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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Arquivos Mensais: setembro 2012

Bowie ao vivo na BBC em 1972 – “Oh, You Pretty Things”

Para animar o fim de semana
Bowie com “Oh, You Pretty Things”

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Dum Dum Girls lançam o EP End of Daze

Dum Dum Girls – End of Daze

Nesse útimo dia 25 de setembro, o incrível quarteto californiano, Dum Dum Girls lançou seu novo EP ” End Of Daze”, com 5 canções incríveis sempre a cargo da lendária gravadora Sub Pop.

A banda me chamou a atenção já em 2010, primeiro pelo nome, inspirado no clássico “The Idiot” do punk mor Iggy Pop, que tem na canção Dum Dum Boys um dos pontos altos do disco… , e depois, quando ouví a linda Coming Down de 2011 … mas finalmente pirei quando conferí as garotas ao vivo em Lisboa em Jul/12, num show incrível na Tenda do Optimus Alive 2012… onde se mostraram sexys, punks e incrivelmente líricas#adorei

Prá fechar, e virar fã de vez, acabei de conferir o novo EP, e grata surpresa, pois a banda continua evoluindo e de queridinha Indie, tem tudo para alçar vôos maiores.

O disco começa com Mine Tonight, onde além do clima noise/dream pop, os versos encantam … “I’ve dreamed a death/ It’s mine tonight” … “Sonhei com uma morte, era a minha nessa noite”… deu prá sacar o climão !!

A coisa esquenta em I Got Nothing, com sua batida hipnótica e vocais em repetição, mantendo o clima em alta. Na sequencia o esperto cover Trees and flowers, original da dupla 80’s escocesa Strawberry Switchblade, que vai muito além de uma tradicional versão.

Mas o Garage Rock das meninas se mostra no mais alto nível nas canções finais, primeiro na candidata a hit indie do ano Lord Knows, que pode ser conferida no vídeo abaixo e na catarse final de Season in Hell , que como o próprio nome diz, mostra que a dor foi a força motriz das composições de Dee Dee, líder e mentora do projeto.

Confiram em primeira mão o super vídeo de Lord Knows !!!

Green Day pira ao vivo… diz não ser o Justin Bieber… e vai parar em clínica de desintoxicação (Atualizado)

Em show em Las Vegas, o Green Day se mostra na encruzilhada Mainstream, e diz ao ser informado ter só mais 1 minuto de show, não ser o Justin Bieber… para na seqüência destruir sua guitarra ao vivo, finalizando o show em protesto. E viva o punk pop dos 90’s !!

No dia seguinte, segundo o NME, se internou em clínica de desintoxicação, prejudicando a agenda de lançamento do primeiro álbum da trilogia da banda, o aguardado iUno! , que nesse 24 de setembro chega ao mundo.

Feist Tour 2012 na América do Sul

Feist 2012

Feist 2012

A cantora Feist, finalmente chega ao continente para Tour com shows em Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), São Paulo e Rio de Janeiro.

Além de sensacional carreira solo, faz parte do combo canadense Broken Social Scene, e em ambos projetos, se vê a força das interpretações e composições dessa geração, que voltou a por o Canadá no mapa dos sons mais legais do planeta.

Em 2011, lançou o incensado Metals, que manteve a fama  da cantora, como artista única e adorada pelos fãs !

Confira abaixo vídeo da minha preferida – How Come You Never Go There, seguida de
uma videografia selecionada.

Tour Feist 2012 – América do Sul

ARGENTINA
18/Out – Buenos Aires – Teatro Opera

CHILE
20/Out – Santiago – Teatro Caupolican

BRASIL
22 e 23/Out – São Paulo – Cine Jóia
24/Out – Rio de Janeiro – Circo Voador

Setlist de Feist em 25/Ago/2012 – Istambul Turquia

– Undiscovered First
– How Come You Never Go There
– Mushaboom
– Graveyard
– My Moon My Man
– So Sorry
– A Commotion
– I Feel It All
– The Limit To Your Love
– The Bad In Each Other
– Get It Wrong, Get It Right
BIS
– When I Was A Young Girl
– Sealion
– Let It Die

King Animal do Soundgarden está chegando

King Animal – Soundgarden 2012

Soundgarden – O quinteto pesadão e outrora “Reis do Grunge”, além de grande tour de retorno, vão fechar o ano com trabalho novo e que promete representar todo peso e qualidade dos álbuns clássicos da banda… por enquanto além da capa, os caras divulgaram em primeira mão Vídeo com Teaser do disco King Animal … é só um gostinho mas vale a pena ! Lançamento em 13 de novembro de 2012 !!

Discoteca Obrigatória – The Queen is Dead – The Smiths

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The Smiths em 1986

Os anos 80 é considerado por muitos como a década perdida por não contar com bandas definitivas como os Beatles, Stones, Zeppelin ou Pink Floyd. Na real, quem pensa assim, ficou surdo e não sacou o quanto os eighties foram ricos e diversos.

