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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

The Cure no Brasil em 2013

Se passou um ano ano e meio desde que demos uma nota aqui no blog sobre a possível passagem do The Cure aqui pelo Brasil em uma turnê pela América Latina, contudo os fãs ficaram a ver navios e nada deles passarem por aqui em 2011.

Mas agora, para a alegria geral da nação, finalmente houve uma confirmação de Robert Smith sobre a vinda de  sua banda ao Brasil. Em uma entrevista a um site mexicano ele disse que em 2013 eles vão excursionar pela América Latina e tocarão em todos os lugares possíveis, menos no Equador porque, segundo o vocalista, ninguém toca lá.

Entrevista com Robert Smith:

O The Cure é referência para quem gosta de rock alternativo e foi uma das bandas ícones dos anos 80 com suas músicas com letras emotivas como Boys don’t cry,  In Between Days e Friday I’m in love. A banda continua lançando álbuns, o último de 2008, intitulado 4:13 Dream e atualmente trabalha em um álbum novo.

E finalmente os fãs vão poder matar a saudade da banda ou vê-la pela primeira vez na vida! A última passagem do The Cure pelo Brasil foi em 1996, no Hollywood Rock, infelizmente eu não pude ir porque só tinha 9 anos de idade, mas quem foi pode contar como foi o show nos comentários só pra ir se preparando para o retorno deles.

Kings of Leon no Brasil em 2012

E eles vão voltar!

A banda Kings of Leon foi confirmada como atração do Festival Planeta Terra 2012, que acontecerá no Jockey Club no dia 20 de outubro e não mais no saudoso Playcenter. Eles virão pela terceira vez ao Brasil, após a sua última apresentação em 2010 no SWU Music and Arts Festival.

Clique e confira como foi a apresentação deles no SWU de 2010.

Em 2010 eles lançaram o álbum “Come Around Sundown”, que apresentava uma volta as raízes da banda, mas sem emplacar nenhum hit do quilate de Use Somebody, nesse meio tempo os integrantes da banda se dedicaram a sua vida pessoal mais do que a novos projetos, Matthew Followil e Natan se casaram e Caleb também se casou e acabou de se tornar pai.

A banda cancelou a sua última turnê alegando problemas pessoais de Caleb Followill, eles também estão um pouco afastados da mídia, mas costumam fazer shows competentes com um repertório forte e de responsa, eu preferiria um show só deles, mas eles são sempre bem-vindos.

Vamos aguardar para ver o que os reis vão fazer em outubro por aqui!

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte final.

Esta é a última parte do especial de cinco posts comemorativos dos 25 anos do The Smashing Pumpkins. Depois da separação cada membro seguiu seu caminho, mas Billy Corgan não conseguiria se desvencilhar da marca Smashing Pumpkins por muito tempo.

Rotten Apples: coletâneas e carreiras solo.

Com o rompimento da banda vários materiais com coletâneas e lados B inéditos foram disponibilizados. Rotten Apples, que continha dois discos, o primeiro com os maiores sucessos e o segundo com Lados B, chamado Judas Ø, foi lançado em 2.001 como uma edição limitada junto com um DVD com todos os vídeos da banda desde 1.990 até 2.000. Os vídeos das apresentações e backstages de Earphoria Live também foram relançados no formato DVD junto com um CD com todas as faixas do DVD.

Billy atualmente.

Billy atualmente.

Também em 2.001 Billy Corgan e Jimmy Chamberlin formaram o “Zwan” com Matt Sweeney e David Pajo nas guitarras e Paz Lenchantin no baixo e vocais de apoio. O disco Mary Star of The Sea foi o único da banda, que rapidamente se desfez lançando apenas o single Honestly.

Jimmy atualmente.

Jimmy atualmente.

Após o término do Zwan Billy fez pequenas turnês e shows com outras bandas. Jimmy resolveu seguir carreira solo e formou o “The Jimmy Chamberlin Complex” e em 2005 o álbum “Life Begins Again” foi lançado contando com a participação de Billy nos vocais de “Lokicat”.

James atualmente.

James atualmente.

James Iha seguiu carreira solo e fez pequenas participações com outras bandas, além de cuidar do seu próprio selo de gravação e em 2.003 ele se juntou ao supergrupo “A Perfet Circle” com Maynard James Keenan, vocalista do Tool, participando do disco eMOTIVe de 2.004, o grupo entrou em hiato nos anos seguintes, porém voltaram em 2.010 com uma turnê de inéditas.

Todavia em 2009 Iha formou o “Tinted Windows” junto com Taylor Hanson, integrante do Hanson, essa formação pouco provável resultou no disco de estúdio homônimo Tinted Windows que foi lançado junto com o single  “Kind of a Girl”, a banda fez turnês pelos Estados Unidos, mas desde 2.010 nada novo foi anunciado.

D'arcy em 2011.

D’arcy em 2011.

D’arcy Wretzky foi presa em janeiro de 2.000 após ser flagrada comprando drogas. Depois de cumprir uma pena alternativa e se reabilitar D’arcy se isolou e não fez mais nenhum pronunciamento sobre a sua antiga banda, indo cuidar de sua fazenda sem se envolver com novos projetos musicais.

Em 2.008 ela e James Iha processaram a gravadora Virgin Records por usar as músicas dos Smashing Pumpkins como ringtones sem o consentimento deles, e em uma rápida aparição em julho de 2.009 D’arcy deu uma entrevista para uma rádio em Chicago dizendo que não estava saudável o suficiente para dar continuidade a sua carreira musical.

