreira solo,
e Mani uniu-se ao Primal Scream, mas continuaram influenciando muita gente e mantendo o nome da banda vivo.

Acredito que pelo talento dos caras, o grupo ainda tem o que mostrar, e o Blog irá conferir de perto em Julho direto do Festival português Optimus Alive 2012, quando fecham a primeira noite de apresentações.

VIDEOGRAFIA SELECIONADA – STONE ROSES

WATERFALL

SHE BANGS THE DRUMS

FOOLS GOLD (Top of Pops)

LOVE SPREADS (2o Disco – 1994)

Confiram as datas do Tour Stone Roses 2012

ESPANHA
08 e 09/Jun – Barcelona – Club Razzmatazz

HOLANDA
12/Jun – Amsterdam – Heineken Music Hall

SUÉCIA
14 e 16/Jun – Hulstfred Festival

DINAMARCA
15 e 17/Jun – NorthSide Festival

ALEMANHA
22/Jun – Hurricane Festival
24/Jun – Southside Festival

FRANÇA
25/Jun – Lyon – Les Nuits des Fourvières

INGLATERRA
29 e 30/Jun – Manchester – Heaton Park
07/Jul – Manchester – Heaton Park

IRLANDA
05/Jul – Dublin – Phoenix Park

INGLATERRA
07/Jul – Londres – T In The Park Festival

ESPANHA
12/Jul – Benicassim Festival

PORTUGAL
13/Jul – Lisboa – Optimus Alive Festival

ITÁLIA
17/Jul – Milão – Arena Civica

SINGAPURA
22/Jul – Indoor Stadium

HONG KONG
24/Jul – Asia World Arena

JAPÃO
27/Jul – Fuji Rock Festival

CORÉIA DO SUL
29/Jul – Jisan Valley Rock Festival

HUNGRIA
06/Ago – Sziget Festival

NORUEGA
08/Ago – Øya Festival

BÉLGICA
17/Ago – Pukkelpop

INGLATERRA
18/ago – V Festival, Chelmsford
19/ago – V Festival, Stafford

IRLANDA DO NORTE
22/Ago – Belfast – Vital Festival

Noel Gallagher de volta à América do Sul – 2012

Noel Gallagher no Coachella 2012

Noel Gallagher no Coachella 2012

O super talentoso Noel Gallagher, agora em aventura solo pós OASIS, chega para atender seu séquito de fãs em toda América do Sul, com apresentações no Brasil, Argentina, Paraguai, Peru e Chile.

O cara chega em bom momento, afinal lançou em 2011 um dos melhores discos do ano – High Flying Birds, onde o guitarrista e compositor mostra que se de um lado seu irmão ficou com quase todos músicos do OASIS no projeto Beady Eye, ele ficou com as composições e o talento que fizeram história no Britpop dos 90´s.

Confira o vídeo abaixo, com apresentação recente do cara no incensado Coachella 2012, e que mostra a grande forma do irmão mais velho dos Gallagher´s…

CONFIRAM AS DATAS DO TOUR – AMÉRICA DO SUL 2012

BRASIL
02/Maio – São Paulo – Espaço Das Americas (O pior lugar para ver show em Sampa – uma pena !!)
03/Maio – Rio de Janeiro – Vivo Rio

ARGENTINA
05/Maio – Córdoba – Orfeo Superdomo
06/Maio – Buenos Aires – GEBA

PARAGUAI
08/Maio – Assuncion – Jockey Club del Paraguay

PERU
11/Maio – Lima – Estadio San Marcos (North Tribune)

CHILE
13/Maio – Santiago – Teatro Caupolican

Segue como referência para os shows da América do Sul o Setlist de Noel Gallagher’s High Flying Birds, no Teatro Metropólitan – Cidade do México em 11 de Abril de 2012

  • (It’s Good) To Be Free – (Oasis)
  • Mucky Fingers – (Oasis)
  • Everybody’s on the Run
  • Dream On
  • If I Had a Gun…
  • The Good Rebel
  • The Death of You and Me
  • Freaky Teeth
  • Supersonic (Oasis)
  • (I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine
  • AKA… What a Life!
  • Talk Tonight (Oasis)
  • Soldier Boys and Jesus Freaks
  • AKA… Broken Arrow
  • Half The World Away (Oasis)
  • (Stranded On) The Wrong Beach
  • Whatever (Oasis)
  • Little By Little (Oasis)
  • The Importance of Being Idle (Oasis)
  • Don’t Look Back In Anger (Oasis)

Noel Gallagher – The Death Of You And Me – Ao vivo no Coachella 2012

Dicas para curtir o melhor da Virada Cultural 2012

VIRADA CULTURAL 2012

VIRADA CULTURAL 2012

!! Dicas do blog VISHOWS, para curtir numa boa a Virada Cultural 2012 !!