Verdadeira encruzilhada na história do rock, a onda sônica oitentista foi da New Wave of British Metal à cena Thrash da Califórnia, da renovação do som black (do pop/funk de Prince ao RAP engajado do Public Enemy) para a World Music terceiro mundista. Quem acompanhou de perto, foi pego mesmo pelo pós-punk inglês e pelo college rock americano, que gerou bandas como Gang of Four, Siouxsie & the Banshees, Husker Du, PIL, Echo and the Bunnymen, Replacements, Joy Division, New Order, The Cure, New Model Army, Pixies, todas com sons que deram a face mais original ao movimento e geraram uma cena que atingiu o mainstrean com U2, REM, Depeche Mode, Simple Minds e outros.

No meio disso tudo, ainda havia o The Smiths. A banda vinha, single após single, mostrando originalidade, lirismo e uma estética própria, definida pelo caráter ímpar do cantor e letrista, o sempre mordaz Morrissey e seu melhor parceiro musical, Johnny Marr, guitarrista de passagens tão criativas e desafiadoras em The Queen is Dead, que deixou hordas de guitarristas curiosos, em busca dos inovadores timbres, efeitos, acordes e afinações.

Com o disco, a banda conquistou o mundo, mas implodiu já no álbum seguinte, Strangeways Here We Come. Quando os moleques de Manchester surtaram à beira do sucesso mainstrean e optaram pela integridade. Com isso, garantiram não só o legado das canções, mas principalmente uma aura mítica que se retroalimenta a cada geração.

Por isso mesmo, The Queen is Dead é para se ouvir de ponta a ponta, compre ou baixe, tanto faz, só não deixe de curtir ao máximo.

Logo na primeira e homônima faixa, eles já mostram como são filhos diretos do punk rock. Marr toca raivosamente e a cozinha faz seu melhor trabalho em estúdio, com Rourke e Joyce mostrando muita pegada. O  baixo e a batera criam o clima para o bardo de Manchester  mostrar em lindos versos a decadência e o anacronismo gigantesco da monarquia.

Genial, um clássico instantâneo.

E para quem queria um som para cantar junto, com levada e melodia, Frankly Mr.Shankly era o som certo, aquilo que se esperava dos Smiths, mas o melhor ainda estava por vir. Para o desavisado, I Know it’s Over pode parecer uma simples balada, mas ali encontramos a doce ironia de Morrissey, em seguida, Never Had no One Ever deixa o clima pronto para fechar o lado A, com a batida perfeita de Cemetery Gates, que cita poetas e escritores mortos… “Keats and Yeates are on your side, while Wilde is on mine…”, o próprio cantor eterniza a comparação com Oscar Wilde, mais uma de suas grandes sacadas.

Lado B, e putz … a coisa ficou séria, quer um mega hit, vamos então com dois, e aproveitar a ocasião para se auto  imolar em público na pesadona Bigmouth Strikes Again em que o bocarra é o próprio cantor. Na seqüência, com The Boy With The Thorn In His Side, temos pura poesia, daquelas que você só fica feliz mesmo ao entender a letra. Pronto! Mais um clássico absoluto.

E se o disco começa com pau na Rainha, em Vicar in a Tutu, detona-se a igreja e, em especial, os párocos, com uma melodia simples, que nunca foi um hit, mas é perfeita para o balanço do álbum.

Mas se o disco tivesse somente a romântica There’s a Light that Never Goes Out, garanto que já seria um clássico. Foi a melhor combinação de letra e melodia da década, tudo na maior sonzeira… preferida de muitos e que ainda hoje todo universo indie tenta copiar sem sucesso, afinal… era de verdade, não tinha MTV e os clipes da época todos low budget e desmistificadores. FODA !

O rock simples e hipnótico de Some Girls are Bigger Than Others fecha de forma perfeita o disco, despretensiosa e simples, parece uma mantra roqueiro e alegremente fecha esse grande trabalho, o mais básico e essencial dos Smiths.

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A Trilha Incidental – John Williams

Sou apaixonada por trilha sonora. Basta a música misturar-se com a história do filme que me emociona, já me apaixono. Recentemente, fiz um curso de edição de vídeo e uma das primeiras coisas que o professor disse foi que a música representa 51% do filme, acho que é a mais pura verdade.

No primeiro post que fiz sobre música e cinema, avisei que falaria sobre trilha incidental, por isso, olha eu aí de volta. A triha incidental é a música instrumental composta por um músico ou maestro especialmente para determinada peça teatral, programa de televisão, novela, rádio,  jogo de videogame e, claro, para o cinema. Essa trilha dá o tom, nos coloca no clima do filme seja qual for, ação, terror, suspense, comédia, romance, enfim, a música incidental é a que nos faz mergulhar para dentro da história, sem que notemos. Um trabalho incrível e muito complicado em que o compositor deve conhecer profundamente o roteiro do filme para que as imagens e música conversem, ela é responsável por transformar em melodia toda a emoção da imagem para o público.

