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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Quentin Tarantino – Uma música de cada filme

Quentin Tarantino

Quentin Tarantino

Tarantino é um dos meus diretores de cinema favorito. Gosto de tudo que ele faz, mesmo antes de ver no cinema.

Hoje estou aqui para falar das suas trilhas sonoras. A música é muito importante nos seus filmes, eu diria que elas são 50% se não mais. Tarantino mesmo já disse que ele escreve seus roteiros pensando na música que vai tocar naquela cena, e o cara é bom nisso. A trilha nunca passa desapercebida, está sempre lá de maneira criativa e inusitada. Não há como esquecer em Kill Bill a cena em que a Noiva (Uma Thurman) encontra O-Ren-Ishi (Lucy Liu) e começa a tocar Don’t let me be misunderstood. Apenas um dos vários exemplos que posso citar.

Da mesma forma que seus filmes são recortes de tudo que ele vê e gosta no cinema, séries e quadrinhos, a música também. Ele escava o passado cinematográfico e musical em todos os seus estilos, fazendo uma colagem de tudo que ele já viu e ouviu, mistura o clássico e o pop, sem passar do ponto, de uma maneira que sempre surpreende o espectador. Isso torna a sua obra tão relevante.

Nesse post decidi escolher uma música de cada filme dele. Um trabalho difícil e bem pessoal, pois a minha música favorita pode não ser a sua música favorita.

1992 – Reservoir Dogs

“Stuck In The Middle With You – Stealers Wheel”. Porque não há como esquecer a cena em que o Mister Blondie decepa a orelha do policial, não há como ouvir essa música e não lembrar.

1994 – Pulp Fiction

“Girl, you’ll be a woman soon – Urge Overkill”. Tenho a impressão que todo mundo idolatra aquela cena em que Uma Thurman e o John Travolta estão dançando ao som de Chuck Berry, porém, eu não vejo nada demais. É muito mais legal quando ela chega em casa coloca Urge Overkill começa a dançar, cheira aquele monte de heroína e tem uma overdose.

1997 – Jackie Brown

“Across 110th Street – Bobby Womack”. Sinceramente não me lembro desse filme, foi fracasso de bilheteria, mas não quer dizer que seja ruim não. A única coisa que me lembro é dessa música.

2003 – Kill Bill Volume I

“Bang Bang – Nancy Sinatra”. Esse foi um dos álbuns que mais ouvi na vida, então é muito difícil escolher uma música. Escolhi Bang Bang porque é assim que o filme começa, e se começa com uma música boa assim já diz que a história vai ser boa. O Volume I, ainda tem muita coisa boa, clica aqui pra ouvir o resto.

2004 – Kill Bill Volume II

“Goodnight Moon – Shivaree”. Aqui tem Ennio Morricone, Johnny Cash e vale ressaltar a música dos créditos final Malagueña Salerosa da banda Chingon.

2007 – Grindhouse – Planet Terror / Death Proof

Os dois filmes se encaixam e são uma parceria entre o Tarantino e Robert Rodrigues, escritores, diretores e produtores do projeto. Cada obra vai por um caminho diferente, em Planet Terror ele vai para caminho trash dos zumbis, uma homenagem aos filmes de terror da década de 1970, enquanto Death Proof tem influências do movimento do cinema chamado Blaxploitation, também na década de 1970, que se refere aos filmes realizados por atores, diretores, produtores e músicos negros americanos.

“Down in Mexico – The Coasters”. Escolhi a canção mais marcante que é do filme Death Proof. Vejam a cena.

2009 – Inglorious Basterds

“Cat People – David Bowie”. Engraçado como ela pega as musicas dos westerns italianos, coloca em um filme sobre nazismo de 1930/1940 e dá certo. A trilha sonora desse filme tem muito Ennio Morricone. E ai ele nos surpreende com David Bowie, por isso eu o escolhi.

2012 – Django Unchained

“The Payback/Untouchable – 2Pac feat. James Brown”. A trilha é composta de folk, blues e hip hop, destaco o mashup do 2Pac com James Brown, “100 Black Coffins”, de Rick Ross e “Who did that to you” do John Legend. Mas como sempre tem uma dose de Ennio Morricone, afinal esse é um werstern também.

