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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Arquivos Mensais: agosto 2012

A adoração sem limites aos Stone Roses

Stone Roses 2012 – Lisboa

Quando uma banda ícone de uma geração retorna após tanto tempo, duas coisas certamente acontecem, de um lado uma comoção generalizada entre os fãs, que se mobilizam (como eu…) e buscam reviver a época onde cada canção mostrava um novo caminho, e de outro lado a chata mídia especializada, que aproveita o revival para ver todos defeitos e relativizar a volta.

Não foi diferente no caso dos Stone Roses, banda que mudou definitivamente o pop rock britanico na virada dos anos 80 para os 90, injetando inconseqüência e ritmos dançantes em cada single, abrindo caminho para o britpop de bandas como Oasis, Primal Scream, Charlatans, Supergrass e tantas outras.

Na real o mal humor da mídia com a banda não se justifica, Mani e o batera Reni fazem do show uma autêntica Rave, mostrando o que é GROOVE, dando uma aula de como fazer o rock dançar.

Chris Squire é o maior guitarrista de sua geração, redefiniu de vez o estilo de tocar, e mais que um virtuose, o cara põe sua técnica e criatividade a serviço da estética e do bom gosto. No show, tocou os clássicos nota por nota, com presença e estilo, parecia o mais feliz dos quatro e nos poucos momentos de improviso, como em “I am the ressurrection”, mostrou ao que veio e citou Beatles, Hendrix e Stones, o que já valeu show.

Ian Brown é o cara, não se fez de rogado e surpreendeu pela energia no palco, caras, bocas, estilo e uma inacreditável marra… Entrou com jaqueta esportiva da Etiópia, e manteve o figurino à mão com um mancebo ao lado da bateria (Style), onde com muita classe foi trocando de peças e guardando os presentes recebidos pelo público.

Ian deu um puta show, e mostrou aos Gallangher’s da vida, que além da marra gigante, um vocalista tem que saber mexer com o público…o cara usou todo palco, desceu na pista e fez as macaquices padrão de um concerto mega, com mesuras à Portugal e aos estrangeiros presentes (mais de 8.000 ingleses).

Agora… Falar que ele desafinou no show é coisa de quem não conhece as músicas dos Roses, e fora um ou outro escorregão, os tons e afinações das canções tem dinâmicas próprias, onde o arranjo contempla Ian Brown + Reni (2a. voz), e ao vivo a dupla que em teoria se odeia, fez vocalizes legais e deu ao show o clima dream pop necessário para a viagem.

Em 01 hora e 40 minutos, quase sem descanso entre os sons, os caras fizeram show histórico, repleto de pontos altos como I wanna be adored, Don’t Stop, She bangs the drums, Made of Stone e 20 story love song.

Sou mesmo super fã e confesso que ver o show no complexo de Alges, bem ao lado de Lisboa foi um privilégio, ainda mais com a impressionante estrutura montada para o Optimus Alive 2012, onde o público teve acesso a inúmeras alternativas de alimentação, bares, relaxamento, diversão e banheiros, tudo funcionando num espaço com 3 palcos e shows simultâneos. O festival é super recomendado… E rola todo ano em julho, teve nesse ano shows como LMFO #fui, The Cure, Refused #fui, Tricky, Mazzy Star, The Kooks, Dum Dum Girls #fui, Snow Patrol #fui e Radiohead entre outras.

Quer saber… Mesmo que por alguns momentos, os Stone Roses voltaram a ser a maior banda do mundo, e conquistaram o diverso público local, com o poder dançante da alquimia sônica que de Manchester conquistou o mundo.

Setlist Stone Roses 13/jul/2012 – Alges – Lisboa – Portugal

I Wanna Be Adored , Mersey Paradise , (Song for My) Sugar Spun Sister , Sally Cinnamon , Ten Storey Love Song , Where Angels Play , Shoot You Down , Fools Gold , Something’s Burning , Waterfall , Don’t Stop , Love Spreads , Made Of Stone , This Is the One , She Bangs The Drums , I Am The Resurrection

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O cara ! Ian Brown !!

Robert Plant em Mega Tour na América do Sul em 2012

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A voz lendária do Led Zeppelin, retorna à América do Sul para shows em Outubro e Novembro de 2012 com sua banda The Sensacional Space Shifters.

Robert Plant ao vivo solo em 94 e com o projeto Plant and Page em 96, e o cara detona sempre… e agora quase 20 anos depois parece estar ainda mais em forma.

