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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Veja o que rolou na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Por Renata Quirino

Rolou na última quinta-feira a primeira edição do Sub Pop Festival (sim, aquela gravadora de Seattle culpada – no melhor sentido da palavra – por lançar Nirvana, Soundgarden entre outros lá no começo dos anos 90). O evento trouxe Obits, METZ e Mudhoney na recém aberta Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de maio o festival passou por São Paulo e Goiânia e antes de desembarcar no país passou também por algumas cidades da América do Sul.

Antes de falar sobre as apresentações, devo destacar a casa de shows que foi inaugurada em janeiro desse ano. O som da casa é muito bom, o lugar é espaçoso e, principalmente, é um local de fácil acesso, a alguns metros do metrô Barra Funda.

Ao chegar na Audio, em torno das 21h, conversei com alguns amigos que já estavam lá há algum tempo e eles me relataram que os ‘produtores’ (esse foi o termo que eles usaram) estavam colocando várias pessoas de graça no festival para poder encher a casa e lucrar pelo menos com a venda de bebidas. Uma pena.

Realmente quando entrei na Audio Club haviam pouquíssimas pessoas e lá fora o movimento ainda não era dos maiores. Talvez a baixa procura por ingressos seja porque era… quinta feira. QUINTA FEIRA. Sério mesmo? Fazer um festival numa quinta feira com previsão de acabar à 1h da manhã (e que na verdade encerrou às 2h)? Isso pode explicar muita coisa.

A primeira banda a subir ao palco foi o Obits. Som bacana, mas show com apenas alguns bons momentos do meio para o final. O público recebeu bem, mas dispersava em boa parte do tempo, conversando e tirando fotos e fotos e mais fotos para postar nas redes sociais que tava curtindo muito o Sub Pop Festival (!). Bom, para resumir, posso dizer que enquanto eu via os caras só sentia vontade de ir buscar mais uma cerveja no bar e aguardar as próximas bandas. Quer ouvir o som do Obits? Então clica aqui e veja a performance dos caras na KEXP.

 

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Em seguida, o Metz sobe ao palco. O Metz. Ah, o Metz. Grata surpresa! Que show! Já tinha lido algumas resenhas e recomendações sobre a banda por aí mas preferi não criar expectativas. Som sujo, pesado, do jeito que deve ser. Sem tempo para descansar, público ensandecido. Um esquenta perfeito para a atração principal da noite, o Mudhoney. Inclusive a foto que abre esse post foi tirada durante o show dos caras e, acredite, esse foi o clima o show inteiro. Não conhece o som dos caras? Então clica aqui e arrependa-se pelo resto da vida por nunca ter ouvido Metz antes. Não precisa agradecer.

 

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

 

Enfim, Mudhoney. Assim como grande parte do público, essa não foi a primeira vez que vi o show dos caras (não sei ao certo, mas essa deve ser a terceira ou quarta passagem deles pelo Brasil). Por isso mesmo devo confessar que já vi shows melhores do Mudhoney. A banda não parecia estar tão animada como nas outras vindas ao país e especialmente Mark Arm, a princípio, não parecia mais aquele vocalista insano de outrora. O show começou morno e só a partir do clássico “Touch me I’m Sick” o público começou a se comportar da maneira esperada: dançando loucamente, muitos moshs (com direito a petinhos de fora de uma fã digamos… mais eufórica – desculpem meninos, não tenho imagens desse momento). Ah sim, finalmente aquilo era um show do Mudhoney. Se você não estava nesse planeta durante todos esses anos e ainda não conhece Mudhoney clica aqui e veja essa apresentação também lá no KEXP. Apesar do aparente cansaço da banda no começo do show, a minha opinião continua a mesma: sempre valerá a pena ver um show do Mudhoney.

 

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

 

No final, Mark Arm disse que estava muito feliz por tocar em São Paulo mais uma vez e espera que o Sub Pop Festival aconteça novamente ano que vem. Que não seja numa quinta, Mark.

Saiba o que rolou na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Por Renata Quirino

Rolou na última quinta-feira a primeira edição do Sub Pop Festival (sim, aquela gravadora de Seattle culpada – no melhor sentido da palavra – por lançar Nirvana, Soundgarden entre outros lá no começo dos anos 90). O evento trouxe Obits, METZ e Mudhoney na recém aberta Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de maio o festival passou por São Paulo e Goiânia e antes de desembarcar no país passou também por algumas cidades da América do Sul.

Antes de falar sobre as apresentações, devo destacar a casa de shows que foi inaugurada em janeiro desse ano. O som da casa é muito bom, o lugar é espaçoso e, principalmente, é um local de fácil acesso, a alguns metros do metrô Barra Funda.

