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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Arquivos Mensais: maio 2012

Tributo MTV: Legião Urbana com Wagner Moura

Antes que atirem pedras!

Bom, eu particularmente nunca fui um grande fã de Legião Urbana, talvez pela minha idade, eu não vi o AUGE da banda, não vivi e respirei a religião que foi a Legião para os fãs dos anos 80, que na época era sem nenhuma competição a maior banda do país, a que trazia em cada show o maior público e a que mais vendia discos. Assisti ao show da Emeteve (MTV) em tributo a banda, e em meio a polêmicas sobre Wagner Moura no vocal, escolha de músicas e até mesmo polêmicas do próprio evento eu venho aqui no ViShows dar os meus pitacos e opiniões absolutamente pessoais.

Primeiro vamos falar do vocalista? Capitão Nascimento nos vocais do tributo, ainda não consegui entender se foi um fã no palco realizando um sonho ou se foi uma jogada de marketing para atrair o público.

Se for um fã o papel dele foi perfeito, desafinado como todo mundo que canta Legião Urbana e não é o Renato Russo, porém com muita emoção, empolgação e acima de tudo uma vontade enorme de estar naquele palco, histórico para o próprio Wagner Moura.

As críticas sobre ele cantando não procedem em minha opinião, não há hoje um vocalista que fosse entrar e representar absolutamente bem como ele fez, o lado ator felizmente é mais talentoso que o vocalista, e Wagner Moura dançou desengonçado como Renato Russo, correu, pulou, chorou e olhou para o céu sem acreditar na noite que estava tendo.

As críticas ao vocalista para mim são besteiras, deve-se criticar a escolha dos integrantes que poderiam ter procurado outro cara para cantar, porém parece que a necessidade de capitalizar esse show era muito grande para Dado e Bonfá, e nesse quesito Wagner Moura trouxe a publicidade que eles queriam, mas vamos lembrar que Renato Russo era um humano, que cantava e as vezes desafinava, era um grande vocalista, mas ontem teria se desesperado com as inúmeras falhas de som que prejudicaram o vocal de Wagner Moura e até mesmo o resto da banda.

Me pergunto também se depois de tanta polêmica eles acertaram em colocar Rodrigo Favaro como baixista, será que não seria o dia de chamar Renato Rocha e colocar ele para tocar uma ou outra música? Nem que fosse somente para dar uma ajuda para o cara e reduzir a polêmica? Mostrar para as pessoas que atitudes são mais valiosas do que letras de música, eles se dando bem ou não, compaixão e apoio para um cara que viveu uma época tão importante da vida deles seria uma demonstração importante de caráter, afinal muitas músicas como “Ainda É Cedo”, “Daniel na Cova dos Leões”, “Quase Sem Querer” e “Mais do Mesmo” são assinadas por ele. Aliás parabéns ao pessoal do programa Pânico, apesar de eu não gostar muito do programa, eles fantasiados estavam engraçados demais.

Agora vamos ao que conhecemos do Legião Urbana e algumas contradições, Renato Russo sempre rejeitou convites para a Legião Urbana se apresentar em festivais. Fez isso na primeira edição do Hollywood Rock, em 1988, pois não iria se apresentar num “evento capitalista”, patrocinado por grandes empresas, soava incoerente para o vocalista que não queria cantar com o nome de uma marca de cigarros atrás da banda, essa forma de pensar era o maior legado de Renato Russo. Fazer uma homenagem não é o erro, o problema de tudo isso está logo abaixo.

Uma homenagem elitista para um cara que não funcionava dessa maneira, uma homenagem que custou R$200,00 o ingresso e teve como objetivo gravar um DVD e ser um assunto falado por aí, esse para mim foi o maior problema desse tributo, independente da falta de técnica ou até de voz mesmo de Wagner Moura nos vocais que se compreendeu e se colocou ali como um grande fã, independente das falhas de som grotescas que não acontecem nem nas noites de sabado no Café Aurora, o Karaokê gigante do Legião Urbana tinha que ser realizado para o povo, um show aberto em um local como o Parque do Ibirapuera, tenho certeza que a aura da banda iria atingir mais gente e faria um show muito mais emocionante.

Nem vou falar sobre os patrocínios para a realização do show…para quem quiser conferir um trecho do show segue o vídeo abaixo:

Billie Blade é um Ogro louco, escreve no ViShows e no Cerveja com Ogros, nerd, blogueiro, agente de viagens, maníaco por jogos e videogames, cervejeiro e nunca foi fã do Legião Urbana.

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Esta é a quarta parte do especial de 25 anos da banda norte-americana The Smashing Pumpkins, com o sucesso do álbum Mellon Collie and The Infinite Sadness eles se tornaram referência, porém a banda estava disposta a tomar novos rumos no próximo álbum e partir para um trabalho mais focado na música eletrônica.

A era Adore: visual dark e a falta de um baterista.

Em 1.997 o Smashing Pumpkins resolveu traçar caminhos diferentes e lançou o single “Eye”, baseado em uma bateria eletrônica abrindo mão das habituais guitarras, nesse mesmo ano a banda também contribuiu para trilha sonora do filme Batman & Robin com a música “The End is the Beginning is the End”, esta canção mais tarde ganharia o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock.

Adore foi lançado em 2 de junho de 1.998 e apresentava uma nova fase da banda. Composto com uma bateria eletrônica e sintetizadores, ele não contava com a presença de Jimmy Chamberlin, que havia sido expulso da banda.