A ex-baixista dos Pumpkins se envolveu em outro escândalo policial em 2.011 quando foi presa por não comparecer ao tribunal quatro vezes para esclarecer a fuga dos cavalos de sua fazenda em Michigan, ficando seis dias na cadeia, no mesmo ano ela foi  presa novamente, dessa vez por dirigir alcoolizada. Desde que saiu da banda em 1.999 D’arcy nunca mais falou com Billy Corgan.

O retorno: Zeitgeist e novos membros.

Billy Corgan andou amargurado desde que o Zwan se separou e disparou acusações contra os ex-membros do Smashing Pumpkins James e D’arcy, dizendo que eles haviam acabado com a banda que outrora haviam ajudado a construir. James Iha, em resposta as lamentações de Corgan, disse que só Billy tinha o poder para acabar com o grupo e que assim o fez.

Então o ex-vocalista dos Pumpkins resolveu seguir carreira solo, mas não aguentou muito tempo, e em 2.005 junto com o lançamento do seu primeiro disco solo: “The Future Embrance”, que contava com participações de Robert Smith, do The Cure, e com o single “Walking Shade”, anunciou que estava pensando em reunir o The Smashing Pumpkins.

Após um anuncio nos jornais Jimmy Chamberlin confirmou em 2.006 a sua volta ao grupo e afirmou que ele e Billy estavam começando a compor coisas novas, apesar dos rumores James Iha e Melissa Auf der Maur, substituta de Wretzky, negaram sua participação no novo trabalho da banda e Jimmy declarou que D’arcy não queria participar da reunião. Restou então a Billy Corgan contratar novos membros e Ginger Reyes assumiu o baixo enquanto Jeff Schroeder se tornou o novo guitarrista, Lisa Harriton também foi anunciada como nova tecladista e backing vocal.

O novo e aguardado álbum Zeitgeist chegou às lojas em 07 de julho de 2.007, após sete anos de hiato, ele veio cheio de expectativa pelos fãs e junto vieram os singles “Tarantula”, “Doomsday Clock” e “That’s The Way (My Love Is)”, mas o novo álbum não teve uma recepção muito boa e a banda reformada saiu em um mini-turnê tocando em lugares pequenos onde alguns fãs não aceitaram a nova fase da banda.

Em 2.008 American Gothic, um EP de quatro canções, foi  lançado pelo iTunes e em CD e em março do mesmo ano o single “SuperChrist”, uma volta ao som pesado o qual Billy sempre flertou, foi lançado como uma contribuição para a coletânea “Guitar Center” e G.L.O.W foi o último single desse ciclo e um DVD nomeado “If All Goes Wrong” contendo os bastidores da nova banda também foi lançado, nesse período.

O novo Smashing Pumpkins ia tentando se encontrar como novas gravações e shows em clubes menores quando em março de 2.009, após brigar novamente com Corgan, Chamberlin anunciou a sua saída definitiva da banda.

Faixas do álbum Zeitgeist:

1 – Doomsday Clock
2 – 7 Shades Of Black
3 – Bleeding The Orchid
4 – That’s The Way (My Love Is)
5 – Tarantula
6 – Starz
7 – United States
8 – Neverlost
9 – Bring The Light
10 – (Come On) Let’s Go!
11 – For God And Country
12 – Pomp And Circumstances

Vídeos promocionais da era Zeitgeist:

Tarantula

That’s The Way (My Love Is)

SuperChrist

G.L.O.W

Teargarden by Kaleidyscope e Oceania.

Billy Corgan acabou se tornando o único membro original da banda, que outrora foi considerada a mais rentável dos anos 90, e agora se encontrava perdido em uma década em que o rock alternativo não era mais tão relevante e os ritmos pop e eletrônicos dominavam tudo.

Apostando que o Smashing Pumpkins se tornara mais um conceito do que uma banda com integrantes fixos, Corgan anunciou em setembro de 2.009 que tinha 44 músicas prontas para serem gravadas e que iria fazer isso aos poucos distribuindo as faixas gratuitamente pela internet num álbum conceitual chamado “Teargarden by Kaleidyscope”.

Nesse meio tempo ele trocou a baixista Ginger Reyes por Nicole Fiorentino, do Veruka Salt, se livrou da tecladista Lisa Harriton e através de um concurso encontrou o baterista Mike Byrne, a quem Billy chamou de “O baterista do futuro”. Até agora as faixas de Teargarden foram soltas na internet em três EPs com doze canções no total.

Em 20 de novembro de 2010 a banda retornou ao Brasil para se apresentar como Headliner do Planeta Terra Festival (clique aqui e confira como foi o show), que ainda contou com o Pavement no Line Up.

Para a surpresa de todos, a nova baixista da banda Nicole Fiorentino revelou em 2.011 que era uma das crianças da capa de Siamese Dream e que para ela era sonho depois de adulta fazer parte da banda. Nesse mesmo ano Corgan anunciou que iria relançar os antigos álbuns da banda em edições especiais, até agora foram lançados Gish e Siamese Dream em forma de LP e CD.

Também em 2.011 foi criado o “Smashing Pumpkins Record Club (SPRC) que disponibiliza gravações raras da banda para download e nesse meio tempo a banda começou a trabalhar no seu sétimo álbum de estúdio.

Faixas de Teargarden by Kaleidyscope:

VOLUME 1: SONGS FOR A SAILOR

A Song for a Son
Astral Planes
Widow Wake My Mind
A Stitch in Time
Teargarden Theme

VOLUME 2:  THE SOLSTICE BARE

The Fellowship
Freak
Tom Tom
Spangled
Cottonwood Symphony

VOLUME 3

Lightning Strikes
Owata

Owata

Oceania,o álbum mais recente, teve as suas faixas apresentadas em alguns shows do Pumpkins reformado e seu lançamento será agora em 19 de junho de 2.012.