Ao chegar na Audio, em torno das 21h, conversei com alguns amigos que já estavam lá há algum tempo e eles me relataram que os ‘produtores’ (esse foi o termo que eles usaram) estavam colocando várias pessoas de graça no festival para poder encher a casa e lucrar pelo menos com a venda de bebidas. Uma pena.

Realmente quando entrei na Audio Club haviam pouquíssimas pessoas e lá fora o movimento ainda não era dos maiores. Talvez a baixa procura por ingressos seja porque era… quinta feira. QUINTA FEIRA. Sério mesmo? Fazer um festival numa quinta feira com previsão de acabar à 1h da manhã (e que na verdade encerrou às 2h)? Isso pode explicar muita coisa.

A primeira banda a subir ao palco foi o Obits. Som bacana, mas show com apenas alguns bons momentos do meio para o final. O público recebeu bem, mas dispersava em boa parte do tempo, conversando e tirando fotos e fotos e mais fotos para postar nas redes sociais que tava curtindo muito o Sub Pop Festival (!). Bom, para resumir, posso dizer que enquanto eu via os caras só sentia vontade de ir buscar mais uma cerveja no bar e aguardar as próximas bandas. Quer ouvir o som do Obits? Então clica aqui e veja a performance dos caras na KEXP.

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Em seguida, o Metz sobe ao palco. O Metz. Ah, o Metz. Grata surpresa! Que show! Já tinha lido algumas resenhas e recomendações sobre a banda por aí mas preferi não criar expectativas. Som sujo, pesado, do jeito que deve ser. Sem tempo para descansar, público ensandecido. Um esquenta perfeito para a atração principal da noite, o Mudhoney. Inclusive a foto que abre esse post foi tirada durante o show dos caras e, acredite, esse foi o clima o show inteiro. Não conhece o som dos caras? Então clica aqui e arrependa-se pelo resto da vida por nunca ter ouvido Metz antes. Não precisa agradecer.

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Enfim, Mudhoney. Assim como grande parte do público, essa não foi a primeira vez que vi o show dos caras (não sei ao certo, mas essa deve ser a terceira ou quarta passagem deles pelo Brasil). Por isso mesmo devo confessar que já vi shows melhores do Mudhoney. A banda não parecia estar tão animada como nas outras vindas ao país e especialmente Mark Arm, a princípio, não parecia mais aquele vocalista insano de outrora. O show começou morno e só a partir do clássico “Touch me I’m Sick” o público começou a se comportar da maneira esperada: dançando loucamente, muitos moshs (com direito a petinhos de fora de uma fã digamos… mais eufórica – desculpem meninos, não tenho imagens desse momento). Ah sim, finalmente aquilo era um show do Mudhoney. Se você não estava nesse planeta durante todos esses anos e ainda não conhece Mudhoney clica aqui e veja essa apresentação também lá no KEXP. Apesar do aparente cansaço da banda no começo do show, a minha opinião continua a mesma: sempre valerá a pena ver um show do Mudhoney.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

No final, Mark Arm disse que estava muito feliz por tocar em São Paulo mais uma vez e espera que o Sub Pop Festival aconteça novamente ano que vem. Que não seja numa quinta, Mark.

Os cinco melhores shows da minha vida

Por Renata Quirino

Ver os shows das minhas bandas favoritas sempre foi uma das coisas que eu mais gostei de fazer. Faço isso regularmente desde os meus 13 anos de idade. Já vi todos os tipos de shows, de todos os tipos de banda que você puder imaginar: punk, metal, rockabilly, ska, reaggae, indie, blues, samba. Na rua, em clubes minúsculos, em festivais, em boteco. Adoro fazer isso e acho que nunca deixarei de apreciar um bom som ao vivo, seja pra dançar, cantar junto com a banda ou curtir o show inteiro na minha, tomando uma cerveja. É ao vivo que nós realmente sabemos o quão bom é o artista em questão. É no palco que tudo acontece.

O primeiro show da minha vida foi do finado Ira!. Tinha 13 anos de idade e os caras iam fazer um show de graça no estacionamento de um shopping na zona leste de São Paulo, região onde moro. Como era de se esperar, o lugar estava cheio. Fui com dois primos e, como também era de esperar, eu logo me separei deles porque queria mesmo era curtir o show lá da grade e cantar todas as músicas com Nasi e cia.. O Ira!, principamente naquela época, era uma das minhas bandas brasileiras favoritas e por ser o primeiro show da minha vida, estava duplamente feliz naquele momento. Foi a primeira vez que eles tocaram ao vivo a versão de “Bebendo Vinho”, de Wander Wildner, algo que me deixou ainda mais apaixonada, já que eu era muito fã do Replicantes e da carreira solo do malucaço do Wander.