Esse álbum é marcado por tragédias na vida pessoal de Billy Corgan, que mais uma vez as traduziu para as canções do grupo, o vocalista havia acabado de se separar de Chris Fabian, sua esposa e amiga de infância, e sua mãe acabara de morrer, algumas canções do álbum falam dessa fase, como “For Martha” e “Perfect”.

Com Adore a banda adotou um visual mais limpo e ao mesmo tempo sombrio, um pouco voltado para o gótico. “Ava Adore” foi o primeiro single a ser lançado e o vídeo desta canção é um dos melhores da história dos Pumpkins, no entanto esse álbum não vendeu tanto quanto o esperado nos Estados Unidos e foi considerado um fracasso se comparado com o anterior Mellon Collie and The Infinite Sadness.

Contudo fora dos Estados Unidos o álbum teve uma recepção melhor e a banda embarcou em um turnê mundial, passando novamente pelo Brasil. Eles se apresentaram em 14 de agosto de 1.998 no Metropolitan do Rio de Janeiro, no dia 16 no Olympia em São Paulo e no dia 17 em uma histórica apresentação no extinto Programa Livre do SBT.

Para mim Adore representou o meu primeiro contato com a banda, aos dez anos de idade eu vi a primeira foto da banda (a mesma que está no topo do post) e o vídeo do single “Perfect” foi o primeiro que eu vi relacionado a eles ou seja ele mudou a minha percepção do que era considerado boa música.

Faixas do álbum Adore:

1 – To Sheila – 4:40
2 – Ava Adore – 4:20
3 – Perfect – 3:23
4 – Daphne Descends – 4:38
5 – Once Upon a Time – 4:06
6 – Tear – 5:52
7 – Crestfallen – 4:09
8 – Appels + Oranjes – 3:34
9 – Pug – 4:46
10 – The Tale of Dusty and Pistol Pete – 4:33
11 – Annie-Dog – 3:36
12 – Shame – 6:37
13 – Behold! The Night Mare – 5:12
14 – For Martha – 8:17
15 – Blank Page – 4:51
16 –  17 – 0:17

Vídeos promocionais da era Adore:

Ava Adore

Perfect

Participação no Programa Livre do SBT:

Ava Adore

Pug

A era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Jimmy Chamberlin voltou ao grupo em 1.999 e depois de uma mini-turnê eles começaram a gravar um novo trabalho, mas ao final das gravações D’arcy deixou a banda motivada por sua relação tensa com Billy Corgan e seu envolvimento com drogas. Apesar de abandonar a banda antes do lançamento do álbum o nome de D’arcy consta nos créditos.

Para substituí-la Melissa Auf der Maur, baixista do Hole, foi chamada e em 29 de fevereiro de 2.000 o quinto álbum da banda Machina/The Machines of God foi lançado.

Voltando as raízes da banda mais baseado nas guitarras e na bateria forte de Jimmy eles lançaram os singles “The Everlasting Gaze”, “Stand Inside Your Love” e “Try, Try, Try” e embarcaram na curta turnê “Sacred and Profane”. Machina foi considerado um bom álbum e tem ótimos momentos, como “Stand Inside Your Love”, mas o Rock Alternativo estava começando a perder espaço para grupos pop e cantoras teen, que agora comandavam o que os jovens ouviam nas rádios, o que resultou na péssima recepção de Machina pela mídia e causou o sentimento em Billy Corgan de que o rock estava morrendo.

Em setembro de 2.000 Machina II/The Friends & Enemies of Modern Music, o último álbum do grupo com a sua formação clássica, foi lançado em uma edição limitada em vinil e foi distribuído para amigos próximos, o mesmo tinha permissão e instruções para ser disponibilizado livremente pela internet.

Ao final de 2.000 a banda se separou após Billy, motivado pelas brigas constantes com James Iha, anunciar o seu fim antes mesmo da turnê “Sacred e Profane” acabar. A última apresentação dos Pumpkins com James Iha na guitarra aconteceu no The Metro, o mesmo lugar em Chicago onde doze anos antes a banda havia iniciado a sua carreira. O show contou com quatro horas de duração e 35 canções de toda trajetória da banda até então. Quem esteve presente recebeu uma gravação do primeiro show da banda em 10/05/1.988 e o último single “Untitled” foi lançado coincidindo com a derradeira apresentação do The Smashing Pumpkins.

Faixas do álbum Macinha/The Machines of God:

1 –  The Everlasting Gaze – 4:00
2 –  Raindrops + Sunshowers – 4:39
3 –  Stand Inside Your Love – 4:14
4 –  I of the Mourning – 4:37
5 –  The Sacred and Profane – 4:22
6 –  Try, Try, Try – 5:09
7 –  Heavy Metal Machine – 5:52
8 –  This Time – 4:43
9 – The Imploding Voice – 4:24
10 – Glass and the Ghost Children – 9:56
11 – Wound – 3:58
12 – The Crying Tree of Mercury – 3:43
13 – With Every Light – 3:56
14 – Blue Skies Bring Tears – 5:45
15 – Age of Innocence – 3:55

Faixas do álbum Machina II/The Friends & Enemies of Modern Music:

Umas das capas de Machina II

LP Duplo (CR-04)