Foi complicado fazer essa seleção porque eu acabo gostando de todas as musicas que ele coloca nos seus filmes. Do seu jeito Tarantino faz referências e homenagens a estilos cinematográficos que as vezes não são valorizados ou estão esquecidos. Na sua biografia sempre é dito que ele trabalhou em uma locadora e que ele tem uma grande coleção de discos, sua paixão pela música é conhecida, isso faz toda a diferença no seu trabalho, é a sua bagagem.

Jamais iria conhecer Booby Womack, ou The Coasters, jamais iria descobrir músicas tão boas, se não fosse pelos filmes dele. Nossa bagagem aumenta também.

Seu novo filme está em produção The Hateful Eight”, eu sei que vou gostar.

O Cinquentão 007 – Trilhas sonoras

O agente James Bond completa 50 anos! Muitos atores já encararam o papel do espião mais famoso do mundo. Sean Connery foi o primeiro e certamente o mais lembrado até hoje. Mas quem veste o terno do bonitão no mais recente filme da saga é Daniel Craig, em seu terceiro longa na pele do herói. Além dos grandes nomes no papel principal a saga é marcada pelas lindas Bond Girls ao lado do espião e por sua trilha sonora que possui grandes nomes como Nacy Sinatra, Tom Jones, A-Ha, Duran Duran, Niel Armstrong, Tina Turner, Garbage, Chris Cornell e por ai vai.  Na semana passada saiu a música tema do novo filme do James Bond, “007 – Operação Skyfall”, o 23º filme da saga. A cantora escolhida foi  Adele, seu primeiro single depois do elogiado álbum “21”.

O Omelete fez um post com todas as músicas tema dos filmes. Eu na verdade nunca fui fã do James Bond, mas escolhi as que eu mais gosto. Pra ouvir todas as músicas no Omelete clica aqui.

James Bond Theme – Monty Norman. 007 – Contra o Satânico Dr.

Goldfinger – Shirley Bassey. 007 – Contra Goldfinger

You Only Live Twice – Nancy Sinatra. 007 – Só Se Vive Duas Vezes

Live And Let Die – Paul Mccartney & Wings. 007 – Viva e Deixe Morrer. 

The World Is Not Enough – Garbage. 007 – O Mundo Não É O Bastante

Die Anothe Day – Madonna. 007 – Um Novo Dia Para Morrer.

Another Way To Die – Jack White & Alicia Keys. 007 – Quantum of Solace.

Essas são as minhas favoritas. Foi difícil escolher porque no quesito musicas tema os filmes nunca erram. Por último e deixo a música da Adele. O filme “007 Operação Skyfall” estréia dia 26 de outubro nos cinemas.

Skyfall – Adele. 007 – Operação Skyfall.

A série de filmes do James Bond e baseada na obra do escritor britânico Ian Flaming. Suas histórias são cheias de ação e sensualidade ,o primeiro livro publicado foi em 1953,”Cassino Royale”, o autor ainda publicou mais 13 volumes, todos roteirizados  Flaming morreu em 1964 e desde então outros autores vem dando continuidade a série que não perde a relevância por sempre se renovar ao mesmo tempo em que também não perde a sua essência.

O Rapaduracast fez um especial sobre os 50 anos do Agente 007, se você gosta do espião eu recomento ouvir o podcast. Clica aqui pra chegar lá.

Por Katy Illy

O novo álbum do No Doubt, Push And Shove

E na semana passada, exatamente do dia 25 de setembro aconteceu o lançamento oficial do novo álbum do No Doubt, “Push And Shove”. Na verdade o álbum já havia vazado há alguns dias mas eu não fiquei sabendo infelizmente.