Nos últimos 10 anos, gravou discos incríveis e se consagrou como solista, mais que ex-cantor do Zeppelin, Plant virou um artista daqueles singulares, com longa e rica carreira, transitando do Hard Rock ao Country, do Blues ao Pop e do Folk ao Metal num só artista.

Tour 2012 – South America

BRASIL
– 18 de outubro no Rio de Janeiro (HSBC ARENA / Live Music Rocks),
– 20 de outubro em Belo Horizonte (Expo Minas),
– 22 de outubro em São Paulo (Espaço das Américas),
– 25 de outubro em Brasília (Ginásio Nilson Nelson),
– 27 de outubro em Curitiba (Teatro Guaíra) ,
– 29 de outubro em Porto Alegre (Gigantinho),

ARGENTINA
– 01 e 02 de Novembro -Buenos Aires (Luna Park )
– 04 de Novembro – Córdoba – (Orfeo Superdomo)

CHILE
– 07 de Novembro – Santiago – (Arena Movistar)

PERU
– 09 de Novembro – Lima – Jockey Club

Garimpando na Net achei Mr.Plant ao vivo em “Going to Califórnia” ao vivo no Rio de Janeiro no Hollywood Rock 1994 …

E para quem vai no Show, o Setlist de Robert Plant – Dia 11/AGO no Sunflower Blues Festival, em Clarksdale,MS, USA

– Fixing to Die
– Tin Pan Valley
– 44 (Howlin’ Wolf cover)
– Friends (Led Zeppelin )
– Spoonful (Howlin’ Wolf )
– No Bad News (Patty Griffin)
– Standing (Patty Griffin)
– Bron-Y-Aur Stomp (Led Zeppelin)
– Somebody Knocking
– Black Dog (Led Zeppelin)
– Down to the Sea
– I’m Your Witchdoctor (John Mayall & The Bluesbreakers cover)
– Who Do You Love / Whole Lotta Love / Steal Away / Bury My Body

Bis

– Gallows Pole (Led Zeppelin)

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Os cinco melhores shows da minha vida

Por Renata Quirino

Ver os shows das minhas bandas favoritas sempre foi uma das coisas que eu mais gostei de fazer. Faço isso regularmente desde os meus 13 anos de idade. Já vi todos os tipos de shows, de todos os tipos de banda que você puder imaginar: punk, metal, rockabilly, ska, reaggae, indie, blues, samba. Na rua, em clubes minúsculos, em festivais, em boteco. Adoro fazer isso e acho que nunca deixarei de apreciar um bom som ao vivo, seja pra dançar, cantar junto com a banda ou curtir o show inteiro na minha, tomando uma cerveja. É ao vivo que nós realmente sabemos o quão bom é o artista em questão. É no palco que tudo acontece.

O primeiro show da minha vida foi do finado Ira!. Tinha 13 anos de idade e os caras iam fazer um show de graça no estacionamento de um shopping na zona leste de São Paulo, região onde moro. Como era de se esperar, o lugar estava cheio. Fui com dois primos e, como também era de esperar, eu logo me separei deles porque queria mesmo era curtir o show lá da grade e cantar todas as músicas com Nasi e cia.. O Ira!, principamente naquela época, era uma das minhas bandas brasileiras favoritas e por ser o primeiro show da minha vida, estava duplamente feliz naquele momento. Foi a primeira vez que eles tocaram ao vivo a versão de “Bebendo Vinho”, de Wander Wildner, algo que me deixou ainda mais apaixonada, já que eu era muito fã do Replicantes e da carreira solo do malucaço do Wander.

Dali por diante ver todos os shows que aconteciam era minha meta de vida: não queria perder nada. Até bandas que eu não gostava eu assistia. Vício. Claro que isso é uma missão impossível principalmente para quem vive em São Paulo, com dezenas de shows pipocando pela cidade todos os dias. Mas se minha banda favorita ia fazer um show, não importa o lugar, sozinha, com o namorado ou com os amigos, com certeza eu estaria lá. E assim sou até hoje – em menores proporções, claro.

O Brasil entrou definitivamente no mapa de shows internacionais. Muitos festivais, Estádio do Morumbi, clubes como Cine Jóia, Beco 203, Inferno Club entre outros trazem mensalmente dezenas de shows financeiramente humanamente impossíveis de acompanhar.

Depois de alguns anos vendo minhas bandas favoritas tocando por aqui, resolvi fazer uma lista com os cinco melhores shows da minha vida. Os mais marcantes, os que eu mais esperava, os que eu nunca pensei que fosse ver na minha vida. Deixei de lado muitos shows, como por exemplo Dinosaur Jr. no extinto Comitê Club na Augusta ou Lurkers no Hangar 110, mas são esses que me trazem mais lembranças. Enfim, essa é a minha lista. Faça a sua também.