Dali por diante ver todos os shows que aconteciam era minha meta de vida: não queria perder nada. Até bandas que eu não gostava eu assistia. Vício. Claro que isso é uma missão impossível principalmente para quem vive em São Paulo, com dezenas de shows pipocando pela cidade todos os dias. Mas se minha banda favorita ia fazer um show, não importa o lugar, sozinha, com o namorado ou com os amigos, com certeza eu estaria lá. E assim sou até hoje – em menores proporções, claro.

O Brasil entrou definitivamente no mapa de shows internacionais. Muitos festivais, Estádio do Morumbi, clubes como Cine Jóia, Beco 203, Inferno Club entre outros trazem mensalmente dezenas de shows financeiramente humanamente impossíveis de acompanhar.

Depois de alguns anos vendo minhas bandas favoritas tocando por aqui, resolvi fazer uma lista com os cinco melhores shows da minha vida. Os mais marcantes, os que eu mais esperava, os que eu nunca pensei que fosse ver na minha vida. Deixei de lado muitos shows, como por exemplo Dinosaur Jr. no extinto Comitê Club na Augusta ou Lurkers no Hangar 110, mas são esses que me trazem mais lembranças. Enfim, essa é a minha lista. Faça a sua também.

Sepultura

Sepultura foi a banda que mudou a minha vida. Quando ouvi o disco Chaos A.D. pela primeira vez, não pensava em outra coisa que não fosse voltar da escola correndo e ouvir a trinca “Refuse/Resist”, “Territory” e “Slave New Wolrd” ininterruptamente. Me tornei fã na hora. Fã no sentido mais literal que você possa imaginar: comprei todos os discos (inclusive os B-sides), tinha pôster pendurado no quarto, frequentava o fã-clube que ficava na Galeria do Rock. Quando conheci a banda, Max Cavalera tinha acabado de sair do grupo, então já peguei a fase com Derrick Green. A primeira vez que vi a banda foi no Sepulfest em 2004, no Espaço das Américas. Várias participações especiais – Nação Zumbi foi a minha favorita -, setlist com todos os clássicos e eu lá, cantando (!) com a banda do início ao fim.

Stooges

Quando era adolescente, punk rock era um dos meus sons favoritos. MC5, New York Dolls, Ramones e Clash eram as prediletas. Mas acima de todas essas, tinha os Stooges. E ter o prazer de um dia ver a banda de Iggy Pop ao vivo era algo que realmente não passava pela minha cabeça, era incrível demais pra ser verdade. Até que um belo dia o Claro Que É Rock, festival que infelizmente teve apenas uma edição, anunciou no line-up uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Mal podia acreditar que estava prestes a ver o mito. Insano, caótico, transgressor, divertido, histórico. Essas palavras resumem bem o que foi The Stooges em 2005.

Faith No More

O Faith No More entra para o top Five de bandas favoritas de todos os tempos. É aquela banda que eu nunca canso de ouvir. Assim como todos os projetos de Mike Patton como Mr. Bungle, Fântomas (que inclusive tocou no Claro Que É Rock que teve Stooges no line up), Tomahawk, Mondo Cane (que tocou no último Rock in Rio no Brasil), enfim, a lista de bandas paralelas de Mike, como vocês devem saber, é longa. Por incrível que pareça, a primeira vez que vi o Faith No More ao vivo foi no último SWU, em 2011. Apesar de todas as vindas da banda ao Brasil, nunca tive oportunidade de ver; sempre acontecia alguma coisa. Mas dessa vez não. Fiquei ali na grade por 6 horas esperando a banda tocar, extremamente ansiosa, contando as horas. Palco maravilhoso (todo branco, com flores por todo lugar), uma bela introdução da banda, o início com “From Out Nowhere” e Mike Patton lindo como sempre com uma presença de palco incrível. Inesquecível.

Buzzcocks

Eu sempre amei o Buzzcocks. Vi a banda umas três vezes e sou completamente apaixonada pelos caras. Meu show favorito foi na Clash Club, em novembro de 2010. A casa estava cheia e a noite teve abertura do Adolescents (do qual pensei que não fosse sair viva). Como sempre, Steve Diggle e Pete Sheley esbanjaram simpatia e muita energia no palco e tocaram todos os hits fofos do Buzzcocks para aquela galera ensandecida. No fim consegui falar com a banda (na verdade os próprios caras vieram falar com a gente) e foram tão humildes, tão incríveis, tão amáveis, que aconteceu o que eu já imaginava: tornei-me mais fã ainda, voltei pra casa e coloquei “Another Music In A Different Kitchen” no volume 10.