Enfim depois de muita espera, pelo menos da minha parte, ouvi o álbum e fiquei ‘chatiada’ , não foi o que eu esperava. Ouvi duas vezes e estou ouvindo agora enquanto escrevo. Ele começa com Settle Down, o primeiro single e videoclipe lançados,  que eu gostei. Mas assim, na verdade acho que eu aceitei. Ai depois as músicas vão parecem pro caminho errado, tudo meio pop anos 1990, tem uma música “Easy” me parece sei lá, da Paula Abdul, não que tenha alguma coisa contra ela. Mas cadê o Ska? Cadê os trompetes??

Eu descobri o No Doubt através de “Don’t Speak” como muita gente, mas não fiquei por ai, ouvi as outras músicas, os outros albuns, e pra mim esse era o diferencial deles, a mistura com ska, reggae e tal. Mas nesse album não tem muito disso, ai eu fiquei pensando ‘Ain é só isso’. Das últimas músicas eu gostei mais, não posso dizer que odiei tudo, mas de uma banda que ficou todo esse tempo fora de circulação e da qual gosto tanto, eu esperava mais. E tá bom, eu sei que a banda não é mais a mesma de 1995, a Gwen tá casada cheia de filhos, não tem mais o coração partido, os outros caras da banda também  mudaram, claro que não seria outro “Tragic Kingdom”, mas em alguns momentos parece que eles fugiram da essência, ficou comum, sem graça, faltou um tempero. Até tem uma faixa “Spakle” que diz “never gonna be the same”, não exatamente nesse sentido, mas se encaixa no que eu quero dizer aqui.

Eu vou continuar ouvindo pra ver se acabo gostando mais, se tem alguma coisa que não estou ouvindo que faça tudo isso fazer sentido. Talvez eu só tenha que me acostumar.

O álbum tem doze músicas, na opção deluxe são 19 com remixes e versões acústicas de algumas faixas. Até gostei bastante dessas versões.

Push And Shove nome do álbum e a segunda música de trabalho eu gostei de verdade, o vídeoclipe é lindo, tem uma fotografia muito legal e os figurinos da Gwen são maravilhosos. Ah e tem trompetes.

Por Katy Illy

A Trilha Incidental – John Williams

Sou apaixonada por trilha sonora. Basta a música misturar-se com a história do filme que me emociona, já me apaixono. Recentemente, fiz um curso de edição de vídeo e uma das primeiras coisas que o professor disse foi que a música representa 51% do filme, acho que é a mais pura verdade.

No primeiro post que fiz sobre música e cinema, avisei que falaria sobre trilha incidental, por isso, olha eu aí de volta. A triha incidental é a música instrumental composta por um músico ou maestro especialmente para determinada peça teatral, programa de televisão, novela, rádio,  jogo de videogame e, claro, para o cinema. Essa trilha dá o tom, nos coloca no clima do filme seja qual for, ação, terror, suspense, comédia, romance, enfim, a música incidental é a que nos faz mergulhar para dentro da história, sem que notemos. Um trabalho incrível e muito complicado em que o compositor deve conhecer profundamente o roteiro do filme para que as imagens e música conversem, ela é responsável por transformar em melodia toda a emoção da imagem para o público.

Também conhecida como “música de fundo”, a trilha incidental passa desapercebida por ouvidos desatentos. Poucas vezes,  reconhecida e elogiada,  a trilha conduz e dá novos significados à história. Não importa há quanto tempo vimos determinado filme, a música te faz reviver o turbilhão de emoções que ele te provocou.

Escolhi o compositor e maestro mais incrível de todos pra falar nesse primeiro post sobre trilha incidental.

Esse velhinho ai do lado é John Williams, “best friend” do Steven Spielberg (um dos meu diretores favoritos), John Williams é responsável pela trilha sonora da maioria dos filmes dele Tubarão, E.T., A Lista de Schindler, Jurassic Park, O Resgate do Soldado Ryan. William também compôs trilhas para os filmes de George Lucas: toda a saga Star Wars e a trologia Indiana Jones. Trabalhou com muitos diretores importantes, Oliver Stone, John Hughes, Chris Columbus e por aí vai.

Suas músicas são sempre grandiosas, sejam para filmes de aventura, ação, drama ou infantil. Confesso que sou apaixonada por ele desde a infância. Adoro!