Glass – 1:54
Cash Car Star – 3:18
Dross – 3:26
Real Love – 4:16
Go (James Iha) – 3:47
Let Me Give the World to You – 4:10
Innosense – 2:33
Home – 4:29
Blue Skies Bring Tears (versão elétrica) – 3:18
White Spyder – 3:37
In My Body – 6:50
If There Is a God – 2:08
Le Deux Machina – 1:54
Atom Bomb – 3:51

EP Um (CR-01)

Slow Dawn – 3:14
Vanity – 4:08
Satur9 – 4:11
Glass (versão alternativa) – 2:55

EP Dois (CR-02)

Soul Power (James Brown) – 3:02
Cash Car Star (versão 1) – 3:41
Lucky 13 – 3:05
Speed Kills (But Beauty Lives Forever) – 4:51

EP Três (CR-03)

If There Is a God (piano/voz) – 2:34
Try (versão 1) – 4:23
Heavy Metal Machine (mix alternativo da versão 1) – 6:47

Vídeos promocionais da era Machina/The Machines of God:

The Everlasting Gaze

Stand Inside Your Love

Try, Try, Try

Fotos da era Adore e Machina/The Machines of God:

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

The Mission comemorando 25 anos na América Latina

Com a volta da formação clássica dos 80´s  – Wayne Hussey (vocal), Craig Adams (baixo), Simon Hinkler (guitarra) e o batera Mike Kelly, os ingleses do The Mission voltam ao Brasil pela terceira vez…

The Mission nos 80´s

The Mission nos 80´s

Ví a banda em pleno auge em 1988, no finado Projeto SP na Barra Funda, onde após grande bebedeira e show cancelado, os caras deram show extra histórico, com a mulherada dançando no palco e quase 2,5 horas de apresentação, quem foi como eu … Nunca mais se esqueceu da apresentação… que acabou com os caras mandando 1969 dos Stooges, em show energético, pesado e inspirado…

… mas já nos anos 2000… ví um grupo velho, cansado e em show burocrático no Via Funchal … uma lástima… mas pelo visto a comemoração de 25 anos de carreira da banda, vem em grande estilo, com os caras tocando com formação original e tudo… A Conferir ….

Para a apresentação os fãs podem contar com os grandes sucessos oitentistas da banda como “Tower of Strength”, “Severina” , “Stay with Me” e “Butterfly on a Wheel”.

Formada em 1985, quando Hussey e Adams saíram dos Sisters of Mercy, o The Mission já chegou ao mercado com grande expectativa, pavimentando o caminho para o sucesso mundial, com a mesma pegada soturna dos Sisters, mas com maior lirismo e pegada pop que a banda de Andrew Eldritch.

The Mission Setlist no Fuzz Club – Atenas / Grécia em 04/Nov/2011

  • Beyond The Pale
  • Hands Across The Ocean
  • Serpents Kiss
  • Naked And Savage
  • Garden Of Delight
  • Severina
  • Butterfly On A Wheel
  • Sacrilege
  • Wake
  • Wasteland
  • The Crystal Ocean
  • Deliverance

BIS

  • Like A Child Again
  • Like A Hurricane (Neil Young cover)
  • Tower Of Strength

BIS 2

  • Blood Brother
  • 1969 (Iggy & The Stooges cover)

TOUR AMÉRICA LATINA – 25 Anos de Banda

PERU – 23/Maio – Lima
CHILE – 24/Maio –  Santiago
ARGENTINA – 26/Maio – Buenos Aires
BRASIL – 27/Maio – São Paulo – Cine Jóia
MÉXICO – 02/Jun – Mexico City

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VIDEOGRAFIA SELECIONADA – THE MISSION

Valeu Donna Summer ! Grande diva da Era Disco

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Donna Summer foi a Voz dos Anos 70, emplacou em parceria com Giorgio Moroder hits e mais hits, em especial o clássico da disco – Love to Love You, Baby… , entrando nos anos 80 como Diva.

A cantora, embalou a festa da galera que curtiu bem a década, mas para minha geração, Donna também teve seu valor e momentos legais no surgimento do Vídeo, com clipes bem working class hero como She Works Hard for the Money e a clássica Unconditional Love parceria com a banda juvenil Musical Youth !!

RIP !! Valeu Donna !! Afinal, você com certeza fez o mundo dançar !!

Fiquem com o clipe da minha favorita – Unconditional Love

Noite de hardcore em São Paulo: No Use for a Name no Carioca Club

Por Renata Quirino

Rolou ontem em São Paulo o show da banda de hardcore americana No Use For a Name, no Carioca Club. A casa, localizada em Pinheiros, tem uma programação voltada para a música brasileira, como samba e forró, e nos últimos tempos também tem se dedicado ao rock, com shows de bandas como Sebastian Bach, Kyuss Live!, Destruction, entre outros.

Essa foi a primeira vez que vi um show no Carioca Club e vi muitas vantagens: fácil acesso (o metrô Faria Lima fica a cinco minutos do Carioca e há diversas opções de ônibus na região), os shows começam e terminam cedo (evitando assim que o público passe a madrugada na rua esperando que o transporte público volte a funcionar ou que tenha que pagar por um táxi para ir pra casa), som e iluminação bons e camarote com uma visão bacana do palco. Muitos pontos para a casa. Mas, como nem tudo é perfeito, antes do No Use For a Name subir ao palco, o Dj da casa, que não conhecia nada da banda e muito menos do público, cometeu o erro de tocar um CD INTEIRO do Rappa para “aquecer” os presentes. Óbvio que a escolha não agradou e depois de muitas vaias e pedidos desesperados para que o DJ tivesse piedade de nossos ouvidos e parasse de tocar aquilo, o moço resolveu trocar o disco e colocou Metallica. Totalmente fora de contexto, mas, logicamente, muito melhor que o Rappa. NOFX? Millencolin? Pennywise? Acho que ele nem sabe o que é isso.