Cavalera Conspirancy

Como disse no tópico sobre o show do Sepultura, conheci a banda na fase Derrick Green. Acho Derrick um vocalista incrível, que não fica devendo em nada Max Cavalera, mas, como todo fã do Sepultura, ainda sonho em ver a banda na sua formação clássica. Acredito sinceramente que isso seja algo impossível, mas esse sonho “quase” se realizou no SWU 2010: ao sair do Sepultura em 2006, Igor Cavalera fez as pazes com o irmão Max e formou uma nova banda com o cara, o Cavalera Conspirancy. O primeiro disco deles é aquele o thrash metal da época do Arise e Chaos A.D, sem aquele lance de “música brasileira” à exaustão como Max vinha fazendo com o Soulfly e nem experimental demais como o Sepultura fez em alguns de seus últimos discos. E, para minha surpresa, os Cavaleras foram atração no SWU 2010. Ver um “quase” Sepultura ali tocando alguns dos clássicos da banda como “Refuse/Resist” e “Territory” foi histórico.

Músicas originais x Covers

Por Renata Quirino

Estava ouvindo um dos meus programas de rádio favoritos, na americana KCRW, apresentado pelo músico, escritor, radialista, ativista e um monte de outras coisas Henry Rollins, em uma edição especial: quinze músicas com artistas originais e as mesmas canções na versão de outras bandas.

A primeira hora do programa conta com clássicos de Little Richard, Carl Perkins, Captain Beefheart & The Magic Band, Tom Waits, Lee Hazelwood e na segunda hora tem Marathons, Black Sabbath, Scientists, The Ramones e Lydia Lunch & Rowland S Howard fazendo suas versões, entre outras ótimas bandas. Ouça aqui. Não entende inglês? Aprenda. Te garanto que vale cada minuto. Aproveite e ouça as outras edições. Afinal, onde mais você ouve maravilhas como um especial de duas horas de Iggy Pop ou um programa com Cramps, New York Dolls, Black Flag, Billie Holiday em uma só playlist? Sensacional. Dá pra baixar aqui.

Mas voltando ao assunto canções originais e seus covers, para complementar a lista de Henry Rollins, o Vishows fez uma seleção com mais algumas músicas que ganharam uma nova versão, muitas vezes inusitadas, de alguns artistas, do pop ao thrash metal.

E aí, qual você prefere? Original ou cover?

Vamos começar com “Mountain Songdo Jane’s Addiction. Essa música faz parte do primeiro álbum de estúdio da banda, chamado Nothing’s Shocking, de 1988. Ouça o original:

Em 2002, o Sepultura lançou um álbum de covers chamado “Revolusongs”, no qual os brasileiros fazem versões de bandas tão distintas quanto Public Enemy, U2, Devo e Hellhammer. Saca só como ficou a versão dos caras para a banda de Perry Farrell:

Após o lançamento de seu segundo álbum intitulado “Like a Virgin”, em 1984, Madonna conseguiu reconhecimento (e muita polêmica) mundo afora. Esse grande hit ficou por seis semanas consecutivas nas paradas da Billboard, para o desespero dos conservadores e moralistas da época:

Em 1991, a banda alternativa Teenage Fan Club fez sua versão do hit “Like a Virgin”, que está no álbum “The King”. Se você não sabe quem é Teenage Fan Club uma boa referência é saber que Kurt Cobain muitas vezes se referia a banda como “a melhor do mundo”:

A versão original dessa música está na lista de Henry Rollins seguida do cover do Black Sabbath, mas eu não poderia deixar de colocar aqui a versão dos debochados Toy Dolls. Essa canção foi gravada em 1955 por Carl Perkins e é considerada uma dos primeiros registros do gênero rockabilly da história. Ouça “Blue Suede Shoes”:

 

Em 1983, os ingleses do Toy Dolls fizeram uma versão punk rock desse clássico, claro, da maneira mais debochada possível, já que essa é a maior característica da banda. Ela está no primeiro disco dos caras, chamado “Dig That Groove Baby” que, diga-se de passagem, é o álbum favorito da carreira do Toy Dolls para o seu vocalista malucaço Olga.

 

Gary Glitter foi um cantor de glam rock muito conhecido nos anos 70, com diversos hits nas paradas musicais da época, como “Rock n Roll Part One and Two”, “Hello, Hello, I’m Back Again”, “ I Love You Love Me Love”, entre outros. Outro hit do cara foi “Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)”, do álbum “Touch Me”, de 1973:

 

Em 1981 “Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)” ganhou uma belíssima versão da diva Joan Jett, em seu primeiro disco solo chamado “Bad Reputation”:

 

Essa é uma das mais famosas da lista. “Ring of Fire” do maravilhoso Johnny Cash (dispensa apresentações certo?) foi gravada na década de 50, na mesma época de outros clássicos absolutos, como “Don’t take your guns to town”, “I Got Stripe” e “Understand you Man”.  Delicie-se com a versão orginial de Cash:

 

Em 1990, a banda punk californiana Social Distortion fez sua versão de “Ring of Fire”. Tenho que dizer que esse é um dos meus covers favoritos de todos os tempos. A música está no disco que leva o nome da banda, que tem, entre outras canções, “Ball and Chain” e “Story of my life”.