Estamos chegando ao fim desse especial e para mim, a banda que hoje se apresenta sob o título de The Smashing Pumpkins não é nem a metade do que foi na década passada e os integrantes atuais não podem ser comparados com D’arcy, James e Jimmy, que tinham uma personalidade e influencias muito fortes. Considero o trabalho atual mais como uma carreira solo de Billy Corgan, sem ter que se desvencilhar da sua banda do passado.

Contudo Billy finalmente se encontrou nesse novo projeto e ele mesmo admite que não pode voltar no tempo, só pode continuar fazendo o que ele gosta.

Nesses 25 anos de existência o trabalho desses músicos se tornou marca de uma geração e expressão de milhões pessoas que se identificam com as suas canções, apesar das brigas e desavenças (que toda banda grande tem) eles conseguiram garantir o seu lugar no Hall dos grandes artistas que o mundo já conheceu.

Sendo assim: Parabéns The Smashing Pumpkins pelos seus 25 anos!

Faixas do novo álbum Oceania:

1 – Quasar
2 – Panopticon
3 – The Celestials
4 – Violet Rays
5 – My Love is Winter
6 – One Diamond, One Heart
7 – Pinwheels
8 – Oceania
9 – Pale Horse
10 – The Chimera
11 – Glissandra
12 – Inkless
13 – Wildflower

Fotos da era Zeitgeist e presente.

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Esta é a quarta parte do especial de 25 anos da banda norte-americana The Smashing Pumpkins, com o sucesso do álbum Mellon Collie and The Infinite Sadness eles se tornaram referência, porém a banda estava disposta a tomar novos rumos no próximo álbum e partir para um trabalho mais focado na música eletrônica.

A era Adore: visual dark e a falta de um baterista.

Em 1.997 o Smashing Pumpkins resolveu traçar caminhos diferentes e lançou o single “Eye”, baseado em uma bateria eletrônica abrindo mão das habituais guitarras, nesse mesmo ano a banda também contribuiu para trilha sonora do filme Batman & Robin com a música “The End is the Beginning is the End”, esta canção mais tarde ganharia o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock.

Adore foi lançado em 2 de junho de 1.998 e apresentava uma nova fase da banda. Composto com uma bateria eletrônica e sintetizadores, ele não contava com a presença de Jimmy Chamberlin, que havia sido expulso da banda.

Esse álbum é marcado por tragédias na vida pessoal de Billy Corgan, que mais uma vez as traduziu para as canções do grupo, o vocalista havia acabado de se separar de Chris Fabian, sua esposa e amiga de infância, e sua mãe acabara de morrer, algumas canções do álbum falam dessa fase, como “For Martha” e “Perfect”.

Com Adore a banda adotou um visual mais limpo e ao mesmo tempo sombrio, um pouco voltado para o gótico. “Ava Adore” foi o primeiro single a ser lançado e o vídeo desta canção é um dos melhores da história dos Pumpkins, no entanto esse álbum não vendeu tanto quanto o esperado nos Estados Unidos e foi considerado um fracasso se comparado com o anterior Mellon Collie and The Infinite Sadness.

Contudo fora dos Estados Unidos o álbum teve uma recepção melhor e a banda embarcou em um turnê mundial, passando novamente pelo Brasil. Eles se apresentaram em 14 de agosto de 1.998 no Metropolitan do Rio de Janeiro, no dia 16 no Olympia em São Paulo e no dia 17 em uma histórica apresentação no extinto Programa Livre do SBT.

Para mim Adore representou o meu primeiro contato com a banda, aos dez anos de idade eu vi a primeira foto da banda (a mesma que está no topo do post) e o vídeo do single “Perfect” foi o primeiro que eu vi relacionado a eles ou seja ele mudou a minha percepção do que era considerado boa música.

Faixas do álbum Adore:

1 – To Sheila – 4:40
2 – Ava Adore – 4:20
3 – Perfect – 3:23
4 – Daphne Descends – 4:38
5 – Once Upon a Time – 4:06
6 – Tear – 5:52
7 – Crestfallen – 4:09
8 – Appels + Oranjes – 3:34
9 – Pug – 4:46
10 – The Tale of Dusty and Pistol Pete – 4:33
11 – Annie-Dog – 3:36
12 – Shame – 6:37
13 – Behold! The Night Mare – 5:12
14 – For Martha – 8:17
15 – Blank Page – 4:51
16 –  17 – 0:17

Vídeos promocionais da era Adore:

Ava Adore

Perfect

Participação no Programa Livre do SBT:

Ava Adore

Pug

A era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Jimmy Chamberlin voltou ao grupo em 1.999 e depois de uma mini-turnê eles começaram a gravar um novo trabalho, mas ao final das gravações D’arcy deixou a banda motivada por sua relação tensa com Billy Corgan e seu envolvimento com drogas. Apesar de abandonar a banda antes do lançamento do álbum o nome de D’arcy consta nos créditos.

Para substituí-la Melissa Auf der Maur, baixista do Hole, foi chamada e em 29 de fevereiro de 2.000 o quinto álbum da banda Machina/The Machines of God foi lançado.

