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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

John Lennon – O Setentão

Nesse mundo chato e careta, onde ter opinião pode significar uma tremenda dor de cabeça, faltam pessoas como John Lennon….que hoje, 9 de outubro, completaria 72 anos. Bom..mas pelo menos ainda podemos nos inspirar em suas idéias.

Pensei, como estaria o John aos 72 anos….algumas idéias:

Curtindo um sol de galochas?

Tipo Lord, tomando chá com a Rainha?

Estilo antenado !!

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Momento Toca Raul #1

O Bonde Não Para … MV Bill na área

Super bacana o clipe novo do Mv Bill “O Bonde Não Para”  do álbum “Causa e Efeito”, ele divide a música com sua irmã Kmilla e tem a participação especial de seus pais e sobrinhos. Dei uma fuçada no MySpace oficial de onde tirei as informações sobre esse cara gente boa e antenado.

Álbum: Causa e Efeito

Ano: 2010

Selo: Chapa Preta

Direção Artística: MV Bill

O rapper, escritor e cineasta MV Bill lança o seu quarto trampo, gravado no Rio de Janeiro e com o próprio Bill na direção artística. O álbum contou com a colaboração de diversos produtores do Brasil, entre eles o DJ KLJ dos Racionais e do exterior com o coletivo alemão Kingstrumentals.

O disco “Causa e Efeito” conta com participações especiais de Chuck D. (líder do grupo de Rap americano Public Enemy)  na música “Transformação”.

O Haiti é aqui ?

Esse lance do terremoto no Haiti jogou os holofotes para um país que  Ocidente preferia esquecer e deixá-lo à própria sorte. Era bem aquele lance, o problema está lá mas se a gente fingir que não existe, quem sabe “por milagre” ele deixa de existir. Pois é, foi quase isso… só que ao invés do problema sumir ele veio à tona com o custo de milhares de vidas. O mundo agora ( só agora !!!) olha para o Haiti.

E agora a culpa dói mais…muito mais. Pois todos se perguntam, por que um país já desgraçado tinha que sofrer mais essa desgraça. Não sei, mais acho que agora chegou a oportunidade de fazermos alguma coisa por eles…principalmente nós brasileiros, povo tão solidário, que já estávamos lá trabalhando em busca de uma ordem e da paz.

Em mim doeu, doeram as imagens, doeu o desespero das pessoas, doeu a culpa e a impotência.

Mas oque eu poderia fazer ??? Nada é que não ia ser. Não podia ficar do conforto do meu lar seguro e quentinho achando que as autoridades que fizessem algo….NÃO !!! Eles também são meus irmãos.

A única coisa, neste momento, que posso fazer é dar dinheiro. Algumas pessoas dizem “é mais dinheiro a gente nunca sabe para onde vai”, vejo isso como  desculpa… Por isso procurei uma organização com a qual me identificasse e descubri que o rapper haitiano Wyclef Jean da banda Fugees mantém uma ONG chamada Yele Haiti, que já havia sido criada para ajudar o país e agora está arrecadando fundos emergencias.

Vejam a entrevista dele no aeroporto de Porto Príncipe:

Eu doei US$ 25,00 pelo Cartão de Crédito, super fácil e seguro. Resolvi o problema ?? Não, mas sinceramente não conseguiria dormir se não fizesse nada. Chamem isso de culpa, solidariedade, amor ao próximo…. Eu chamo de SER HUMANO.

PAZ !!!Luca

Música do bem dia 11/08 no Dublin Bar

Paul McCartney nas ruas de Nova York !

Jojo left his home in Tucson, Arizona
For some California grass.

Sir Paul McCartney em ótima fase – apareceu no Letterman ao vivo nessa quarta (15 de julho), e reeditando os Beatles na Apple em Londres (Ver o vídeo de “Get Back” com os Beatles ao vivo em 1969) – tocou na marquise do Ed Sullivan Theater juntando uma verdadeira multidão. Paul fez de Manhattan seu palco e mostrou como além de repertório incrível ainda é um interprete de peso e carisma como poucos.

Exibição do primeiro DVD do rapper MV Bill

Como fã de carterinha do Rapper MV Bill não poderia deixar de dar a dica de que nesta terça-feira, dia 14, haverá a exibição do primeiro DVD do rapper MV Bill, o “Mensageiro da Verdade – Despacho Urbano”, com entrada Catraca Livre.