 

Quer sugerir outros covers? Escreva aí nos comentários ou na nossa página no Facebook.

Noite de hardcore em São Paulo: No Use for a Name no Carioca Club

Por Renata Quirino

Rolou ontem em São Paulo o show da banda de hardcore americana No Use For a Name, no Carioca Club. A casa, localizada em Pinheiros, tem uma programação voltada para a música brasileira, como samba e forró, e nos últimos tempos também tem se dedicado ao rock, com shows de bandas como Sebastian Bach, Kyuss Live!, Destruction, entre outros.

Essa foi a primeira vez que vi um show no Carioca Club e vi muitas vantagens: fácil acesso (o metrô Faria Lima fica a cinco minutos do Carioca e há diversas opções de ônibus na região), os shows começam e terminam cedo (evitando assim que o público passe a madrugada na rua esperando que o transporte público volte a funcionar ou que tenha que pagar por um táxi para ir pra casa), som e iluminação bons e camarote com uma visão bacana do palco. Muitos pontos para a casa. Mas, como nem tudo é perfeito, antes do No Use For a Name subir ao palco, o Dj da casa, que não conhecia nada da banda e muito menos do público, cometeu o erro de tocar um CD INTEIRO do Rappa para “aquecer” os presentes. Óbvio que a escolha não agradou e depois de muitas vaias e pedidos desesperados para que o DJ tivesse piedade de nossos ouvidos e parasse de tocar aquilo, o moço resolveu trocar o disco e colocou Metallica. Totalmente fora de contexto, mas, logicamente, muito melhor que o Rappa. NOFX? Millencolin? Pennywise? Acho que ele nem sabe o que é isso.

Bom, mas agora o No Use For a Name. Também conhecido como NUFAN, a banda nasceu no final dos anos 80, na Califórnia e é uma das mais representativas no chamado Hardcore Melódico.  A última passagem dos americanos no Brasil foi em 2009, no tradicional Hangar 110.

A banda subiu ao palco com quinze minutos de atraso, às 20h15. O vocalista Tony Sly entrou em cena registrando a euforia do público com seu celular. O simpático baixista Matt Riddle conversou e brincou bastante com o público durante toda a apresentação, inclusive com o fato de que hoje, domingo, a banda fará um show na Argentina. Já Tony perguntou se o público gostaria que a banda cancelasse a apresentação e fizesse mais um show por aqui e a platéia, claro, respondeu fervorosamente que sim.

Com fãs fiéis, a banda foi acompanhada do início ao fim, em todas as canções. Destaque para o hit “Coming Too Close”, que arrancou até lágrimas de alguns que estavam por ali. Com a platéia formada na sua maioria por adolescentes e por trintões que estavam recordando sua adolescência, esse show mostrou que a cena hardcore tem um público apaixonado e que conquista novos admiradores a cada dia.

No BIS, o vocalista subiu ao palco com sua guitarra e improvisou uma música em homenagem à São Paulo (com direito a uma bela desafinada no começo, diga-se de passagem), com uma letra que dizia como a cidade traz boas recordações à banda, come eles estão felizes por estar ali novamente e que prometem voltar em breve. Claro, muito aplaudido pelo público apaixonado. Logo em seguida a banda toda volta para tocar as últimas canções. Dois garotos invadem o palco e são levados pelos seguranças. Matt Riddle deixou a banda tocando e foi pedir para que o segurança deixasse os fãs descerem pela frente do palco numa boa. Voltou, pegou o baixo do chão e continuou tocando.

Matt Riddle, do No Use For a Name, no Carioca Club

A banda encerrou a apresentação agradecendo muito e o público foi embora feliz do Carioca Club esperando que Tony Sly cumpra o que disse durante o show: voltar em breve. Uma noite de hardcore adolescente, para quem é adolescente ou para quem voltou a ser adolescente durante uma hora e meia.

Veja mais fotos no Flickr.