Bom, mas agora o No Use For a Name. Também conhecido como NUFAN, a banda nasceu no final dos anos 80, na Califórnia e é uma das mais representativas no chamado Hardcore Melódico.  A última passagem dos americanos no Brasil foi em 2009, no tradicional Hangar 110.

A banda subiu ao palco com quinze minutos de atraso, às 20h15. O vocalista Tony Sly entrou em cena registrando a euforia do público com seu celular. O simpático baixista Matt Riddle conversou e brincou bastante com o público durante toda a apresentação, inclusive com o fato de que hoje, domingo, a banda fará um show na Argentina. Já Tony perguntou se o público gostaria que a banda cancelasse a apresentação e fizesse mais um show por aqui e a platéia, claro, respondeu fervorosamente que sim.

Com fãs fiéis, a banda foi acompanhada do início ao fim, em todas as canções. Destaque para o hit “Coming Too Close”, que arrancou até lágrimas de alguns que estavam por ali. Com a platéia formada na sua maioria por adolescentes e por trintões que estavam recordando sua adolescência, esse show mostrou que a cena hardcore tem um público apaixonado e que conquista novos admiradores a cada dia.

No BIS, o vocalista subiu ao palco com sua guitarra e improvisou uma música em homenagem à São Paulo (com direito a uma bela desafinada no começo, diga-se de passagem), com uma letra que dizia como a cidade traz boas recordações à banda, come eles estão felizes por estar ali novamente e que prometem voltar em breve. Claro, muito aplaudido pelo público apaixonado. Logo em seguida a banda toda volta para tocar as últimas canções. Dois garotos invadem o palco e são levados pelos seguranças. Matt Riddle deixou a banda tocando e foi pedir para que o segurança deixasse os fãs descerem pela frente do palco numa boa. Voltou, pegou o baixo do chão e continuou tocando.

Matt Riddle, do No Use For a Name, no Carioca Club

A banda encerrou a apresentação agradecendo muito e o público foi embora feliz do Carioca Club esperando que Tony Sly cumpra o que disse durante o show: voltar em breve. Uma noite de hardcore adolescente, para quem é adolescente ou para quem voltou a ser adolescente durante uma hora e meia.

Veja mais fotos no Flickr.

Bob Marley – o Rei do Reggae – 31 anos de sua partida

Quase no fim do dia e eu me liguei que tava deixando passar em branco esta data.

Bob Marley ao vivo

Bob Marley ao vivo

Robert Nesta Marley, o responsável em levar o reggae jamaicano para o mundo, nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945. A vida musical começou em 1962, quando um produtor o chamou para gravar algumas músicas pelo selo Beverly’s. Bob Marley preferiu montar um grupo invés de seguir a carreira sozinho. Chamou os amigos Peter Tosh e Bunny Livingston para criar um grupo de ska. A primeira gravação, “Simmer Down”, se tornou a mais pedida na Jamaica em 1964.

Naquela época, a mãe de Bob, que se mudou para os Estados Unidos anos antes, o enviou uma passagem para que ele fosse morar com ela. Mas, Bob conheceu a cantora Rita, por quem se apaixonou e a viagem aos Estados Unidos durou apenas alguns meses. Os dois se casaram em fevereiro de 1966.

O ano seguinte foi muito importante para a direção da carreira de Bob Marley. O cantor se converteu à religião Rastafari, o que determinou o estilo de sua música e chamou os amigos de volta para formar o The Wailers. O início do grupo foi difícil, tentaram criar um selo, mas ele faliu pouco tempo depois. A parceira com o produtor Lee Perry fez com que o grupo gravasse algumas músicas importantes, que definiu o estilo da banda.

O homem que é considerado ícone mundial quando se fala em reggae, além de ser adorado por regueiros, com certeza é respeitado por muita gente que não curte reggae.

O motivo? Sua música!

Bob Marley com camiseta da Seleção Brasileira

Bob Marley com camiseta da Seleção Brasileira

“War” e “One Love” são duas músicas que mostram a intenção do reggae: PAZ!

Entre gravações originais, e coletâneas com as músicas de Bob Marley & The Waillers, desde 1965 até hoje são mais de 40 discos. Me arrisco a dizer que de todas as músicas “Is This Love” e “No Woman No Cry” são suas músicas mais conhecidas, e sei também que “Is This Love” foi o primeiro reggae de Bob que ouvi, em uma tarde dentro de uma lotação em Sampa, e me levou a ouvir mais músicas dele e me fez passar a curtir reggae.

Suas letras marcaram, e você possivelmente já ouviu/leu alguma(s) dela(s) por aí:

Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá la.

Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.

Não ligo que me olhem da cabeça aos pés..porque nunca farão minha cabeça e nunca chegarão aos meus pés.

E uma que eu gosto muito, que mostra o que é o reggae:

O reggae não é pra se ouvir é pra se sentir. Quem não o sente não o conhece.

* Esse post é só pra registrar meu agradecimento pelas palavras, pelas músicas, pelas positivas vibrações que sempre ajudam a animar o meu dia.