  • Compôs 134 trilhas para o cinema e continua trabalhando.
  • 47 indicações ao Oscar, ganhou 5 estatuetas.
  • 21 indicações ao Globo de Ouro, ganhou 4 vezes.
  • 42 indicações, ganhou 21 Grammys
  • Um total de 86 prêmios em mais de 130 premiações.

Grandes trabalhos:

Tubarão(1975) – Trilha clássica, mais lembrada do que o próprio filme tanto que lhe rendeu seu segundo Oscar.

Star Wars (1977) – Williams é responsável pelas composições da triologia antiga e da nova, além de cuidar também do universo expandido nas animações e videogames. Com essa composição ganhou seu terceiro Oscar.

Os Caçadores da Arca Perdida (1981) – Não sou muito fã de Indiana Jones, mas a música por si só é uma aventura.

A Lista de Schindler (1993) – Esse filme é muito bom, não tem o que falar, quem não viu tem que ver. A trilha é mais triste, intimista, emociona tanto que colocou mais um Oscar na prateleira do John Williams.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) – Como fã de Harry Potter eu fiquei chateadissima quando Williams foi substituído a partir do quarto filme da saga. As trilhas dele são maravilhosas, ludicas. E esse é um daqueles filmes em que dá pra se notar claramente a importância da música, ela torna os filmes muito mais divertidos e mágicos.

Claro que tem muito mais, esse cara é incrivel. Pra finalizar eu achei esse vídeo que é uma homenagem aos grandes compositores do cinema. Essa homenagem foi feita na ceriomônia do Oscar de 2007 e quem conduziu a orquestra foi John Williams. No início desse ano ele completou 80 anos, ainda muito ativo e com muitos projetos pela frente, amém!

Por Katy Illy

Música e Cinema

Cinema e música são melhores amigos. Mesmo nos filmes mudos a música sempre esteve lá. No início orquestras tocavam ao vivo dentro do cinema pra acompanhar os filmes. E hoje ela continua importante pra condução da história, pra dar ritmo e por muitas vezes acaba salvando um filme que não tem um roteiro assim tão bom. Um exemplo disso é o segundo filme da “Saga Crepúsculo – Lua Nova”, o filme é sofrível, não gostei de jeito nenhum, mas a trilha sonora é bem legal, tem The Killers, Ok Go, Lykke Li, Tom Yorke e o piano do Alexandre Desplat no início do filme faz você acreditar mesmo que o filme será bom, por alguns segundos. Poucos filmes decidem se arriscar fazendo um filme sem música, os Irmãos Coen tiveram essa coragem em “Onde os Fracos Não tem Vez”, mas o filme é tão bom e o Javier Barden é tão assustador que você nem percebe a ausência de trilha.

Existem as músicas de bandas famosas ou não tanto que tocam nos filmes, existem as músicas que são encomendadas a um cantor ou uma banda e compostas para o filme e a trilha incidental, a mais importante na minha opinião, também são composições originais feitas por um maestro, farei um post só sobre isso mais pra frente.

Mas o assunto desse post é outro. Sabe quando você ouvê aquela música e automaticamente se lembra daquele filme do qual ela fez parte? Escolhi sete músicas que fazem isso comigo e acho que com muita gente também.

1. You Know My Name – Chris Cornell
Cassino Royale – 2006

“Cassino Royale” nos apresenta um novo James Bond muito diferente dos outros, loiro, musculoso, e jogando poker. Lá estava Daniel Craig em um dos melhores filmes da franquia. Toda vez que eu vejo o Daniel Craig em qualquer filme essa música toca na minha cabeça.

2. You Could Be Mine – Guns n’Roses
O Exterminador do Futuro 2 – 1991

Um dos melhores filmes de ação até hoje.  O melhor momento da carreira do Arnold no cinema, e para o James Cameron foi só mais um passo rumo a sua ascensão como o diretor que bateria todos os recordes de bilheteria no mundo. E o Guns é trilha sonora disso tudo e o Exterminador ainda deu uma passadinha no videoclipe dos caras.