1 – PESQUISAR E PLANEJAR

A primeira dica é PLANEJAMENTO, pois um evento assim diverso, agrega roqueiros, pagodeiros, malucos, crianças, velhinhos, mendigos, regueiros, clubbers, manos, mauricinhos, punks e alternativos de toda ordem e opção.

Ou seja, tem prá todo mundo – procure na programação completa do sitio da Virada, e cheque seus artistas e atrações favoritos, horários e locais. Feito isso, dê um passeio no Google MAPS e Street View para ver as distâncias, pontos de ônibus e metrô mais próximos.

2 – TRANSPORTE

Não vá de carro, é a maior roubada !!

Se você mora longe do centro e do metrô, a dica de transporte é ir de carro até a estação de Metrô ou trem mais próxima. Daí é escolher se fica melhor descer na Sé, Liberdade, República, Anhagabaú, Luz ou até mesmo na Paraíso, Ana Rosa, Santana e Barra Funda prá quem vai curtir o circuito que rola em diversos SESCs da cidade.

Em todos os CEU´s vão rolar apresentações e performances como opção para vários bairros de SP.

3 – HORÁRIOS

Eu sempre busco horários mais alternativos, o pico de lotação normalmente acontece das 22:00 até altas horas da madrugada, e no Domingo à tarde a cidade fica novamente lotada.

Pesquise os palcos próximos do seu show preferido, pois se ficar lotado demais, apresentações menos concorridas podem ser até mais divertidas.

4 – O que ver na Virada Cultural 2012 ?

Agora que o Braza está na rota de shows internacionais, a Virada apostou em uma programação eclética e com nomes internacionais relevantes, em 2012 as atrações prometem !!

PALCO JÚLIO PRESTES

Ebo Taylor (Gana) – dia 5 às 20h30
Em Gana o HighLife é o Ritmo, e Ebo Taylor tem lugar garantido nos sons do Oeste da África, com guitarras melódicas e nos metais cheios de swing, o som despontou para o mundo com a modernização da música africana no século XX, e o cara é um dos fundadores do estilo e inspirador do afrobeat.

Com a Afrobeat Academy, uma das melhores orquestras de afrobeat do mundo, gravou em 2010 o disco “Love and Death” – VALE A PENA !

Tony Allen (Nigéria) – dia 6 à 00h00
Mago e mestre do Ritmo Afrobeat, direto da Nigéria o baterista-maestro-arranjador, que tocou por anos com Fela Kuti, é um dos maiores bateras de todos os tempos.

IMPERDÍVEL

Seun Kuti & Egypt 80 (Nigéria) – dia 6 às 02h30
Filho do mestre Fela Kuti, Seun se mostra com a mesma força do pai, em especial ao vivo, vem ao Brasil acompanhado da banda Egypt 80, que durante muitos anos acompanhou Fela Kuti.

Não é um tributo, pois as composições são todas próprias e cheias de personalidade, mas é claro que Seun é o mais fiel seguidor de Fela, tanto pela ideologia política, quanto pela musicalidade.

Seu último álbum, produzido por Brian Eno, é “From Africa with Fury: Rise”, é forte e teve destaque internacional onde a energia de Fela está presente até na capa, feita por Lemi Ghariokwu, o mesmo que criou capas clássicas de Fela.

UM DOS MELHORES SHOWS DO ANO

Toots and the Maytals (Jamaica) – dia 6 às 13h00
Depos de Bob Marley, Peter Tosh e Jimmi Cliff, Toots Hilbert é o grande nome mundial do Ska e do Reggae, e finalmente chega ao Brasil !!!

Considerada uma das mais emblemáticas bandas da Jamaica, tem na mistura do gospel com ska, soul, reagge e rock a sua consagrada fórmula, e seu maior clássico “54-46 Thats My Number“, é uma das maiores pedradas do gênero.