Voltando as raízes da banda mais baseado nas guitarras e na bateria forte de Jimmy eles lançaram os singles “The Everlasting Gaze”, “Stand Inside Your Love” e “Try, Try, Try” e embarcaram na curta turnê “Sacred and Profane”. Machina foi considerado um bom álbum e tem ótimos momentos, como “Stand Inside Your Love”, mas o Rock Alternativo estava começando a perder espaço para grupos pop e cantoras teen, que agora comandavam o que os jovens ouviam nas rádios, o que resultou na péssima recepção de Machina pela mídia e causou o sentimento em Billy Corgan de que o rock estava morrendo.

Em setembro de 2.000 Machina II/The Friends & Enemies of Modern Music, o último álbum do grupo com a sua formação clássica, foi lançado em uma edição limitada em vinil e foi distribuído para amigos próximos, o mesmo tinha permissão e instruções para ser disponibilizado livremente pela internet.

Ao final de 2.000 a banda se separou após Billy, motivado pelas brigas constantes com James Iha, anunciar o seu fim antes mesmo da turnê “Sacred e Profane” acabar. A última apresentação dos Pumpkins com James Iha na guitarra aconteceu no The Metro, o mesmo lugar em Chicago onde doze anos antes a banda havia iniciado a sua carreira. O show contou com quatro horas de duração e 35 canções de toda trajetória da banda até então. Quem esteve presente recebeu uma gravação do primeiro show da banda em 10/05/1.988 e o último single “Untitled” foi lançado coincidindo com a derradeira apresentação do The Smashing Pumpkins.

Faixas do álbum Macinha/The Machines of God:

1 –  The Everlasting Gaze – 4:00
2 –  Raindrops + Sunshowers – 4:39
3 –  Stand Inside Your Love – 4:14
4 –  I of the Mourning – 4:37
5 –  The Sacred and Profane – 4:22
6 –  Try, Try, Try – 5:09
7 –  Heavy Metal Machine – 5:52
8 –  This Time – 4:43
9 – The Imploding Voice – 4:24
10 – Glass and the Ghost Children – 9:56
11 – Wound – 3:58
12 – The Crying Tree of Mercury – 3:43
13 – With Every Light – 3:56
14 – Blue Skies Bring Tears – 5:45
15 – Age of Innocence – 3:55

Faixas do álbum Machina II/The Friends & Enemies of Modern Music:

Umas das capas de Machina II

LP Duplo (CR-04)

Glass – 1:54
Cash Car Star – 3:18
Dross – 3:26
Real Love – 4:16
Go (James Iha) – 3:47
Let Me Give the World to You – 4:10
Innosense – 2:33
Home – 4:29
Blue Skies Bring Tears (versão elétrica) – 3:18
White Spyder – 3:37
In My Body – 6:50
If There Is a God – 2:08
Le Deux Machina – 1:54
Atom Bomb – 3:51

EP Um (CR-01)

Slow Dawn – 3:14
Vanity – 4:08
Satur9 – 4:11
Glass (versão alternativa) – 2:55

EP Dois (CR-02)

Soul Power (James Brown) – 3:02
Cash Car Star (versão 1) – 3:41
Lucky 13 – 3:05
Speed Kills (But Beauty Lives Forever) – 4:51

EP Três (CR-03)

If There Is a God (piano/voz) – 2:34
Try (versão 1) – 4:23
Heavy Metal Machine (mix alternativo da versão 1) – 6:47

Vídeos promocionais da era Machina/The Machines of God:

The Everlasting Gaze

Stand Inside Your Love

Try, Try, Try

Fotos da era Adore e Machina/The Machines of God:

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Essa é a terceira parte do especial de cinco posts sobre a trajetória da banda The Smashing Pumpkins. Depois de alcançar o sucesso e o reconhecimento no mainstream a ambição de Billy Corgan o levou a criar um álbum duplo o qual ele próprio chamou de “The Wall” da sua geração, e que transformou-os na banda mais rentável e uma das mais populares da década de noventa.

Mellon Collie And The Infinite Sadness: A obra prima.

Em 1.995, após a turnê de Siamese Dream acabar, Billy começou a compor as músicas para um novo álbum ambicioso, em que ele se propôs a criar um estilo novo para a banda. Para tanto resolveu trabalhar com novos produtores e deixou de lado o seu aspecto egocêntrico, permitindo que os outros membros da banda opinassem e participassem mais ativamente do processo de criação.

O período de composição do álbum foi o mais criativo da banda e resultou em mais de 60 músicas compostas em quatro meses, as quais foram editadas e diminuídas para 32 e refinadas mais  ainda no que resultou em um álbum duplo com 28 faixas.  O conceito do álbum é de que o primeiro disco representa o dia/vida e o segundo disco representa a noite/morte, com o sentido das composições se complementando num ciclo de vida e morte.

O processo de gravação foi diferente do adotado em Siamese Dream, a fim de evitar os conflitos ocorridos anteriormente, cada membro gravava a sua parte em salas separadas e ao final do dia se juntavam e discutiam acertos sobre as faixas. Esse processo foi muitas vezes exaustivo devido ao perfeccionismo de Billy Corgan, que chegava a passar 18hs trabalhando em uma música. A banda fez alguns shows fechados para testar a receptividade do público com as novas músicas, que foram muito bem aceitas, o que animou ainda mais os membros do grupo.

Em 24 de outubro de 1.995 Mellon Collie And The Infinite Sadness foi lançado, estreando em primeiro lugar na lista da Billboard. Ele chegou as lojas como um disco duplo e como um LP triplo.  O seu primeiro single “Bullet with Butterfly Wings” venceu o Grammy de melhor canção de Hard Rock, e o vídeo dessa música inaugurou a figura icônica de Billy Corgan com a palavra ZERO escrita em uma camiseta de manga longa preta e as calças prateadas. Billy chegou a declarar que esta roupa o tornava um super-herói.