3. Perfect Day – Lou Reed
Trainspotting – 1996

Muita gente se lembra da música do Underword quando pensa nesse filme. Mas “Perfect Day” eu acho muito mais forte por causa da melancolia e tristeza que ela traz pra cena da overdose do Mark (Ewan Mcgregor) a gente acaba afundando junto com ele.

4. Twist And Shout – Ferris Bueller 
Curtindo a Vida Adoidado – 1986

Quem não gostaria de passar um dia assim de boa como a Ferris e acabar cantando na parada da cidade?

5. Immigrant Song – Karen O, Trent Reznor e Atticus Ross
Milleniunn – Os Homens que Não Amavam as Mulheres – 2011

Essa é uma versão da música do Led Zeppelin. Filme mais recente, que eu adorei, li os livros, assisti a versão sueca e a versão americana recentemente. “Immigrant Song” é a trilha de abertura (do remake americano), daí já dá pra saber qual será o clima. Não tem como não esquecer.

6. Where Is My Mind – Pixies
Clube da Luta – 1999

Ouço essa música e vejo prédios caindo.

7. Gangsta’s Paradise – Coolio Feat. L.V.
Mentes Perigosas – 1995

Pra fugir do rock eu escolhi a trilha do filme “Mentes Perigosas” que eu sempre via no “Cinema em Casa” no SBT. Um clássico.

Claro que tem muito mais. E você, de que músicas se lembra?  Hasta la vista baby!

Por Katy Illy

No Doubt anuncia novo álbum

25 de setembro de 2012.

Guarde esta data, pois nesse dia depois de 11 anos o No Doubt lança seu novo álbum.
O anúncio foi essa semana no site oficial da banda, através das redes sociais e nessa video mensagem fofa aqui:

O último álbum de estúdio da banda é de 2001 “Rock Stead”, e em 2005 eles lançaram “Tragic Kingdon” com os greastest hits. Nesse período os integrantes da banda seguiram com trabalhos solo. Gween Stefani se destacou bastante, lançou dois discos de sucesso “Love Angel Music Baby” e “The Sweet Scape”, em uma pegada muito mais pop, fazendo parcerias com artistas como Damien Marley, Eve e Akon. Além disso passeou pelo cinema em 2004 no filme “O Aviador” e criou sua própria linha de roupas.

O No Doubt voltou a se reunir em 2008 e no verão de 2009 fez uma turnê por 50 cidades dos Estados Unidos e Canadá tocando seus maiores sucessos. Desde então entraram no estúdio pra iniciar o processo de gravação do novo disco ainda sem nome divulgado. Pelo twitter o guitarrista Tom Dumont disse que o álbum está em fase de mixagem e que eles pretendem lançar o primeiro single em Julho.

Junto com a anúncio saiu também o primeiro webisode da banda, vídeo que é parte de uma série documentando o processo de gravação do novo álbum. Olha só:

A expectativa é grande por parte dos fãs e da banda também que sempre compartilha muitas fotos e informações através do twitter, facebook e no site oficial. Falta pouco!!

Por Katy Illy

Lobão Elétrico no Sesc Pompéia

Por Katy Illy*

No último final de semana de fevereiro o cantor Lobão fez dois shows no Sesc Pompéia em São Paulo.

Sua turnê Lobão Elétrico, tem músicas de todas as fases da sua carreira. Um setlist cheio de clásicos como Rádio Blá, Me Chama, Decadence Avec Elegance, Por Tudo que For, Mais Uma Vez, Essa Noite Não, a apresentação teve 30 músicas e um bis com mais quatro canções incluindo um cover dos Beatles, Help.

Músicas mais recentes também fizeram parte do repertório como Agora é Tarde, Song For Sampa, Das Tripas Coração, Vou te Levar, entre outras.

Eu vi o show do dia 24, Lobão levou o show muito bem, num volume autíssimo ainda mais pra mim que estava coloda no palco.