Da Surf Music ao Soul: um pouco do que rolou na Virada Cultural 2012

Por Renata Quirino

A Virada Cultural em São Paulo aconteceu no último fim de semana em toda capital, levando cultura para toda a cidade. Com tantas opções, era imprescindível fazer um roteiro para não se perder no meio de tantas (ótimas) atrações. Porém, devo começar dizendo sobre a decepção com a Virada Cultural quando foi anunciado o cancelamento do show dos jamaicanos do Toots and Maytals. Com certeza esse seria um dos grandes shows de todo o evento.

Mas apesar do desfalque, não dava tempo de ficar apenas lamentando: no sábado, minha Virada Cultural começaria com o McCoy Tyner Quartet, mas por causa de alguns imprevistos, não pude ver esse incrível pianista que tocou com ninguém mais ninguém menos que John Coltrane. Sorte de quem esteve lá.

Minha noite então começou com os extraterrestres no Man Or Astroman? no palco Barão de Limeira. Mesmo com muitas falhas no som, os lunáticos conseguiram fazer um show divertidíssimo, dançante e totalmente insano. Com direito a mosh do guitarrista Star Crunch e do baixista Coco the Electronic Monkey Wizard. Sensacional.

Coco the Electronic Monkey Wizard (Robert DelBueno) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Coco the Electronic Monkey Wizard (Robert DelBueno) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Star Crunch (Brian Causey) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Star Crunch (Brian Causey) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

No dia seguinte, minha maratona musical começou com o Suicidal Tendencies às 9h30 da manhã no palco São João. Ansiosamente aguardado pelo público, no primeiro minuto de show, o público invadiu a área destinada à imprensa. Muitos garotos e garotas se jogando do palco para a platéia, deixando os seguranças a beira de um ataque. Um mosh pit inacreditável se formou no meio da avenida. Simplesmente lindo! A banda fará amanhã uma tarde de autógrafos na loja Sick n Silly Rockstore, na Alameda Jaú, às 17:00 e encerrará a turnê com show na Clash Club, Barra Funda, na quarta feira, dia 07.

Logo depois fui até a Av. Rio Branco para ver a banda Skywalkers, da zona leste de São Paulo. A programação do palco Baratos Afins foi organizada por Luis Calanca, dono do selo e da loja de discos de mesmo nome. Infelizmente, o público não era dos maiores. Já era de se imaginar, já que ao mesmo tempo estava rolando no palco São João o disputadíssimo show do Titãs, que tocou na íntegra o clássico Cabeça Dinossauro, de 1986.

Pedro Bizelli, do Skywalkers, no Palco Baratos Afins na Virada Cultural 2012

Pedro Bizelli, do Skywalkers, no Palco Baratos Afins na Virada Cultural 2012

Uma pausa para almoçar, dar uma volta na cidade, fotografar os mais diferentes tipos de arte que aconteciam por ali – desde bolivianos tocando “Menina Veneno” até Índio Chiquinha dançando com suas castanholas em frente ao Teatro Municipal.

Meu domingo musical acabou com um dos shows mais deliciosos que já vi na Virada Cultural: Charles Bradley. Mais do que música para ouvir: musicar para sentir. Duas palavras podem definir bem o show de Charles: sexy e emocionante. O soulman (verdadeiro soulman) subiu ao palco depois de uma bela Jam de sua incrível banda. Com uma impressionante capacidade vocal, Charles Bradley se emocionou em vários momentos da apresentação e agradecia a cada instante a presença do público. Como se não bastasse, foi até a platéia e abraçou todos que estavam na primeira fila por mais de 20 minutos. Eu só tenho uma coisa a dizer: nós que te agradecemos, Charles. Obrigada por existir e encerrar minha Virada Cultural tão brilhantemente.

Um verdadeiro soulman: Charles Bradley na Virada Cultural 2012

Um verdadeiro soulman: Charles Bradley na Virada Cultural 2012

E após um show desses, eu não poderia voltar para casa com outro sentimento que não fosse felicidade. Que venha a Virada Cultural 2013.

Veja mais fotos no Flickr

Com abertura do Misfits, Anthrax faz grande show em São Paulo

Na última sexta feira, dia 27 de abril, a cidade de São Paulo recebeu o show de duas importantes bandas do cenário punk rock e thrash metal na mesma noite: Misfits e Anthrax. Representando o Brasil, a banda paulistana de death metal Torture Squad se apresentou momentos antes das atrações principais.