A letras de Mellon Collie soam mais críticas com relação ao mundo e ao ser humano e menos voltadas para os dramas pessoais de Billy, talvez isso também tenha sido um fator para o sucesso do álbum. Quem nunca se sentiu um rato na gaiola apesar de toda a  sua raiva? Como o vocalista grita em Bullet with Butterfly Wings.

Arte do encarte do álbum

Arte do encarte do álbum

Eu particularmente recomendo a leitura das letras de cada faixa com atenção, há um que de poesia em cada uma delas, e um sentimento universal que é compartilhado nesse trabalho. A faixa inicial do álbum, que dá título ao mesmo, apenas com piano nos prepara para entrar no universo mágico da Punpkinlândia que é Mellon Collie and The Infinite Sadness.

“1979” é mais uma música que se tornou símbolo dos anos 90, com um vídeo clássico da juventude da época. E para se diferenciar ainda mais dos músicos da cena grunge Billy raspou a cabeça, criando uma imagem que se tornaria a sua marca registrada. Nesse meio tempo a banda abandonou o seu visual largado e sujo, que ainda os ligava ao cenário alternativo, e apostou num estilo mais “dark” com o vídeo do single “Zero”, trazendo a tona as novas referências visuais da banda, que mesclava o estilo alternativo com o rock gótico.

No entanto foi com o single “Tonight, Tonight” que eles se tonaram lembrados para sempre e fincaram definitivamente a sua bandeira na história do rock. A letra dessa música é uma promessa de confiança quando Billy convida-nos a tentar tornar o impossível possível por apenas uma noite, e que tudo vai ser melhor nem que seja por uma noite. “Believe in me as I believe in you…” é o que diz Billy Corgan. O vídeo dessa música é considerado o melhor clipe musical da década de 90 e recebeu vários prêmios em seu reconhecimento, ele faz referência ao filme “A Viagem à Lua” de Georges Méliès, considerado o primeiro filme de ficção científica da história.

Em janeiro de 1.996 a banda fez a sua primeira passagem aqui pelo Brasil, no extinto festival de rock Hollywood Rock, se apresentando no dia 21 em São Paulo, no estádio do Pacaembu e no dia 27 e no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose. Esta apresentação era parte da turnê mundial do álbum que se resultou um pouco desastrosa para banda: em maio de 1.996 em um show na Irlanda uma fã chamada Bernadette O’Brien morreu esmagada em meio a um mosh no meio do show.

“Thirty-Three” foi o último single lançado, já sem Jimmy Chamberlin, que em julho de 1.996 se envolveu em uma confusão após ele e um tecladista contratado da banda, chamado Jonathan Melvoin, sofrerem uma overdose que ocasionou a morte de Jonathan e a prisão de Jimmy, que pouco tempo depois foi expulso da banda.

A banda fazendo uma ponta nos Simpsons

A banda fazendo uma ponta nos Simpsons

Mellon Collie and the Infinite Sadness foi o álbum que trouxe o maior retorno financeiro para a banda, sendo o disco duplo mais vendido da década e rendendo inúmeras premiações para os Pumpkins. Transformando-os na banda mais rentável da década de 90, eles se tornaram tão populares que chegaram até a participar de um episódio dos Simpsons, o “Homerpalooza”.

Todavia, em entrevistas da época, a banda começou a afirmar que o rock convencional estava ficando sem graça e que no próximo trabalho a banda iria tomar rumos totalmente diferentes.

Faixas do álbum Mellon Colie and The Infinite Sadness:

CD/cassete

Disco 1: Dawn To Dusk
1 – Mellon Collie And The Infinite Sadness – 2:52
2 – Tonight, Tonight – 4:14
3 – Jellybelly – 3:01
4 –Zero – 2:41
5 – Here Is No Why – 3:45
6 – Bullet with Butterfly Wings – 4:18
7 – To Forgive – 4:17
8 – Fuck You (An Ode To No One) – 4:51
9 – Love – 4:21
10 – Cupid De Locke – 2:50
11 – Galapogos – 4:47
12 – Muzzle – 3:44
13 – Porcelina Of The Vast Oceans – 9:21
14 – Take Me Down – 2:52

Disco 2: Twilight To Starlight
1 – Where Boys Fear To Tread – 4:22
2 – Bodies – 4:12
3 – Thirty-Three – 4:10
4 – In The Arms Of Sleep – 4:12
5 – 1979 – 4:25
6 – Tales Of a Scorched Earth – 3:46
7 – Thru The Eyes Of Ruby – 7:38
8 – Stumbleine – 2:54
9 – X.Y.U. – 7:07
10 – We Only Come Out At Night – 4:05
11 – Beautiful – 4:18
12 – Lily (My One And Only) – 3:31
13 – By Starlight – 4:48
14 – Farewell And Goodnight – 4:22

The Aeroplane Flies High: A compilação de Lados B.

Caixa da coletânea The Aeroplane Flies High

Caixa da coletânea The Aeroplane Flies High

Com o sucesso do álbum Mellon Collie a banda posteriormente lançou uma coletânea chamada The Aeroplane Flies High, uma compilação de faixas que não entraram na edição final do álbum duplo e covers de bandas que influenciaram os Pumpkins.

Dividido em cinco discos que continham os singles lançados pela banda e mais lados b das gravações de Mellon Collie and The Infinite Sadness e covers, além de um livro pôster com fotos de bastidores. The Aeroplane Flies High é considerado uma edição de colecionador, pois só foram lançados 200.000 cópias, que se esgotaram rapidamente, levando a gravadora a produzir uma segunda edição em número menor.