Também conhecida como “música de fundo”, a trilha incidental passa desapercebida por ouvidos desatentos. Poucas vezes,  reconhecida e elogiada,  a trilha conduz e dá novos significados à história. Não importa há quanto tempo vimos determinado filme, a música te faz reviver o turbilhão de emoções que ele te provocou.

Escolhi o compositor e maestro mais incrível de todos pra falar nesse primeiro post sobre trilha incidental.

Esse velhinho ai do lado é John Williams, “best friend” do Steven Spielberg (um dos meu diretores favoritos), John Williams é responsável pela trilha sonora da maioria dos filmes dele Tubarão, E.T., A Lista de Schindler, Jurassic Park, O Resgate do Soldado Ryan. William também compôs trilhas para os filmes de George Lucas: toda a saga Star Wars e a trologia Indiana Jones. Trabalhou com muitos diretores importantes, Oliver Stone, John Hughes, Chris Columbus e por aí vai.

Suas músicas são sempre grandiosas, sejam para filmes de aventura, ação, drama ou infantil. Confesso que sou apaixonada por ele desde a infância. Adoro!

  • Compôs 134 trilhas para o cinema e continua trabalhando.
  • 47 indicações ao Oscar, ganhou 5 estatuetas.
  • 21 indicações ao Globo de Ouro, ganhou 4 vezes.
  • 42 indicações, ganhou 21 Grammys
  • Um total de 86 prêmios em mais de 130 premiações.

Grandes trabalhos:

Tubarão(1975) – Trilha clássica, mais lembrada do que o próprio filme tanto que lhe rendeu seu segundo Oscar.

Star Wars (1977) – Williams é responsável pelas composições da triologia antiga e da nova, além de cuidar também do universo expandido nas animações e videogames. Com essa composição ganhou seu terceiro Oscar.

Os Caçadores da Arca Perdida (1981) – Não sou muito fã de Indiana Jones, mas a música por si só é uma aventura.

A Lista de Schindler (1993) – Esse filme é muito bom, não tem o que falar, quem não viu tem que ver. A trilha é mais triste, intimista, emociona tanto que colocou mais um Oscar na prateleira do John Williams.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) – Como fã de Harry Potter eu fiquei chateadissima quando Williams foi substituído a partir do quarto filme da saga. As trilhas dele são maravilhosas, ludicas. E esse é um daqueles filmes em que dá pra se notar claramente a importância da música, ela torna os filmes muito mais divertidos e mágicos.

Claro que tem muito mais, esse cara é incrivel. Pra finalizar eu achei esse vídeo que é uma homenagem aos grandes compositores do cinema. Essa homenagem foi feita na ceriomônia do Oscar de 2007 e quem conduziu a orquestra foi John Williams. No início desse ano ele completou 80 anos, ainda muito ativo e com muitos projetos pela frente, amém!

Por Katy Illy

Lenda do rock e blues, Jack Bruce (ex-Cream) chega com sua Big Blues Band em Out/12 para shows no Brasil e Argentina

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Jack Bruce – 2012

Lenda do rock e blues, Jack Bruce (ex-Cream) chega com sua Big Blues Band em Out/12, para shows na área.

Fãs do Cream, banda seminal de Eric Clapton (Guitarras), Ginger Baker (percussão) e Jack Bruce (Baixo e Voz), do Jazz/Blues e Rock em geral não podem perder as poucas apresentações do escocês Sampa, Buenos Aites e Porto Alegre, confiram as datas :

São Paulo
– 24 Out/12 – Teatro Bradesco

Buenos Aires
– 25 Out/12 – Teatro Gran Rex

Porto Alegre
– 26 Out/12 – Teatro Bourbon Country

Para quem não conhece o Cream, eles foram um dos primeiros supergrupos do Rock, e levavam multidões aos estádios o fim dos anos 60, onde um Eric Clapton ainda tímido, deixava quase todos vocais para Bruce, que por sinal sempre deu conta do recado, além de ser um baixista sensacional que brilhava no mesmo nível da genialidade dos parceiros de banda.

Formação da Banda – Jack Bruce 2011

Jack Bruce – Vocais / Baixo / Piano, Tony Remy – Guitarras, Frank Tontoh – Bateria, Paddy Milner – Piano, Nick Cohen – Baixo, Winston Rollins – Trombone, Derek Nash – Tenor Sax e Paul Newton – Trompete.

Confiram a forma incrível do cara em plena atividade e abaixo o clássico Sunshine of your love com o Cream em seu clássico concerto de despedida…

Setlist de Mr. Bruce e referência para os shows na América do Sul
Jack Bruce no Ronnie Scott’s Jazz Club, Londres / UK

– Cold Shot
– Go to the Mardi Gras
– Can You Follow?
– You Burned the Tables on Me
– Neighbor, Neighbor
– Child Song
– Weird of Hermiston
– Folksong
– Theme For An Imaginary Western
– Born Under a Bad Sign
– We’re Going Wrong (Cream )
– Deserted Cities of the Heart
– White Room (Cream)
– Sunshine of Your Love (Cream)

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Jack Bruce em pé ao fundo com a lendária banda Cream

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