Capa do DVD de MV Bill

Capa do DVD de MV Bill

A exibição será dentro do Projeto H4 – Hip-Hop Happy Hour, organizado pela Revista Elementos. O DVD estará a venda por R$ 5.

Já no dia 18, sábado, uma casa acostumada a pequenos shows de Rap, o Hole Clube, vai receber MV Bill.

A apresentação será dentro da festa Quilombo Hip-Hop Party, que dá um passo importante para a melhora na falta de bons shows de Rap. A festa também marca o lançamento do DVD, no qual ele se apresenta com banda em um show intimista, apenas para convidados. O DVD também traz toda a sua videografia, um resgaste ao seu início de carreira, desde o vídeo da música “Traficando informação” até o atual “Estilo vagabundo”.

Os DJs da festa serão King, MF e Kefing.

Quilombo Hip-Hop Party Local: Hole Clube – Rua Augusta, 2203 (Jardins)

Entrada: Homem/mulher R$ 15 ou R$ 20 (entrada+DVD)

Informações: contato.quilombohihop@gmail.com 0xx(11) 7892-0249 / Nextel ID 9*14295 (Guilherme)

O Que: H4 – Hip-Hop Happy Hour

Quanto: Catraca Livre Onde: Espaço Metrópole Endereço: Av. São Luiz, 187 – 2º Piso .

Fica a dica para quem gosta de um som de responsa.

Eu te amo…não mais.

 Quando o editor do Vishows me incentivou para escrever sobre a exposição do Serge Gainsbourg que fui ver no Sesc a primeira coisa que me veio a cabeça foi, legal, vou escrever  sobre sacanagem !!!

E cá entre nós, sacanagem é sempre gostoso, mesmo de fora, o que já é uma sacanagem.

Na verdade, antes de ir a exposição, não sabia ao certo quem foi o Serge ( vou deixar o sobrenome de fora pois é uma sacanagem de tão difícil), mas conhecia “Je t’aime moi non plus”, aliás quem tem mais de 30 anos e não conhece essa música, não teve sua iniciação sexual com as deliciosas pornochanchadas de sexta-feira à noite no Sala Especial… filmes até ingênuos  que passavam às 23:00 na Tv Record no início da década de 80.

 Ah, quanta coisa aprendi na Sala Especial…claro que sempre escondido.

Mas voltando ao Serge, ele nasceu em Paris, filho de judeus russos que haviam emigrado para a França.

Seu nome original era  Lucien Ginzburg e a mudança para  Serge Gainsbourg aconteceu no final da década de 50. Estreou em vinil em 1958 com Du Chant à la Une! Sua carreira deslanchou em 1966, em meio à febre das Ye Ye Girls, quando passou a compor e empresariar a jovem cantora France Gall. Em 1968 começou um affaire com a atriz Brigitte Bardot, com a qual gravou canções memoráveis.

“Je t’aime moi non plus” – havia sido composta originalmente para Brigitte, mas ela, insegura com o escândalo que a música poderia causar (e certamente causou), preferiu não lançar o dueto. Serge, por sua vez, encontrou uma substituta à altura: a atriz inglesa Jane Birkin, que já havia causado escândalo com cenas de nudez em Blow Up (filme de Michelangelo Antonioni) e com a qual foi depois casado.

Serge também foi ator e cineasta. Contudo, seu maior personagem era ele mesmo. Viciado irrecuperável em cigarros, álcool, mulheres e versos com temas polêmicos, ele colecionou escândalos e amantes durante toda a vida.

O cara é feio, uma mistura de Ayrton Senna e Jean Paul Belmondo mas com certeza muitas mulheres cairam em sua rede pois tem cara de que na hora do “chega mais minha nêga”  sabe o que faz.

O sucesso de “Je t’aime” no entanto foi inegável, e a canção foi regravada mais tarde por Donna Summer e Ray Conniff, entre outros.

 Serge Gainsbourg foi um talentoso compositor que soube trafegar por diversos ritmos e estilos. Produziu muitas músicas para filmes e trabalhos que vão do jazz ao rock e ao reggae, incluindo um álbum com Sly Dunbar & Robbie Shakespere na Jamaica.

Serge faleceu em 2 de março de 1991 aos 63 anos em conseqüência de um coração que já não podia mais com uma vida de excessos.