Don’t Rock My Boat

I Know A Place – detalhe para os dreads do cara que chega até os seus pés, isso me fez deixar o cabelo crescer rsrs

One Love

No Woman No Cry

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Essa é a terceira parte do especial de cinco posts sobre a trajetória da banda The Smashing Pumpkins. Depois de alcançar o sucesso e o reconhecimento no mainstream a ambição de Billy Corgan o levou a criar um álbum duplo o qual ele próprio chamou de “The Wall” da sua geração, e que transformou-os na banda mais rentável e uma das mais populares da década de noventa.

Mellon Collie And The Infinite Sadness: A obra prima.

Em 1.995, após a turnê de Siamese Dream acabar, Billy começou a compor as músicas para um novo álbum ambicioso, em que ele se propôs a criar um estilo novo para a banda. Para tanto resolveu trabalhar com novos produtores e deixou de lado o seu aspecto egocêntrico, permitindo que os outros membros da banda opinassem e participassem mais ativamente do processo de criação.

O período de composição do álbum foi o mais criativo da banda e resultou em mais de 60 músicas compostas em quatro meses, as quais foram editadas e diminuídas para 32 e refinadas mais  ainda no que resultou em um álbum duplo com 28 faixas.  O conceito do álbum é de que o primeiro disco representa o dia/vida e o segundo disco representa a noite/morte, com o sentido das composições se complementando num ciclo de vida e morte.

O processo de gravação foi diferente do adotado em Siamese Dream, a fim de evitar os conflitos ocorridos anteriormente, cada membro gravava a sua parte em salas separadas e ao final do dia se juntavam e discutiam acertos sobre as faixas. Esse processo foi muitas vezes exaustivo devido ao perfeccionismo de Billy Corgan, que chegava a passar 18hs trabalhando em uma música. A banda fez alguns shows fechados para testar a receptividade do público com as novas músicas, que foram muito bem aceitas, o que animou ainda mais os membros do grupo.

Em 24 de outubro de 1.995 Mellon Collie And The Infinite Sadness foi lançado, estreando em primeiro lugar na lista da Billboard. Ele chegou as lojas como um disco duplo e como um LP triplo.  O seu primeiro single “Bullet with Butterfly Wings” venceu o Grammy de melhor canção de Hard Rock, e o vídeo dessa música inaugurou a figura icônica de Billy Corgan com a palavra ZERO escrita em uma camiseta de manga longa preta e as calças prateadas. Billy chegou a declarar que esta roupa o tornava um super-herói.

A letras de Mellon Collie soam mais críticas com relação ao mundo e ao ser humano e menos voltadas para os dramas pessoais de Billy, talvez isso também tenha sido um fator para o sucesso do álbum. Quem nunca se sentiu um rato na gaiola apesar de toda a  sua raiva? Como o vocalista grita em Bullet with Butterfly Wings.

Arte do encarte do álbum

Arte do encarte do álbum

Eu particularmente recomendo a leitura das letras de cada faixa com atenção, há um que de poesia em cada uma delas, e um sentimento universal que é compartilhado nesse trabalho. A faixa inicial do álbum, que dá título ao mesmo, apenas com piano nos prepara para entrar no universo mágico da Punpkinlândia que é Mellon Collie and The Infinite Sadness.

“1979” é mais uma música que se tornou símbolo dos anos 90, com um vídeo clássico da juventude da época. E para se diferenciar ainda mais dos músicos da cena grunge Billy raspou a cabeça, criando uma imagem que se tornaria a sua marca registrada. Nesse meio tempo a banda abandonou o seu visual largado e sujo, que ainda os ligava ao cenário alternativo, e apostou num estilo mais “dark” com o vídeo do single “Zero”, trazendo a tona as novas referências visuais da banda, que mesclava o estilo alternativo com o rock gótico.

No entanto foi com o single “Tonight, Tonight” que eles se tonaram lembrados para sempre e fincaram definitivamente a sua bandeira na história do rock. A letra dessa música é uma promessa de confiança quando Billy convida-nos a tentar tornar o impossível possível por apenas uma noite, e que tudo vai ser melhor nem que seja por uma noite. “Believe in me as I believe in you…” é o que diz Billy Corgan. O vídeo dessa música é considerado o melhor clipe musical da década de 90 e recebeu vários prêmios em seu reconhecimento, ele faz referência ao filme “A Viagem à Lua” de Georges Méliès, considerado o primeiro filme de ficção científica da história.

Em janeiro de 1.996 a banda fez a sua primeira passagem aqui pelo Brasil, no extinto festival de rock Hollywood Rock, se apresentando no dia 21 em São Paulo, no estádio do Pacaembu e no dia 27 e no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose. Esta apresentação era parte da turnê mundial do álbum que se resultou um pouco desastrosa para banda: em maio de 1.996 em um show na Irlanda uma fã chamada Bernadette O’Brien morreu esmagada em meio a um mosh no meio do show.

“Thirty-Three” foi o último single lançado, já sem Jimmy Chamberlin, que em julho de 1.996 se envolveu em uma confusão após ele e um tecladista contratado da banda, chamado Jonathan Melvoin, sofrerem uma overdose que ocasionou a morte de Jonathan e a prisão de Jimmy, que pouco tempo depois foi expulso da banda.

A banda fazendo uma ponta nos Simpsons

A banda fazendo uma ponta nos Simpsons

Mellon Collie and the Infinite Sadness foi o álbum que trouxe o maior retorno financeiro para a banda, sendo o disco duplo mais vendido da década e rendendo inúmeras premiações para os Pumpkins. Transformando-os na banda mais rentável da década de 90, eles se tornaram tão populares que chegaram até a participar de um episódio dos Simpsons, o “Homerpalooza”.