Atualização Urgente !! Não dá prá elogiar… Erros da produção da Virada Cultural cancelam shows de The Abyssinians e Toots and The Maytals #fail #amadorismo

Gilberto Gil – dia 6 às 18h00
Gil dispensa apresentações, é o maior artista da sua geração e não virou depois de maduro, um conservador e reacionário como muitos de sua época, por isso continua atual e relevante, sem ter que posar de roqueiro ou montar uma banda com “garotos”.

PALCO REPÚBLICA

Mccoy Tyner Quartet – dia 5 às 19h00
O cara é referência quando se fala em jazz moderno, tocou com John Coltrane, no quarteto responsável por um dos álbuns mais famosos na história do jazz, “My Favorite Things”. Indo muito além do convencional, seu estilo de tocar piano baseado no blues é repleto de acordes sofisticados. Suas contribuições harmônicas e recursos rítmicos formam o vocabulário da maioria dos pianistas de jazz da atualidade.

Roy Ayers – dia 6 à 00h00
Com origem no Jazz Roy Ayes, tem trajetória incrível, passando pelo funk, soul e pop. É uma lenda da música e que deve fazer o melhor show do Palco República.

Raul de Souza com Zimbo Trio – dia 6 às 02h30
O Zimbo Trio, formado atualmente por Amílton Godoy (piano), Pércio Sápia (bateria) e Mario Andreotti (contrabaixo acústico), começou no ínício dos anos 60 e virou referência instrumental do som moderno brazuca, tendo acompanhado os maiores nomes da música brasileira nos últimos anos. Vai tocar com o mestre Raul de Souza, um dos maiores trombonistas brasileiros e, que ao longo de sua carreira, trabalhou com músicos como Sergio Mendez, Flora Purim, Airto Moreira, Milton Nascimento, Sonny Rollins, George Duke e Cal Tjader, entre outros.

Charles Bradley – dia 6 às 15h00
O soul de Charles Bradley, chega direto da Flórida e tem conquistado o mundo, vale pela sonzeira de The World (Is Going Up In Flames) de 2010 e pelo estilo que lembra o Soul Man Otis Redding. Esse vou ver MESMO !!

Larry Graham – dia 6 às 17h30
Larry Graham, é um músico, compositor, cantor e produtor musical americano, a quem se atribui a invenção da técnica de bater com o polegar nas cordas do baixo eléctrico, “slapping” ou, conforme definição do próprio artista, Thumpin’ and Pluckin’ . É especialmente conhecido como baixista da banda “Sly & the Family Stone”, que influenciou o funk e o soul psicadélico nos anos 70. Foi ainda o fundador e principal figura da banda “Graham Central Station”.

PALCO SÃO JOÃO

Banda Made In Brazil – dia 5 às 18h30 (Tocando na íntegra “Jack o Estripador” de 1976)
A lenda viva do rock brazuca, Made In Brazil, sobe mais uma vez no Palco do Rock da Virada, desta vez para um show especial: a apresentação, na íntegra, do LP “Jack, O Estripador”, um clássico de 1976. Para o show histórico, a banda traz sua formação original com Oswaldo e Celso Vecchione e Percy Weiss nos vocais, além de convidados especiais que aproveitarão a ocasião para homenagear o falecido produtor Ezequiel Neves.

Iron Butterfly – dia 5 às 23h30
Iron Butterfly surgiu na primavera de 1967, em Los Angeles, alcançando grande sucesso já no seu álbum de estréia, o clássico “In-na-gadda-da-vida”. O disco atingiu logo de cara a impressionante marca de 8 milhões de cópias de vendidas.

Os Mutantes – dia 6 às 02h00
Desde 1966, os Mutantes assombram o mundo com seu experimentalismo e criatividade. Originalmente formada por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, a banda foi um dos catalisadores do movimento Tropicalista. Psicodélicos, românticos, doidos varridos, visionários cheios de energia e imaginação, são uma das bandas mais influentes da música brasileira, chegando a tocar ouvidos mundialmente famosos como os de Kurt Cobain e Sean Lennon.

Members of Morphine & Jeremy Lyons – dia 6 às 04h30
O saxofonista Dana Colley e o baterista Jerome Deupree, membros originais da cultuada banda Morphine, se juntam ao guitarrista e baixista Jeremy Lyons para interpretar os clássicos da banda que terminou subitamente em 1999 após a morte, em pleno palco, do baixista Mark Sandman. No repertório, também estarão as músicas de seu novo disco, “The Ever Expanding Elastic Waste Band” de 2010.