Apesar do público estar meio morno e reclamando do som, ao que Lobão respondeu dizendo que aquele era um show de rock, não de sertanejo ou pior um show de mpb e que quem estivesse incomodado poderia dar uns passos pra trás.

Para mim que só havia visto o acústico, foi muito bom, principalmente as guitarras, a banda o acompanha muito bem, Me Chama foi o meu momento favorito do show.

Foram quase duas horas de muito rock pra matar mesmo a vontade de ouvir Lobão.

Lobão (voz e guitarra), Duda Lima (baixo), Armando Junior (bateria) e André Caccia Bava (guitarra)

*Katy Illy é fotógrafa e colabora com o Vishows.

Veja mais fotos do show e curta a página do Vishows no Facebook: http://www.facebook.com/vishows.

Ok Go faz mini-turnê por São Paulo

Por Katy Illy*

No final de semana dos dias 19 e 20 de novembro, a banda norte-americana OK Go circulou por São Paulo fazendo pocket shows como forma de divulgar seu álbum Of the Blue Colour of the Sky lançado em 2010. A mini-turnê aconteceu em pontos estratégicos da cidade.

No sábado os shows aconteceram à tarde na Galeria do Rock e a noite em um estacionamento da Rua Augusta. No domingo as apresentações foram na Avenida Faria Lima e em Pinheiros na Rua Henrique Schaumann. A intenção era que os shows fossem curtos como um shot de tequila. Foram mesmo, na apresentação em frente a Galeria do Rock a banda tocou apenas uma música.

Eu acompanhei o show que aconteceu na Avenida Faria Lima e fico feliz que eles tenham tocado mais que uma canção, incluindo o maior sucesso “Here it Goes Again”, musica que mais empolgou o pequeno público da apresentação. O lindo vocalista Damian Kulash foi muito simpático com o público, fez piada comparando no nosso coro em “This Too Shall Pass” com o do público da Argentina, desceu do palco e foi cantar com a gente e bebeu tequila, um bom frontman. Também gostei de ver que a banda manda muito bem ao vivo, confesso que tinha um pouco de receio de que fosse apenas uma banda que faz videoclipes legais, mas pelo contrário, vale a pena vê-los ao vivo. Tomara que eles voltem logo para um show completo.

Depois dos shows em São Paulo a banda partiu para o Rio de Janeiro onde toca nos dias 23 e 25 de novembro para mais shows no mesmo esquema. Essas apresentações farão parte no novo videoclipe do Ok Go “I Want You So Bad I Can’t Breath”. Vamos esperar pelo lançamento então.

Set List:

1 – Do What You Want

2 – White Knucles

3 – This Too Shall Pass

4 – Here It Goes Again

5 – Get Over It

6 – I Want You So Bad I Can’t Breath

Katy Illy é fotógrafa e colaboradora do Vishows.

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Resumo dos fins de semana: Tarântulas & Tarantinos, Cérebro Eletrônico e Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Por Katy Illy*

Tarântulas & Tarantinos

Thunderbird – foto: Katy Illy

Já faz um tempinho… mas no dia 04 de janeiro rolou no Studio SP na programação Cedo e Sentado o show da banda Tarântulas & Tarantinos. Pra quem não conhece, a banda é liderada pelo Luiz Thunderbird, que ficou conhecido como VJ da MTV famoso nos anos 90, ele é responsável pelos vocais e baixo, os outros integrantes são Felipe Pagani (guitarra/vocais, efeitos), Felipe Maia (bateria/percussão) e Quincas Moreira (teclado/sopro).

O mais legal, além de ver o Thunderbird se divertindo demais no palco, é que a banda faz versões das músicas da trilha sonora dos filmes do Quentin Tarantino, desde Cães de Aluguel, passando por Um Drink no Inferno, Pulp Fiction, Kill Bill, até os mais recentes Bastardos Inglórios e À Prova de Morte. E entre as músicas há diálogos clássicos desses filmes também.
Eles tocam músicas como Bustin’ Surfboards, Stuck in the middle with you, Girl, You´ll Be A Woman Soon, Dont Let Me Be Misunderstood e muuuito mais.
E houve também com a participação da cantora escocesa Cathy Velvet, que cantou Good Night Moon que faz parte da trilha de Kill Bill, entre outras.