Todavia, em entrevistas da época, a banda começou a afirmar que o rock convencional estava ficando sem graça e que no próximo trabalho a banda iria tomar rumos totalmente diferentes.

Faixas do álbum Mellon Colie and The Infinite Sadness:

CD/cassete

Disco 1: Dawn To Dusk
1 – Mellon Collie And The Infinite Sadness – 2:52
2 – Tonight, Tonight – 4:14
3 – Jellybelly – 3:01
4 –Zero – 2:41
5 – Here Is No Why – 3:45
6 – Bullet with Butterfly Wings – 4:18
7 – To Forgive – 4:17
8 – Fuck You (An Ode To No One) – 4:51
9 – Love – 4:21
10 – Cupid De Locke – 2:50
11 – Galapogos – 4:47
12 – Muzzle – 3:44
13 – Porcelina Of The Vast Oceans – 9:21
14 – Take Me Down – 2:52

Disco 2: Twilight To Starlight
1 – Where Boys Fear To Tread – 4:22
2 – Bodies – 4:12
3 – Thirty-Three – 4:10
4 – In The Arms Of Sleep – 4:12
5 – 1979 – 4:25
6 – Tales Of a Scorched Earth – 3:46
7 – Thru The Eyes Of Ruby – 7:38
8 – Stumbleine – 2:54
9 – X.Y.U. – 7:07
10 – We Only Come Out At Night – 4:05
11 – Beautiful – 4:18
12 – Lily (My One And Only) – 3:31
13 – By Starlight – 4:48
14 – Farewell And Goodnight – 4:22

The Aeroplane Flies High: A compilação de Lados B.

Caixa da coletânea The Aeroplane Flies High

Caixa da coletânea The Aeroplane Flies High

Com o sucesso do álbum Mellon Collie a banda posteriormente lançou uma coletânea chamada The Aeroplane Flies High, uma compilação de faixas que não entraram na edição final do álbum duplo e covers de bandas que influenciaram os Pumpkins.

Dividido em cinco discos que continham os singles lançados pela banda e mais lados b das gravações de Mellon Collie and The Infinite Sadness e covers, além de um livro pôster com fotos de bastidores. The Aeroplane Flies High é considerado uma edição de colecionador, pois só foram lançados 200.000 cópias, que se esgotaram rapidamente, levando a gravadora a produzir uma segunda edição em número menor.

Faixas dos cinco discos de The Aeroplane Flies High:

Disco 1: “Bullet With Butterfly Wings”
1 – Bullet with Butterfly Wings (Billy Corgan) – 4:16
2 – …Said Sadly (com Nina Gordon) (James Iha) – 3:09
3 – You’re All I’ve Got Tonight (Ric Ocasek) – 3:10*
4 – Clones (We’re All) (David Carron) – 2:43**
5 – A Night Like This (Robert Smith) – 3:36***
6 – Destination Unknown (Dale Bozzio/Terry Bozzio/Warren Cuccurullo) – 4:14****
7 – Dreaming (Debbie Harry/Chris Stein) – 5:11*****

*”You’re All I’ve Got Tonight” é uma versão cover de uma música da banda The Cars do álbum The Cars.
**”Clones (We’re All)” é uma versão cover da banda de Alice Cooper do álbum Flush the Fashion.
***”A Night Like This” é uma versão cover da banda The Cure, do álbum The Head on the Door.
****”Destination Unknown” é uma versão cover da banda Missing Persons, do álbum Spring Session M.
*****”Dreaming” é uma versão cover da banda Blondie, do álbum Eat to the Beat.

Disco 2: “1979”
1 – 1979 (Corgan) – 4:28
2 – Ugly (Corgan) – 2:52
3 – The Boy (Iha) – 3:04
4 – Cherry (Corgan) – 4:02
5 – Believe (Iha) – 3:15
6 – Set the Ray to Jerry (Corgan) – 4:10

Disco 3: “Zero”
1 – Zero (Corgan) – 2:39
2 – God (Corgan) – 3:09
3 – Mouths of Babes (Corgan) – 3:46
4 – Tribute to Johnny (Iha/Corgan) – 2:34 (instrumental)******
5 – Marquis in Spades (Corgan) – 3:17
6 – Pennies (Corgan) – 2:28
7 – Pastichio Medley (Corgan) – 23:00*******

******”Tribute to Johnny” é um tributo à Johnny Winter, um dos guitarristas favoritos de Billy Corgan e James Iha.
*******”Pastichio Medley” é uma junção dos riffs de várias jams gravadas após Siamese Dream e antes do lançamento de Mellon Collie and the Infinite Sadness. Isto inclui: “The Demon”, “Thunderbolt”, “Dearth”, “Knuckles”, “Star Song”, “Firepower”, “New Waver”, “Space Jam”, “Zoom”, “So Very Sad About Us”, “Phang”, “Speed Racer”, “The Eternal E”, “Hairy Eyeball”, “The Groover”, “Hell Bent for Hell”, “Rachel”, “A Dog’s Prayer”, “Blast”, “The Black Rider”, “Slurpee”, “Flipper”, “The Viper”, “Bitch”, “Fried”, “Harmonia”, “U.S.A.”, “The Tracer”, “Envelope Woman”, “Plastic Guy”, “Glasgow 3am”, “The Road Is Long”, “Funkified”, “Rigamarole”, “Depresso”, “The Streets Are Hot Tonite”, “Dawn At 16”, “Spazmatazz”, “Fucker”, “In the Arms of Sheep”, “Speed”, “77”, “Me Rock You Snow”, “Feelium”, “Is Alex Milton”, “Rubberman”, “Spacer”, “Rock Me”, “Weeping Willowly”, “Rings”, “So So Pretty”, “Lucky Lad”, “Jackboot”, “Milieu”, “Disconnected”, “Let Your Lazer Love Light Shine Down”, “Phreak”, “Porkbelly”, “Robot Lover”, “Jimmy James”, “America”, “Slinkeepie”, “Dummy Tum Tummy”, “Fakir”, “Jake”, “Camaro”, “Moonkids”, “Make It Fungus”, “V-8”, “Die”.