A exposição é um tanto caótica, como a vida do cantor, mas vale à pena.

Sesc Avenida Paulista
Avenida Paulista, 119, (11) 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 13h às 22h; sábado, domingo e feriados, 11h às 20h. Grátis. Até 7 de setembro.

Para aqueles que não entendem patavina de francês, mas tem curiosidade de saber o que é falado, ou melhor, sussurrado na música, segue abaixo a tradução de Je t’aime moi non plus, e a conclusão de que é quase uma transa musicada.

Eu te amo…não mais.

Eu te amo
Sim, sim, eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
Como uma onda irresoluta
Eu vou, eu vou e eu venho
Por entre o teu dorso
E eu me detenho

Eu te amo,
Sim, sim eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor….
Você é a onda, eu a ilha nua
Você vai e você vem
Por entre meu dorso
Você vai e você vem
Por entre meu dorso
E eu me junto a você

Eu te amo
Sim, sim, eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
Como uma onda irresoluta
Eu vou, eu vou e eu venho
Por entre o teu dorso
E eu me detenho

Eu te amo,
Sim, sim eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
O amor físico é sem saída
Eu vou e eu venho
Por entre teu dorso
E eu me detenho
Não! Agora! Vem!

 

Para as noites de pouca inspiração, fica a dica.

Beijokas,

Luca – Editora do Blog Ponte Social e colaboradora do Vishows

Wilson Simonal, só ele sabe o duro que deu…

Nasci em 1972, a essa altura a “casa” já tinha caído pro Simonal, mas mesmo assim  ele sempre fez parte da minha infância, pois meu pai adorava cantar “Meu limão meu limoeiro” e sempre falava que o Simonal era O Cara, dava para entender já que meu pai, carioca da gema, era seu fã.

Eu adorava ouvir a sonoridade de…

MEU LIMÃO, MEU LIMOEIRO…

Meu pé de jacarandá,

Uma vez, tindolelê,

Outra vez, tindolalá.



Achava aquilo o máximo, pois gostava de dançar e aquela música tinha um tremendo balanço…

Simonal - Documentário

Simonal - Documentário

A vida tomou outro rumo, vim morar em São Paulo com minha mãe e meu pai ficou no Rio junto com a minha lembrança do Simonal… até que, quando eu estava na 7ª série de um colégio caretíssimo  de São Paulo, entrou uma menina nova na classe, super bacana, extrovertida e logo se entrosou.

Na chamada descobri que ela era filha do Simonal.  Achei aquilo o máximo !!!  Liguei para o meu pai para contar a novidade, afinal ele era fã dele, foi aí que ele me contou uma história meio confusa dos militares, da esquerda, da direita e que, sinceramente… não prestei muita atenção.

Ela era bacana e ponto.

Mas uma coisa “pegou” quando no final ele disse “às vezes a vida pode ser f., é só a gente dar uma escorregada pra ficar de fora da brincadeira, ai o jeito é beber ” .Filosofia  de botequim, pois assim como o Simonal, pelos revezes da vida, ele também freqüentava um “pé sujo”.

Àquela altura  tinha 13 anos e já sacava como as coisas aconteciam… fracasso, sucesso, bebida, família….é um caldeirão !!! Pensar que ela tinha que passar por isso me fez ficar ainda mais simpática a sua amizade. A convivência durou apenas 1 ano, mudei de bairro e fui para outro colégio perdendo o contato. ( Na época não existia Orkut…)

Agora o Simonal voltou a aparecer na minha vida com o filme “Ninguém sabe o duro que dei” e então, tive a oportunidade de entender o que meu pai havia dito lá nos anos 80.

Assistí ao filme por curiosidade e tentei não fazer julgamentos, não quero saber se a culpa do seu ostracismo foi da esquerda, da direita, ou dele mesmo…o fato é que ele foi um grande artista e cumpriu seu papel levando alegria às pessoas através de seu talento. É isso que deve ser julgado e lembrado, não uma escorregada.

Adorei o filme, que esclareceu várias situações que eram nebulosas na minha cabeça e provavelmente na de várias pessoas da minha geração. Afinal de contas, o que tinha realmente acontecido com o Simonal ?  e de quem foi a culpa ?

Assistam ao filme e teçam sua própria opinião.

Beijokas,

Luca – Colaboradora do Blog Vishows e Editora do PONTE SOCIAL

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