É um ótimo show pra dançar e se você é fã do Tarantino e viu todos os filmes sabe como as trilhas são marcantes, não há como não lembrar dos filmes a cada música que eles tocam.

Cérebro Eletrônico

serpentinas e bombinhas..

Cérebro Eletrônico – Foto: Katy Illy

Dia 12 de fevereiro rolou lá no Centro Cultural São Paulo o show da banda Cérebro Eletrônico.
Eu particularmente não conhecia a banda, fui apresentada a ela por uma amiga, a Renata Quirino. Obrigada!
A abertura foi da banda O Degrau, amigos da banda principal, inclusive Tatá Aeroplano vocal do Cérebro, também contou uma música junto com O Degrau, show cheio de participações.

Cérebro Eletrônico está lançando o seu terceiro CD com o sugestivo nome de “Deus e o Diabo na Terra do Liquidificador”, você pode conhecer as músicas através do myspace dos caras, uma das músicas mais legais é O Fabuloso Destino do Chapeleiro Louco. Além do vocalista Tatá Aeroplano, os integrantes são Fernando Maranho, Fernando TRZ, Renato Cortez e Gustavo Souza. Eles se definem como uma mistura de eletrônico, pop e rock.

Muito divertido cheio de serpentinas confetes e bombinhas, no final o palco estava uma bagunça, e a banda terminou show com o público pedindo mais.

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Ska pra dançar muito!

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana – Foto: Katy Illy

No mês de fevereiro e março rola no Sesc Pompéia o projeto “Prata da Casa”, todas as terças-feiras abrindo espaço para novas bandas e artistas. No dia 15 aconteceu o show da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. Realmente eles são uma orquestra, formada por nove integrantes que tocam sax, trompete, trombone, flauta, teclado, baixo, bateria… O lider e produtor da banda é Sergio Soffiatti, que fez parte da banda Skuba nos anos 90.

Se você gosta de dançar esse é o show. A OBMJ faz versões de músicas da MBP em ska, são músicas do Villa Lobos, Tom Jobim, Chico Barque, Ari Barroso, Pixinguinha, Luiz Gonzaga. Eu sinceramente não sou fã de MPB, porém as versões que os caras fazem ficam muito boas mesmo, é impossível não dançar ao som do ska.

A banda não é só ska, eles também tem influência de early reggae e rocksteady e tem composições originais como     “Ska Around the Nation” e “Rocksteady 147”. Os caras também tem myspace, mas não se compara a ver a Orquestra ao vivo. Recomento demais!

Pagode Russo (Luiz Gonzaga)

* Katy Illyhttp://www.flickr.com/photos/katyif/

 

Incubus empolgou, QOTSA o melhor show da noite e Pixies agradou os fãs no SWU

Incubus empolgou o público

Por Katy Illy*

O Incubus veio pela segunda vez ao Brasil e acalmou os animos do pessoal que acabava de se esgoelar com Avenged Sevenfold.
A Banda fez uma pausa nas gravações do seu novo CD que deve ser lançado no primeiro semestre de 2011, para esse show no festival SWU de acordo com entrevista dada ao G1.
O ultimo trabalho da banda foi Light Grenades de 2006 e deste então o Incubus fez uma grande pausa e o seu vocalista lançou seu primeiro trabalho solo este ano.
Brandon Boyd entrou no palco sensualizando ao som do hit Magalomaniac e agitou a multidão de fãs da banda, soltando vários “obrigado” durante o show. Uma pena estar tão frio em Itu e ela não tirar a camisa como no show de 2007.
A Banda tocou todos os sucessos da carreira como Anna Molly do disco Light Grenades e Circles, encerrando o show com I Wish You Were Here ambas do album Morning View.