Disco 4: “Tonight, Tonight”
1 – Tonight, Tonight (Corgan) – 4:15
2 – Meladori Magpie (Corgan) – 2:41
3 – Rotten Apples (Corgan) – 3:02
4 – Jupiter’s Lament (Corgan) – 2:30
5 – Medellia of the Gray Skies (Corgan) – 3:11
6 – Blank (Corgan) – 2:54
7 – Tonite Reprise (Corgan) – 2:40*********

********”Tonite Reprise” é uma versão solo acústica de “Tonight, Tonight” com pouquíssimas alterações nas letras. Esta versão também aparece em um dos LPs de Mellon Collie.

Disco 5: “Thirty-Three”
1 – Thirty-Three (Corgan) – 4:10
2 – The Last Song (Corgan) – 3:55
3 – The Aeroplane Flies High (Turns Left, Looks Right) (Corgan) – 8:31
4 – Transformer (Corgan) – 3:25
5 – The Bells (Iha) – 2:17
6 – My Blue Heaven (George Whiting/Walter Donaldson) – 3:20

Vídeos promocionais da era Mellon Collie and The Infinite Sadness:

Bullet with Butterfly Wings

1979

Zero

Tonight Tonight

Thirty-Three

Fotos  da era Mellon Collie and The Infinite Sadness:

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

No Doubt anuncia novo álbum

25 de setembro de 2012.

Guarde esta data, pois nesse dia depois de 11 anos o No Doubt lança seu novo álbum.
O anúncio foi essa semana no site oficial da banda, através das redes sociais e nessa video mensagem fofa aqui:

O último álbum de estúdio da banda é de 2001 “Rock Stead”, e em 2005 eles lançaram “Tragic Kingdon” com os greastest hits. Nesse período os integrantes da banda seguiram com trabalhos solo. Gween Stefani se destacou bastante, lançou dois discos de sucesso “Love Angel Music Baby” e “The Sweet Scape”, em uma pegada muito mais pop, fazendo parcerias com artistas como Damien Marley, Eve e Akon. Além disso passeou pelo cinema em 2004 no filme “O Aviador” e criou sua própria linha de roupas.

O No Doubt voltou a se reunir em 2008 e no verão de 2009 fez uma turnê por 50 cidades dos Estados Unidos e Canadá tocando seus maiores sucessos. Desde então entraram no estúdio pra iniciar o processo de gravação do novo disco ainda sem nome divulgado. Pelo twitter o guitarrista Tom Dumont disse que o álbum está em fase de mixagem e que eles pretendem lançar o primeiro single em Julho.

Junto com a anúncio saiu também o primeiro webisode da banda, vídeo que é parte de uma série documentando o processo de gravação do novo álbum. Olha só:

A expectativa é grande por parte dos fãs e da banda também que sempre compartilha muitas fotos e informações através do twitter, facebook e no site oficial. Falta pouco!!

Por Katy Illy

Psicodelia Total na Virada Cultural 2012 com Iron Butterfly

Iron Butterfly surgiu na primavera de 1967, em Los Angeles, alcançando grande sucesso com o mega hit “In-na-gadda-da-vida”, que atingiu logo de cara a impressionante marca de 8 milhões de cópias de vendidas, sendo o primeiro LP de rock pesado a ganhar um disco de platina.

Iron Butterfly

Iron Butterfly

Apesar da curta carreira, foi banda marco do final dos anos 60 e início dos 70, com som pesado e psicodélico influenciado por Hendrix e pela cena de São Francisco, com pitadas de Jazz e teclados que muitas vezes emulavam os The Doors.

A banda chegou ao Brasil, para incrível show à meia noite de Sábado nessa Virada Cultural 2012, e para quem imaginava uma aventura por grana e saudosismo, se deu mal, pois a formação 2012, com os membros originais Ron Bushy (Bateria) e Lee Dorman (Baixo e Voz) , somado ao incrível guitarrista Charlie Marinkovich, e ao tecladista Martin Gerschwitz, mandou muito bem, contando velhas histórias dos 60’s e mostrando bem vivo o espirito da época.

A apresentação foi alto astral com a pegada roqueira ideal para curtir até o fim do show já na madrugada. Me surpreendi mesmo e vou buscar os discos originais que um tiozão ao meu lado levou prá balada 🙂 e fazer minha lição de casa sobre o Iron Butterfly.

Confiram o setlist da memorável apresentação !!