Suicidal Tendencies – dia 6 às 09h30
O hardcore com trash metal dos caras marcou gerações na virada dos anos 80 para os 90, e da sua mistura onde o Punk, o Skate, a Política e o Rock são os elementos básicos, surgiram legiões de imitadores e emuladores.

Suicidal Tendencies é autêntico, e o som forte, nervoso e direto conquita tribos diversas em todo mundo. Vamos conferir !!

La Renga – dia 6 às 14h30
O rock argentino é bom, criativo e muitas vezes bem pesado, tendo em grupos como La Renga, um dos seus maiores representantes, quando o assunto é Hard Rock. Lotam estádios na terra natal e no Chile, Uruguai, Paraguai e mesmos nos EUA.

PALCO BARÃO DE LIMEIRA

A Bolha – dia 5 às 20h00
O Rock Progressivo Brasil tem na A Bolha um dos seus precursores, e nos anos 70 lançou discos históricos e serviu como banda de apoio de artistas como Gal Costa, Raul Seixas e Erasmo Carlos.Voltaram nos anos 2000 com shows super elogiados.

Man Or Astro-Man? – dia 5 às 22h30
Grande banda ao vivo, conferí os caras tocando há mais de 10 anos, na extinta Broadway e confesso que é um dos shows mais divertidos do planeta. Começaram tocando rock instrumental, semelhante a outras banda de surf-rock como The Ventures, mais tarde adotaram uma fusão de estilos, que incluem o surf rock dos anos 1960 com o new wave e o punk rock do final dos anos 1970 e meados dos anos 1980.

É conhecida pela dedicação a temas legais e nerds como antigos programas de TV, viagens no espaço e filmes de ficção científica, com uso pesado de samplers, dispositivos eletrônicos como o theremins e bobinas de tesla e afins !!

Jupiter Maçã – dia 6 às 03h30
Ex TNT e Cascavelletes, o ainda muito jovem Flávio Basso começa sua incursão solo pelo folk sob o pseudônimo de Woody Apple. Porém em pouco tempo já estaria eletrificando seu som, transformando-se em Júpiter Maça. Seu primeiro álbum “A 7a Efervescência” seguinte, o disco foi eleito o maior e mais expressivo disco de rock do Sul do Brasil de todos os tempos, e também entre os 100 maiores álbuns de música brasileira da história, pesquisa feita pela revista Rolling Stone. A cada álbum Jupiter Maçã, ou seu alter ego bossa-novista Jupiter Apple, apresenta uma musicalidade nova.

Pin Ups – dia 6 às 08h30

A história do rock indie paulistano passa obrigatoriamente pela banda Pin Ups, formada em 1988 sempre tratou sua música como se a urgencia fosse a coisa mais importante do mundo !! Já ví em Curitiba, abrindo para os Pixies e confesso que sentí a emoção de voltar ao rock alternativo paulistano dos anos 90 (De Verdade) !!

Defalla – dia 6 às 11h00
A lenda do Rock Gaúcho oitentista está de volta, pois desde 1984, quando despontou no cenário do Rock Brasil, é uma das principais bandas do país, com canções em estilos diversos, flertou com o hard rock, rap, glam rock, heavy metal e até big beat, além do funk carioca, hardcore melódico e miami bass. Alcançou grande sucesso nacional com o rock-funk carioca Popozuda Rock and Roll. Detona EDU K !!

Popa Chubby – dia 6 às 16h00
Grande guitarrista com influências clássicas como Hendrix e Clapton, Popa Chubby é conhecido como o padrinho do blues nova iorquino. Só daí, não é preciso ser um expert em música para entender que o som de Chubby é da pesada. Mas tem mais. Além de seus próprios discos, Popa participou da gravação de álbuns de artistas do calibre de Aretha Franklin, Ray Charles e Wilson Pickett. Sonzeira do mais alto quilate.

TEATRO MUNICIPAL

Arnaldo Baptista – dia 5 às 19h00
Gênio e louco, é o nosso Syd Barret + Brian Wilson !! Arnaldo Baptista, ex-líder dos Mutantes, e se apresenta na Virada no show “Sarau o Benedito?”, no imponente Teatro Municipal de São Paulo.

O show traz video-cenário com projeções de desenhos de sua obra como artista plástico.