Faixas dos cinco discos de The Aeroplane Flies High:

Disco 1: “Bullet With Butterfly Wings”
1 – Bullet with Butterfly Wings (Billy Corgan) – 4:16
2 – …Said Sadly (com Nina Gordon) (James Iha) – 3:09
3 – You’re All I’ve Got Tonight (Ric Ocasek) – 3:10*
4 – Clones (We’re All) (David Carron) – 2:43**
5 – A Night Like This (Robert Smith) – 3:36***
6 – Destination Unknown (Dale Bozzio/Terry Bozzio/Warren Cuccurullo) – 4:14****
7 – Dreaming (Debbie Harry/Chris Stein) – 5:11*****

*”You’re All I’ve Got Tonight” é uma versão cover de uma música da banda The Cars do álbum The Cars.
**”Clones (We’re All)” é uma versão cover da banda de Alice Cooper do álbum Flush the Fashion.
***”A Night Like This” é uma versão cover da banda The Cure, do álbum The Head on the Door.
****”Destination Unknown” é uma versão cover da banda Missing Persons, do álbum Spring Session M.
*****”Dreaming” é uma versão cover da banda Blondie, do álbum Eat to the Beat.

Disco 2: “1979”
1 – 1979 (Corgan) – 4:28
2 – Ugly (Corgan) – 2:52
3 – The Boy (Iha) – 3:04
4 – Cherry (Corgan) – 4:02
5 – Believe (Iha) – 3:15
6 – Set the Ray to Jerry (Corgan) – 4:10

Disco 3: “Zero”
1 – Zero (Corgan) – 2:39
2 – God (Corgan) – 3:09
3 – Mouths of Babes (Corgan) – 3:46
4 – Tribute to Johnny (Iha/Corgan) – 2:34 (instrumental)******
5 – Marquis in Spades (Corgan) – 3:17
6 – Pennies (Corgan) – 2:28
7 – Pastichio Medley (Corgan) – 23:00*******

******”Tribute to Johnny” é um tributo à Johnny Winter, um dos guitarristas favoritos de Billy Corgan e James Iha.
*******”Pastichio Medley” é uma junção dos riffs de várias jams gravadas após Siamese Dream e antes do lançamento de Mellon Collie and the Infinite Sadness. Isto inclui: “The Demon”, “Thunderbolt”, “Dearth”, “Knuckles”, “Star Song”, “Firepower”, “New Waver”, “Space Jam”, “Zoom”, “So Very Sad About Us”, “Phang”, “Speed Racer”, “The Eternal E”, “Hairy Eyeball”, “The Groover”, “Hell Bent for Hell”, “Rachel”, “A Dog’s Prayer”, “Blast”, “The Black Rider”, “Slurpee”, “Flipper”, “The Viper”, “Bitch”, “Fried”, “Harmonia”, “U.S.A.”, “The Tracer”, “Envelope Woman”, “Plastic Guy”, “Glasgow 3am”, “The Road Is Long”, “Funkified”, “Rigamarole”, “Depresso”, “The Streets Are Hot Tonite”, “Dawn At 16”, “Spazmatazz”, “Fucker”, “In the Arms of Sheep”, “Speed”, “77”, “Me Rock You Snow”, “Feelium”, “Is Alex Milton”, “Rubberman”, “Spacer”, “Rock Me”, “Weeping Willowly”, “Rings”, “So So Pretty”, “Lucky Lad”, “Jackboot”, “Milieu”, “Disconnected”, “Let Your Lazer Love Light Shine Down”, “Phreak”, “Porkbelly”, “Robot Lover”, “Jimmy James”, “America”, “Slinkeepie”, “Dummy Tum Tummy”, “Fakir”, “Jake”, “Camaro”, “Moonkids”, “Make It Fungus”, “V-8”, “Die”.

Disco 4: “Tonight, Tonight”
1 – Tonight, Tonight (Corgan) – 4:15
2 – Meladori Magpie (Corgan) – 2:41
3 – Rotten Apples (Corgan) – 3:02
4 – Jupiter’s Lament (Corgan) – 2:30
5 – Medellia of the Gray Skies (Corgan) – 3:11
6 – Blank (Corgan) – 2:54
7 – Tonite Reprise (Corgan) – 2:40*********

********”Tonite Reprise” é uma versão solo acústica de “Tonight, Tonight” com pouquíssimas alterações nas letras. Esta versão também aparece em um dos LPs de Mellon Collie.

Disco 5: “Thirty-Three”
1 – Thirty-Three (Corgan) – 4:10
2 – The Last Song (Corgan) – 3:55
3 – The Aeroplane Flies High (Turns Left, Looks Right) (Corgan) – 8:31
4 – Transformer (Corgan) – 3:25
5 – The Bells (Iha) – 2:17
6 – My Blue Heaven (George Whiting/Walter Donaldson) – 3:20

Vídeos promocionais da era Mellon Collie and The Infinite Sadness:

Bullet with Butterfly Wings

1979

Zero

Tonight Tonight

Thirty-Three

Fotos  da era Mellon Collie and The Infinite Sadness:

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Esta é a segunda parte do especial de cinco posts comemorativos dos 25 anos do grupo de Rock Alternativo The Smashing Pumpkins. Apesar das brigas e instabilidades dos integrantes originais, a banda conseguiu se firmar no cenário alternativo e no mainstream com seu segundo álbum de estúdio Siamese Dream, a partir daí se tornaram conhecidos no mundo todo com músicas que entraram para história do rock.