Sepultura

Sepultura foi a banda que mudou a minha vida. Quando ouvi o disco Chaos A.D. pela primeira vez, não pensava em outra coisa que não fosse voltar da escola correndo e ouvir a trinca “Refuse/Resist”, “Territory” e “Slave New Wolrd” ininterruptamente. Me tornei fã na hora. Fã no sentido mais literal que você possa imaginar: comprei todos os discos (inclusive os B-sides), tinha pôster pendurado no quarto, frequentava o fã-clube que ficava na Galeria do Rock. Quando conheci a banda, Max Cavalera tinha acabado de sair do grupo, então já peguei a fase com Derrick Green. A primeira vez que vi a banda foi no Sepulfest em 2004, no Espaço das Américas. Várias participações especiais – Nação Zumbi foi a minha favorita -, setlist com todos os clássicos e eu lá, cantando (!) com a banda do início ao fim.

Stooges

Quando era adolescente, punk rock era um dos meus sons favoritos. MC5, New York Dolls, Ramones e Clash eram as prediletas. Mas acima de todas essas, tinha os Stooges. E ter o prazer de um dia ver a banda de Iggy Pop ao vivo era algo que realmente não passava pela minha cabeça, era incrível demais pra ser verdade. Até que um belo dia o Claro Que É Rock, festival que infelizmente teve apenas uma edição, anunciou no line-up uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Mal podia acreditar que estava prestes a ver o mito. Insano, caótico, transgressor, divertido, histórico. Essas palavras resumem bem o que foi The Stooges em 2005.

Faith No More

O Faith No More entra para o top Five de bandas favoritas de todos os tempos. É aquela banda que eu nunca canso de ouvir. Assim como todos os projetos de Mike Patton como Mr. Bungle, Fântomas (que inclusive tocou no Claro Que É Rock que teve Stooges no line up), Tomahawk, Mondo Cane (que tocou no último Rock in Rio no Brasil), enfim, a lista de bandas paralelas de Mike, como vocês devem saber, é longa. Por incrível que pareça, a primeira vez que vi o Faith No More ao vivo foi no último SWU, em 2011. Apesar de todas as vindas da banda ao Brasil, nunca tive oportunidade de ver; sempre acontecia alguma coisa. Mas dessa vez não. Fiquei ali na grade por 6 horas esperando a banda tocar, extremamente ansiosa, contando as horas. Palco maravilhoso (todo branco, com flores por todo lugar), uma bela introdução da banda, o início com “From Out Nowhere” e Mike Patton lindo como sempre com uma presença de palco incrível. Inesquecível.

Buzzcocks

Eu sempre amei o Buzzcocks. Vi a banda umas três vezes e sou completamente apaixonada pelos caras. Meu show favorito foi na Clash Club, em novembro de 2010. A casa estava cheia e a noite teve abertura do Adolescents (do qual pensei que não fosse sair viva). Como sempre, Steve Diggle e Pete Sheley esbanjaram simpatia e muita energia no palco e tocaram todos os hits fofos do Buzzcocks para aquela galera ensandecida. No fim consegui falar com a banda (na verdade os próprios caras vieram falar com a gente) e foram tão humildes, tão incríveis, tão amáveis, que aconteceu o que eu já imaginava: tornei-me mais fã ainda, voltei pra casa e coloquei “Another Music In A Different Kitchen” no volume 10.

Cavalera Conspirancy

Como disse no tópico sobre o show do Sepultura, conheci a banda na fase Derrick Green. Acho Derrick um vocalista incrível, que não fica devendo em nada Max Cavalera, mas, como todo fã do Sepultura, ainda sonho em ver a banda na sua formação clássica. Acredito sinceramente que isso seja algo impossível, mas esse sonho “quase” se realizou no SWU 2010: ao sair do Sepultura em 2006, Igor Cavalera fez as pazes com o irmão Max e formou uma nova banda com o cara, o Cavalera Conspirancy. O primeiro disco deles é aquele o thrash metal da época do Arise e Chaos A.D, sem aquele lance de “música brasileira” à exaustão como Max vinha fazendo com o Soulfly e nem experimental demais como o Sepultura fez em alguns de seus últimos discos. E, para minha surpresa, os Cavaleras foram atração no SWU 2010. Ver um “quase” Sepultura ali tocando alguns dos clássicos da banda como “Refuse/Resist” e “Territory” foi histórico.

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