A banda de punk rock Misfits no HSBC Hall

O Misfits subiu ao palco com a casa quase cheia e muitos fãs a caráter na platéia.  A banda já passou por diversas formações e hoje conta apenas com o vocalista Jerry Only da formação original. E apesar de muitos fãs adorarem a primeira fase da banda, quando o vocalista Glenn Danzing ainda fazia parte do grupo, foram os clássicos dos discos “American Psycho” e “Famous Monsters” com o também ex vocalista Michaele Graves, que colocaram o HSBC Hall abaixo.  “Dig Up Her Bones”, “Helena”, “Die Monster Die”, “Saturday Night”, “Scream” e “Living Hell” foram cantadas em coro pelo público. O guitarrista Dez Cadena, que fez parte do lendário grupo de hardcore dos anos 80 Black Flag, cantou na música “Thirsty and Miserable”, em um cover de sua antiga banda. Para encerrar, “Die Die My Darling”, clássico que foi regravado pelo Metallica no disco Garage Inc., de 1998. Após a apresentação, Jerry Only foi até o público para agradecer e tirar fotos (para delírio das garotas, devo dizer). Como sempre, o Misfits fez um bom show, agradando em cheio o público, mas sem novidades. Se você viu um show deles, viu todos, já que não há grandes surpresas nem no repertório e nem na performance da banda.

Anthrax encerrando turnê brasileira no HSBC Hall

Essa é a terceira passagem do Anthrax pelo Brasil. Mas dessa vez o clima era de comemoração, afinal essa é a primeira vez que a banda toca no país com o grande vocalista Joey Belladonna, da formação clássica. O que se via na platéia era uma mistura de ansiedade, felicidade e festa. Todos ali sabiam que seria uma grande noite. E realmente foi. Quando a banda subiu ao palco, o HSBC Hall ficou pequeno. O set list começou com “Earth on Hell” e “Fight ‘Em Till You Can’t”, duas canções do mais recente álbum “Worship Music” de 2011. Mas foi com os primeiros acordes de “Caught in a Mosh”, do mais que clássico “Among the Living”, que se formou um mosh pit enorme, com todos dançando, incrivelmente felizes. E foi esse álbum clássico de 1987 que trouxe os grandes momentos da noite: “Antisocial”, “I am the Law”, “Indians” (com o guitarrista Scott Ian desafiando a plateia a dançar e cantar mais e mais) e a própria “Among the Living”. Destaque também para a versão de “Got The Time”, de Joe Jackson, que está no disco “Persistence of Time”, de 1990. A noite ainda teve espaço para uma bela homenagem ao Sepultura: “Refuse/Resist”, cantada por Scott Ian, para orgulho dos brasileiros.

Uma grande noite que ficou marcada por dois grandes shows e pela paz e clima de festa entre pessoas dos mais diferentes estilos, que iam dos fãs de death metal ao punk rock, passando por Rum DMC e Public Enemy. Parabéns ao público que deu um show a parte no quesito respeito.

Por Renata Quirino

Secret Chiefs 3 no Sesc Belenzinho: experimentalismo e muito barulho – no melhor sentido da palavra

Por Renata Quirino

Conhecido por fundar o Mr. Bungle junto com Mike Patton e Trevor Dunn e participar do disco “King For a Day… Fool for a Lifetime” do Faith No More, Trey Spruance trouxe seu Secret Chiefs 3 pela primeira vez no Brasil.

Ontem a banda apresentou todo seu experimentalismo no Sesc Belenzinho, na Zona Leste de São Paulo. Com elementos musicais que vão do rock instrumental progressivo à música eletrônica, da música árabe ao death metal, o show do Secret Chiefs 3 é uma daquelas experiências sonoras que todos os apreciadores de música deveriam ter: insano, cheio de elementos e barulho. Barulho no melhor sentido da palavra.

Mesmo com o show pouco divulgado, a casa estava quase cheia e com o público apreciando cada viagem da banda, entrando no clima de cada canção, que podia ir do obscuro à calmaria.

Após a apresentação, conversei com o simpático Trey Spruance e ele mostrou estar satisfeito com a apresentação: “Gostei muito, acho que voltaremos em breve”, disse Trey animando os fãs que pediam fotos e autógrafos. O baterista Chess Smith também gostou do público brasileiro, mas se mostrou preocupado com a divulgação do show: “Como você ficou sabendo do show?”, me perguntou. Eu respondi que fiquei sabendo através do próprio site do Sesc, mas que o show de fato foi pouquíssimo divulgado. “Ah, sei…”, responde Chess com um ar pensativo.

Com um show impecável, Secret Chiefs 3 encerra turnê brasileira prometendo voltar para tocar muitos clássicos que ficaram de fora desse set list. Nós já estamos esperando.

Set list:

Zombievision
Personnae: Halloween
The 15
Fast
The 4 (Great Ishraqi Sun)
Le Mani Destre Recise Degli Ultimi Uomini (Medley)
Vajra (Rat Puriya)
Combat for the Angel
Radar (The Day the Earth Stood Still)
Sophia’s Theme
Bereshith
Tistriya
Book T: Exodus
Encore:
Ship of Fools
Saptarshi

Em noite histórica, The Damned traz seu punk-gótico para São Paulo

Por Renata Quirino*

Pela primeira vez no Brasil, uma das bandas precursoras do punk rock The Damned se apresentou no Clash Club em São Paulo.