Siamese Dream: O reconhecimento.

Cansados de serem comparados com as outras bandas da época e de serem taxados de grunges (mesmo tendo contribuído com o single “Drown” para a trilha sonora do filme Vida de Solteiro (The Singles), que se passava na cena grunge de Seatlle.) e pressionados para lançar um álbum que tivesse tanto sucesso quanto Nevermind do Nirvana, Billy e cia. iniciaram o árduo processo de gravação de seu segundo álbum.

Em meio as escapadas de Jimmy para comprar drogas e as constantes brigas de James e D’arcy pelo rompimento do namoro, Billy se afundava em uma forte depressão, que o fez até cogitar o suicídio. Nesse clima, eles depositaram todas as suas esperanças na gravação do novo trabalho e se ele não trouxesse o retorno esperado o futuro da banda entraria em jogo.

Por causa de sua depressão, Billy resolveu fazer terapia para superar o seu bloqueio criativo e como a maior parte dos problemas incluía os outros membros da banda todos foram levados para a sala do terapeuta, essas sessões foram gravadas e disponibilizadas posteriormente. A maioria das composições das letras do álbum foram influenciadas por esse período.

Reza a lenda que Billy Corgan gravou todas as linhas de baixo e guitarra do álbum, já que D’arcy ainda não tinha habilidade para acompanhá-lo e James, às vezes, se recusava a gravar, isso nunca foi confirmado, mas Billy já se estabelecia, aos olhos da mídia, como um tirano perfeccionista e genioso.

Siamese Dream foi lançado em 27 de Julho de 1.993 e mesclava as principais influências da banda, como o shoegaze, rock psicodélico, dreampop, heavy metal e pop rock dos anos 70. Billy lançou mão do overdubbing, mesclando várias camadas de guitarras com efeitos em uma mesma música, o que tornava algumas músicas dos Pumpkins quase impossíveis de serem tocadas ao vivo. As faixas alternavam períodos de suavidade com momentos mais pesados e agressivos.

Cherub Rock, o primeiro single a ser lançado, conseguiu a primeira indicação da banda ao Grammy, como melhor performance de Hard Rock e Rock Alternativo. Today, o segundo single lançado, teve seu vídeo exibido a exaustão pela MTV. Uma curiosidade sobre ele é que quando Billy era criança, viu um vendedor de sorvetes se demitir e jogar tudo para o alto, situação que inspirou o vídeo. Essa música entrou para a história dos Pumpkins e até hoje é lembrada como um dos símbolos dos anos 90, assim como Disarm, o terceiro single, canção catártica em que Billy expõe seus sentimentos e a sua conturbada relação com seu pai. O último single se chama Rocket e a festa das guitarras acontece nessa música, é quase uma overdose.

Siamese Dream conseguiu com êxito mesclar ótimas canções de Hard Rock, como Quiet, com melodias mais leves como Today e Luna, além de ser uma obra em que Billy conseguiu incluir aspectos de sua história pessoal, como em Spaceboy, música dedicada ao seu irmão deficiente ou em Soma, em que tema era a sua esposa na época. A própria capa do álbum faz referência a relações de irmãos e o título “Siamese Dream” é o que Billy queria construir no álbum, um lugar de sonhos em que as pessoas pudessem ser levadas para a terra da Pumpkinlândia.

Faixas do álbum Siamese Dream:

1 – Cherub Rock – 4:58
2 – Quiet – 3:41
3 – Today – 3:19
4 – Hummer – 6:57
5– Rocket – 4:06
6 – Disarm – 3:17
7 – Soma – 6:39
8 – Geek U.S.A. – 5:13
9 – Mayonaise – 5:49
10 – Spaceboy – 4:28
11 – Silverfuck – 8:43
12 – Sweet Sweet – 1:38
13 – Luna – 3:20

Pisces Iscariot: Lados-B e raridades.

Com o sucesso de Siamese Dream o grupo lançou posteriormente a coletânea de lados-B e demos Pisces Iscariot, que reunia faixas que não entraram nos álbuns Gish e Siamese Dream. Ele superou o segundo álbum na sua estreia entrando em 4º lugar na lista da Billboard em vendagens de discos enquanto Siamese entrou em 10º na sua estreia.

Starla, é uma canção do álbum que tem uma história interessante: Ao conhecer uma garota em uma festa e perguntar o seu nome Billy achou que ela se chamasse “Starla” e adorou o nome, resolvendo fazer uma música em homenagem a graça da moça. Um tempo depois ao reencontrar a garota e mostrar a canção que tinha feito, ele recebeu o notícia de que ouvira o nome dela errado e que seu nome real era “Darla”, ficou o constrangimento e uma ótima música.

Nesse período também foi lançando Vieuphoria, uma compilação de vídeos contendo performances ao vivo em programas de TV e festivais, além de cenas de bastidores e as sessões de análise por quais a banda passou.

Faixas do álbum Pisces Iscariot:

1 – Soothe – 2:36
2 – Frail and Bedazzled – 3:17
3 – Plume – 3:37
4 – Whir – 4:10
5 – Blew Away – 3:32
6 – Pissant – 2:31
7 – Hello Kitty Kat – 4:32
8– Obscured – 5:22
9 – Landslide– 3:10
10 – Starla – 11:01
11 – Blue – 3:19
12 – A Girl Named Sandoz – 3:34
13 – La Dolly Vita – 4:16
14 – Spaced – 2:24

A banda conseguiu todo o reconhecimento desejado com esses trabalhos e se firmou como um dos artistas da década. Billy conseguiu se igualar ao Nevermind ao lançar Siamese Dream, mas para a sua ambição se tornar completa ainda faltava criar a obra prima de sua carreira.