LARGO DO PAISSANDÚ

Trupe Chá de Boldo – dia 6 às 15h00
A Trupe Chá de Boldo é uma banda de MPB nascida em 2005, em São Paulo, que hoje é formada por 13 integrantes. Dois anos após o lançamento de seu disco de estreia, Bárbaro, e de uma série de shows divulgando o trabalho (Auditório Ibirapuera, Sesc Pompéia e circuito Sesc no interior do estado), a banda está finaliza o seu segundo CD, que estreia em março de 2012.Neste novo trabalho, o grupo foi produzido por Gustavo Ruiz (produtor de Tulipa Ruiz e Juliana Kehl) e contou com as participações especiais de André Abujamra, Alzira E, Tatá Aeroplano, Peri Pane, Lu Horta, Marcelo Pretto e Márcia Castro.

As Mercenárias – dia 6 às 16h00
A maior banda feminina do Brasil de todos os tempos, atualmento formada por Sandra Coutinho – baixo/voz, Geórgia Branco – guitarra/vocal e Pitchu Ferraz – bateria, que agora como Trio, se propõem a recuperar o mito com seu repertório oitentista, mas com foco no resgate da obra alinhada com as influências sonoras dos dias atuais.

Paulo Barnabe & Patife Band – Dia 6 às 18h00
Irmão do grande Arrigo Barnabé, Paulo e sua Patife Band voltam aos palcos, mesclando timbres de instrumentos como sintetizador, sax, bateria e guitarra. A atual proposta abre ainda mais espaços para improvisos e experimentações.

Formado em 1983 é considerada um dos expoentes do movimento que ficou conhecido como Vanguarda Paulista.

Em noite histórica, The Damned traz seu punk-gótico para São Paulo

Por Renata Quirino*

Pela primeira vez no Brasil, uma das bandas precursoras do punk rock The Damned se apresentou no Clash Club em São Paulo.

Pontualmente às 22h, a banda subiu ao palco começando o set list com “Wait for the Blackout”, “Lively Arts” e “Silly Kids Games” todas do disco Black Album, de 1980. Apesar de ser conhecida como uma das bandas que deram início ao movimento punk ao lado de outros nomes como Sex Pistols e Richard Hell & The Voidoids, o Damned também caminhou pelo rock gótico e foi influência para muitos grupos desse estilo nos idos dos anos 80. Em entrevista a revista Rolling Stone Brasil, o vocalista Dave Vanian declarou que as influências que a banda teve ao longo dos anos ficaram muito distintas. “Acho que é por isso que cada álbum era tão diferente e íamos em tantas direções” disse o músico.

Indispensável em qualquer coleção de discos que se preze, o primeiro álbum da banda chamado “Damned, Damned, Damned” lançado em 1976, tem canções como “New Rose”, “Feel The Pain”, “Neat Neat Neat” e “Fan Club”, que foram cantadas com empolgação pelo público. Momentos incríveis da noite: as clássicas “Shadow of Love” e “Love Song” com a platéia se deliciando do início ao fim.

No Bis, canções como “Eloise” e “Smash It Up” para encerrar muito bem um dos melhores shows punks que o Brasil já viu (e esperou tantos anos para ver).

Com o Clash Club um tanto quanto vazio (comparado a outros shows do gênero que aconteceram na casa, como Buzzcocks), o público pode conferir a apresentação histórica de uma banda que lançou seu primeiro compacto há 35 anos e continua relevante para música.

Viva Captain Sensible.

*Renata Quirino é fã de The Damned e nova colaboradora do Vishows.

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O Bê a Bá do rock: Joan Jett no Lollapalooza Brasil

Por Renata Quirino*

Ela foi vocalista da primeira banda de rock formada só por garotas na história da música. Em carreira solo, foi recusada por vinte gravadoras e resolveu a questão da maneira mais “Do It Yourself” possível: montando seu próprio selo e vendendo milhões. É até hoje inspiração para milhares de garotas pelo mundo todo. Toca o tal do rock’ n roll. E de verdade.

Em 31 anos de carreira, essa foi a primeira vez que a eterna guitarrista da Runaways, Joan Jett, tocou no Brasil com seus Blackhearts. E valeu a espera. Jett foi uma das atrações da primeira edição do festival itinerante Lollapalooza, idealizado por Perry Farrel, vocalista do Janne’s Addiction (que também tocou no festival no segundo dia) há 30 anos em Chicago, nos Estados Unidos. A presença da roqueira foi uma das exigências de Dave Grohl, vocalista da principal atração da noite, o Foo Fighters, para tocar no festival.