Pontualmente às 22h, a banda subiu ao palco começando o set list com “Wait for the Blackout”, “Lively Arts” e “Silly Kids Games” todas do disco Black Album, de 1980. Apesar de ser conhecida como uma das bandas que deram início ao movimento punk ao lado de outros nomes como Sex Pistols e Richard Hell & The Voidoids, o Damned também caminhou pelo rock gótico e foi influência para muitos grupos desse estilo nos idos dos anos 80. Em entrevista a revista Rolling Stone Brasil, o vocalista Dave Vanian declarou que as influências que a banda teve ao longo dos anos ficaram muito distintas. “Acho que é por isso que cada álbum era tão diferente e íamos em tantas direções” disse o músico.

Indispensável em qualquer coleção de discos que se preze, o primeiro álbum da banda chamado “Damned, Damned, Damned” lançado em 1976, tem canções como “New Rose”, “Feel The Pain”, “Neat Neat Neat” e “Fan Club”, que foram cantadas com empolgação pelo público. Momentos incríveis da noite: as clássicas “Shadow of Love” e “Love Song” com a platéia se deliciando do início ao fim.

No Bis, canções como “Eloise” e “Smash It Up” para encerrar muito bem um dos melhores shows punks que o Brasil já viu (e esperou tantos anos para ver).

Com o Clash Club um tanto quanto vazio (comparado a outros shows do gênero que aconteceram na casa, como Buzzcocks), o público pode conferir a apresentação histórica de uma banda que lançou seu primeiro compacto há 35 anos e continua relevante para música.

Viva Captain Sensible.

*Renata Quirino é fã de The Damned e nova colaboradora do Vishows.

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O Bê a Bá do rock: Joan Jett no Lollapalooza Brasil

Por Renata Quirino*

Ela foi vocalista da primeira banda de rock formada só por garotas na história da música. Em carreira solo, foi recusada por vinte gravadoras e resolveu a questão da maneira mais “Do It Yourself” possível: montando seu próprio selo e vendendo milhões. É até hoje inspiração para milhares de garotas pelo mundo todo. Toca o tal do rock’ n roll. E de verdade.

Em 31 anos de carreira, essa foi a primeira vez que a eterna guitarrista da Runaways, Joan Jett, tocou no Brasil com seus Blackhearts. E valeu a espera. Jett foi uma das atrações da primeira edição do festival itinerante Lollapalooza, idealizado por Perry Farrel, vocalista do Janne’s Addiction (que também tocou no festival no segundo dia) há 30 anos em Chicago, nos Estados Unidos. A presença da roqueira foi uma das exigências de Dave Grohl, vocalista da principal atração da noite, o Foo Fighters, para tocar no festival.

O público, composto na sua maioria por garotas que veem na Joan Jett uma grande inspiração, esperava ansiosa por sua entrada.

O show começou com o grande hit “Bad Reputation”, cantado em coro pela platéia. Em seguida, outro grande hit, mas agora de sua primeira banda, as Runaways, “Cherry Bomb”. Além de compositora, Joan Jett também é uma grande intérprete e seu set-list não poderia deixar de ter as versões maravilhosas de “Do You Wanna Touch Me” de Gary Glitter, “Crimsom and Clover” da dupla Tommy James & The Shondells e, claro, “I Love Rock n Roll”, que todos pensam ser de autoria de Joan, mas que na verdade foi composta pelo The Arrows. Essa última com certeza um dos grandes momentos do show.

Joan Jett ainda apresentou três novas canções que agradaram o público: “TMI”, a punkíssima “Reality Mentality” e “Hard To Grow Up”.

Hard Rock com pegada punk e pop. Uma apresentação pura, simples e direta. Sem firulas. Como todo bom show de rock deve ser. Essa é Joan Jett.

Setlist:

  1. “Bad Reputation”
  2. “Cherry Bomb”
  3. “Light of Day”
  4. “Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)”
  5. “Victim Of Circumstance”
  6. “You Drive Me Wild”
  7. “French Song”
  8. “Love is Pain”
  9. “TMI”
  10. “Hard to Grow Up”
  11. “Naked”
  12. “Fake Friends”
  13. “Reality Mentality”
  14. “I Love Rock’n’Roll”
  15. “Crimson & Clover”
  16. “I Hate Myself For Lovin’ You”
    Bis:
  17. “AC/DC”

*Renata Quirino é fã de Joan Jett e nova colaboradora do Vishows.

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