Setlist
1. Megalomaniac
2. Anna Molly
3. (Jam)
4. Nice To Know You
5. Pardon Me
6. Circles
7. Make Yourself
8. Oil and Water
9. Drive
10. A Crow Left of the Murder
11. Are You In?
12. Look Alive
13. The Warmth
14. Love Hurts
15. Wish You Were Here

 

 

Queens of The Stone Age o melhor show da noite

Depois da banda Incubus chegou a hora mais esperada por mim… Mas ai passou mais uma hora devido a um atraso que gerou certo tumulto por causa da espera.
Porém quando Josh Holme entrou com Feel Good Hit of The Summer ninguém se lembrou de mais nada. Estava no palco o rock pesado e sensual do Queens Of The Stone Age.
O vocal da banda muito simpático com o público ainda fez piada quando disse “Tenho que tirar uma coisa”, se referindo ao show no Rock in Rio de 2001 quando o baixista da banda Nick Olivieri foi preso por tocar pelado. Mas Josh tirou apenas a jaqueta e acendeu um cigarro. Cada movimento do Josh causava frisson no público que estava diante do melhor show da noite. Sem sair da frente do microfone ele tem uma presença de palco incrível.
O Queens tocou músicas de todos os álbuns desde Feel Good Hit of The Summer, passando por Sick, Sick, Sick, até No One Knows (sem palavras pra expressar o que senti nesse momento), o show foi encerrado com A Song For the Dead pra acabar com o público literalmente.
Devido ao atraso creio que a banda teve que cortar algumas músicas do setlist, uma pena. Rezo e faço promessas pra que eles voltem logo para um show só deles, pois é a melhor banda que eu já vi tocar ao vivo em toda a minha vida!
Set List
1. Feel Good Hit of the Summer
2. The Lost Art of Keeping a Secret
3. 3’s & 7’s
4. Sick, Sick, Sick
5. Monsters in the Parasol
6. Burn the Witch
7. Long Slow Goodbye
8. In My Head
9. Little Sister
10. Do It Again
11. I Think I Lost My Headache
12. Go With the Flow
13. No One Knows
14.  A Song for the Dead

 

 

 

Pixies cantou todos os sucessos

A calma retornou com o Pixies. Li muitas críticas ruins ao show e ao comportamento indiferente do guitarrista Joey Santiago. Sinceramente não foi isso que eu vi, nada me pareceu estranho, afinal é uma banda indie, super antiga, como não esperar que eles sejam meio esquisitos? E ainda vale lembrar que a banda acabou em 1993 e passou por muitos desentendimentos já superados como disse o vocalista Black Francis. A banda volta a tocar sempre depois de longas pausas onde cada integrante segue a sua vida, sua ultima reunião foi em 2004 quando passaram por Curitiba.
Então esse novo retorno da banda é muita sorte pra quem teve a oportunidade de estar lá. Vai saber quando se eles voltam novamente.
A baixista Kim Deal aprendeu várias frases em português pra interagir com a plátéia, disse que era a primeira vez em São Paulo e estar se divertindo muito. Quando a banda parou eles se aproximaram e cumprimentaram o pessoal que implorava por mais Pixies.
Vi um pessoal muito simpático e dedicado durante o show, tocando todos os hits e me emocionando com um setlist de mais de 20 músicas iniciado com Bone Machine e tocando desde Wave of Mutilation, até Alison e Monkey Gone To Heaven que todo mundo já ouviu algum dia. Todo mundo pedia por Hey e eles tocaram e o publico não deixou que eles fossem embora sem tocar Where Is My Mind. Sai do show flutuando…

Set List
1.Bone Machine
2.Isla de Encanta
3.Tame
4.Broken Face
5.Nimrod’s Son
6.Debaser
7.Wave of Mutilation
8.Here Comes Your Man
9.Monkey Gone to Heaven
10.Mr. Grieves
11.Crackity Jones
12.Caribou
13.La La Love You
14.No. 13 Baby
15.Gouge Away
16.Velouria
17.Dig for Fire
18.Allison
19.Hey
20.U-Mass
21.Vamos

BIS
22.Planet of Sound
22.Where is my Mind
22.Gigantic

*Katy Illy é fã do Incubus, Queens of The Stone Age e Pixies e também colabora com o Vishows

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