  • Iron Butterfly Theme
  • Unconscious Power
  • In the Time of Our Lives
  • Stone Believer
  • Flowers and Beads
  • Easy Rider (Let the Wind Pay the Way)
  • Butterfly Bleu
  • In-A-Gadda-Da-Vida

Franz Ferdinand e The Horrors de graça no Ipiranga – 27/Maio/2012

O Festival de Cultura Britânica, volta para agitar culturalmente a cidade nesse fim de Maio/12, e como atração musical, o destaque fica para os escoceses do Franz Ferdinand, que junto aos ingleses do The Horrors, vão tocar de graça no Parque da Independência no próximo 27 de maio.

Franz Ferdinand no Brasil 2012

Franz Ferdinand no Brasil 2012

O evento também irá contar com a banda  inglesa We Have A Band, além das brasileiras Garotas Suecas e Banda Uó.

Franz Ferdinand é uma das bandas mais amadas no Brasil, e topou dar um tempo nas gravações do novo disco, para cruzar o Atlantico e testar os sons novos por aqui !! LEGAL e IMPERDÍVEL !!

Para entrar no Clima – Vejam o Setlist de Apresentação recente dos caras … Franz Ferdinand Setlist at The Pavilion, Cork, Ireland

  • Darts of Pleasure
  • Tell Her Tonight
  • Do You Want To
  • Right Thoughts
  • No You Girls
  • The Dark of the Matinée
  • Fresh Strawberries
  • Can’t Stop Feeling
  • Take Me Out
  • Ulysses
  • Trees & Animals
  • Outsiders
  • Michael

BIS

  • Jacqueline
  • This Boy
  • This Fire

Da Surf Music ao Soul: um pouco do que rolou na Virada Cultural 2012

Por Renata Quirino

A Virada Cultural em São Paulo aconteceu no último fim de semana em toda capital, levando cultura para toda a cidade. Com tantas opções, era imprescindível fazer um roteiro para não se perder no meio de tantas (ótimas) atrações. Porém, devo começar dizendo sobre a decepção com a Virada Cultural quando foi anunciado o cancelamento do show dos jamaicanos do Toots and Maytals. Com certeza esse seria um dos grandes shows de todo o evento.

Mas apesar do desfalque, não dava tempo de ficar apenas lamentando: no sábado, minha Virada Cultural começaria com o McCoy Tyner Quartet, mas por causa de alguns imprevistos, não pude ver esse incrível pianista que tocou com ninguém mais ninguém menos que John Coltrane. Sorte de quem esteve lá.

Minha noite então começou com os extraterrestres no Man Or Astroman? no palco Barão de Limeira. Mesmo com muitas falhas no som, os lunáticos conseguiram fazer um show divertidíssimo, dançante e totalmente insano. Com direito a mosh do guitarrista Star Crunch e do baixista Coco the Electronic Monkey Wizard. Sensacional.

Coco the Electronic Monkey Wizard (Robert DelBueno) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Coco the Electronic Monkey Wizard (Robert DelBueno) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Star Crunch (Brian Causey) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Star Crunch (Brian Causey) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

No dia seguinte, minha maratona musical começou com o Suicidal Tendencies às 9h30 da manhã no palco São João. Ansiosamente aguardado pelo público, no primeiro minuto de show, o público invadiu a área destinada à imprensa. Muitos garotos e garotas se jogando do palco para a platéia, deixando os seguranças a beira de um ataque. Um mosh pit inacreditável se formou no meio da avenida. Simplesmente lindo! A banda fará amanhã uma tarde de autógrafos na loja Sick n Silly Rockstore, na Alameda Jaú, às 17:00 e encerrará a turnê com show na Clash Club, Barra Funda, na quarta feira, dia 07.

Logo depois fui até a Av. Rio Branco para ver a banda Skywalkers, da zona leste de São Paulo. A programação do palco Baratos Afins foi organizada por Luis Calanca, dono do selo e da loja de discos de mesmo nome. Infelizmente, o público não era dos maiores. Já era de se imaginar, já que ao mesmo tempo estava rolando no palco São João o disputadíssimo show do Titãs, que tocou na íntegra o clássico Cabeça Dinossauro, de 1986.

Pedro Bizelli, do Skywalkers, no Palco Baratos Afins na Virada Cultural 2012

Pedro Bizelli, do Skywalkers, no Palco Baratos Afins na Virada Cultural 2012

Uma pausa para almoçar, dar uma volta na cidade, fotografar os mais diferentes tipos de arte que aconteciam por ali – desde bolivianos tocando “Menina Veneno” até Índio Chiquinha dançando com suas castanholas em frente ao Teatro Municipal.

Meu domingo musical acabou com um dos shows mais deliciosos que já vi na Virada Cultural: Charles Bradley. Mais do que música para ouvir: musicar para sentir. Duas palavras podem definir bem o show de Charles: sexy e emocionante. O soulman (verdadeiro soulman) subiu ao palco depois de uma bela Jam de sua incrível banda. Com uma impressionante capacidade vocal, Charles Bradley se emocionou em vários momentos da apresentação e agradecia a cada instante a presença do público. Como se não bastasse, foi até a platéia e abraçou todos que estavam na primeira fila por mais de 20 minutos. Eu só tenho uma coisa a dizer: nós que te agradecemos, Charles. Obrigada por existir e encerrar minha Virada Cultural tão brilhantemente.

Um verdadeiro soulman: Charles Bradley na Virada Cultural 2012

Um verdadeiro soulman: Charles Bradley na Virada Cultural 2012

E após um show desses, eu não poderia voltar para casa com outro sentimento que não fosse felicidade. Que venha a Virada Cultural 2013.

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