O público, composto na sua maioria por garotas que veem na Joan Jett uma grande inspiração, esperava ansiosa por sua entrada.

O show começou com o grande hit “Bad Reputation”, cantado em coro pela platéia. Em seguida, outro grande hit, mas agora de sua primeira banda, as Runaways, “Cherry Bomb”. Além de compositora, Joan Jett também é uma grande intérprete e seu set-list não poderia deixar de ter as versões maravilhosas de “Do You Wanna Touch Me” de Gary Glitter, “Crimsom and Clover” da dupla Tommy James & The Shondells e, claro, “I Love Rock n Roll”, que todos pensam ser de autoria de Joan, mas que na verdade foi composta pelo The Arrows. Essa última com certeza um dos grandes momentos do show.

Joan Jett ainda apresentou três novas canções que agradaram o público: “TMI”, a punkíssima “Reality Mentality” e “Hard To Grow Up”.

Hard Rock com pegada punk e pop. Uma apresentação pura, simples e direta. Sem firulas. Como todo bom show de rock deve ser. Essa é Joan Jett.

Setlist:

  1. “Bad Reputation”
  2. “Cherry Bomb”
  3. “Light of Day”
  4. “Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)”
  5. “Victim Of Circumstance”
  6. “You Drive Me Wild”
  7. “French Song”
  8. “Love is Pain”
  9. “TMI”
  10. “Hard to Grow Up”
  11. “Naked”
  12. “Fake Friends”
  13. “Reality Mentality”
  14. “I Love Rock’n’Roll”
  15. “Crimson & Clover”
  16. “I Hate Myself For Lovin’ You”
    Bis:
  17. “AC/DC”

*Renata Quirino é fã de Joan Jett e nova colaboradora do Vishows.

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The Wall com Roger Waters 2012, no Estádio do Morumbí

The Wall no dia 03/04, 3ª feira e eu, que adoro rock, me peguei com várias dúvidas rolando na cabeça: “Será que ver o show sentada vai ser chato?”, “E as músicas mais pesadas e lentas, como o cara vai manter o ritmo?”…

Com o Estádio do Morumbí lotado e só surpresas positivas: 5ª fileira da área Prime, de frente pro palco, muito mais perto do que parecia; luzes apagadas e não é que o show começa às 21h00 em ponto?! Nunca vi isso! Bem que Roger Waters tem fama de maníaco perfeccionista… quem contou com o atraso de sempre, nessa hora perdeu o começo, mas ainda teve muita coisa pra ver e enlouquecer.

E lá, naquele palco enorme, muro de 11 metros de altura, um telão gigante com uma projeção perfeita – viva a tecnologia! – o som de aviões vindo de tudo que é parte, parecendo sobrevoar as nossas cabeças. Aliás, o lance do avião acontece rápido, mas é mágico!

As projeções misturam imagens originais do filme com temas atuais, guerras recentes, a crítica ao consumismo e aos rios de dinheiro desperdiçado nas guerras e que serviriam para aplacar a fome no mundo, homenageia Jean Charles e chama o jovem brasileiro a tomar as ruas pra combater a corrupção institucionalizada no País.

O show sobe e desce num ritmo louco, próprio, diferente pra quem está acostumado a performance bombando o tempo todo ou esperava ver um apogeu de guitarras, solos e correria no palco. Aqui é tudo coreografado nos mínimos detalhes. As músicas da 1ª parte vão rolando e a produção vai instalando os tijolos. É colocar o tijolo no muro e a imagem projetada inclui aquele “pixel” imediatamente, numa fração de segundo, não dá tempo de piscar que a gente perde.

Tecnologia e sincronismo puros! Imagens alucinantes, som perfeito, daqueles shows que viram um divisor de águas.

Fim do espetáculo e teve de tudo: gente que adorou, que saiu tonto (como eu), que disse que gostou mais do palco do Iron Maiden e esperava mais do The Wall, que teve sono… Assim como a vida, é impossível agradar a todo mundo, com show de rock não é diferente.

Pra mim, foi mágico. Megaprodução. Valeu cada segundo e cada centavo.

Por Isabelle Gretillat – Grande amiga, roqueira e finalmente colaboradora do Blog Vishows !

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