Vídeos promocionais da era Siamese Dream:

Cherub Rock

Today

Disarm

Rocket

Fotos da era Siamese Dream:

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Confira a primeira parte do especial: Parte 1 – O início e a era Gish.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

Especial 25 anos de The Smashing Pumpkins: Parte 1 – O início e a era Gish.

Em 2.012 a banda norte-americana The Smashing Pumpkins comemora 25 anos do fatídico dia em 1.987, quando James Iha conheceu Billy Corgan numa loja de discos em Chicago e deram início à uma banda criadora de músicas inesquecíveis que marcaram uma geração e até hoje fazem sucesso.

Por uma dessas coincidências da vida, o ano de formação da banda é o mesmo em que eu nasci. Ainda na minha infância por meio das extintas rádios de “bom rock” conheci  os Pumpkins e cresci com as letras de Billy Corgan na cabeça, com o passar dos anos o meu interesse jamais diminuiu.

Este especial de 25 anos será uma série com 5 posts em homenagem ao grupo, relembrando a trajetória da banda, com vídeos, textos e fotos de como ela influenciou uma geração.

O início

Em 1.987 Billy Corgan, aos 19 anos, volta para Chicago após o término de sua primeira banda chamada The Marked, nome que fazia referência à uma marca de nascença que ele carrega no braço. Ainda com planos de montar uma nova banda ele começa a trabalhar numa loja de discos, onde, reza a lenda, conheceu James Iha e percebeu que ambos tinham várias coisas em comum.


James tocava guitarra em uma banda chamada Snake Train e recebeu um convite para começar uma banda com Billy, cujo o nome ele já tinha pensado: Smashing Pumpkins, esse nome, segundo os antigos integrantes, surgiu de uma piada que Billy adorava contar. Inicialmente James era o guitarrista, Billy o baixista e eles usavam uma bateria eletrônica para compor.


Numa casa noturna em Chicago no ano de 1988, Billy conheceu D’arcy Wretzky, quando ela discordou dele numa conversa sobre bandas, os dois acabaram iniciando uma pequena discussão, no meio da briga ela disse que tocava baixo e Billy se interessou, ele deu seu telefone dizendo para ela ligar caso estivesse interessada em fazer um teste. D’arcy ligou e apareceu para o teste, mas ficou muito nervosa na hora e não conseguiu acertar nada, no entanto Billy gostou do jeito da moça e convidou-a para integrar o grupo. Nesse época D’arcy começou um namoro com James Iha, e até hoje ela diz odiar o nome que Billy escolheu para a banda.


Agora só faltava um baterista e Jimmy Chamberlin foi o último a se integrar ao grupo, após um amigo de Corgan indicá-lo. As referências musicais de Jimmy eram todas do Jazz e ele não estava por dentro do cenário de rock alternativo da época, contudo sua inclusão na banda foi decisiva para definir o som que os Pumpkins desenvolveriam durante os próximos anos, permitindo-os sair de influências de um rock mais triste, como o do The Cure, e investir em um som mais pesado.

A era Gish

Em 1.990, depois de lançarem alguns singles como  “I Am One” e “Tristessa“, eles assinaram com uma gravadora e em maio de 1.991 lançaram o seu primeiro álbum de estúdio nomeado Gish.

O nome do álbum faz referência ao sobrenome de uma atriz do cinema mudo, Lillian Gish, de quem a mãe de Billy gostava. D’arcy fez as artes da capa, contracapa e encarte do álbum e James comprou a sua primeira Gibson Les Paul com esse trabalho.

Nesse período eles conseguiram um pequeno reconhecimento na cena alternativa e foram erroneamente taxados de “Grunges” por terem surgido na mesma época que bandas como Nirvana e Pearl Jam e terem um visual semelhante, frequentemente sendo vistos nos mesmos lugares, houve até uma pequena rixa entre Billy Corgan e Kurt Cobain por causa de Courtney Love, a eterna vadia do Rock Alternativo.

Na turnê de divulgação de Gish, que não teve muito sucesso se comparado com os álbuns que estouram na época como Nevermind, o caldo da banda desandou um pouco: Jimmy acabou se viciando em drogas pesadas, D’arcy e James terminaram o namoro e Billy entrou em depressão, iniciando o processo de composição das músicas do segundo álbum da banda que traria o reconhecimento tão desejado, mas também abalaria ainda mais a frágil estrutura da banda.

Faixas do álbum Gish:

1 – I Am One – 4:07
2 – Siva – 4:20
3 – Rhinoceros – 6:32
4 – Bury Me – 4:48
5 – Crush – 3:35
6 – Suffer – 5:11
7 – Snail – 5:11
8 – Tristessa – 3:33
9 – Window Paine – 5:51
10 – Daydream – 3:08
I’m Going Crazy (faixa oculta) – 0:30

Vídeos promocionais da era Gish:

I am one

Siva

Rhinoceros

Fotos da era Gish:

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Confira a segunda parte do especial: Parte 2 – A era Siamese Dream.

Confira a terceira parte do especial: Parte 3 – A era Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Confira a quarta parte do especial: Parte 4 – A era Adore, a era Machina/The Machines of God e o fim repentino.

Confira a quinta parte do especial: Parte final.

Você vai ao Lollapalooza? Sim, vou ver Foo Fighters!

Por Joana Cabrera*

E depois da maratona no site, consegui comprar o ingresso do Festival Lollapalooza. Não sei se só eu tenho essa “neura” de ver os ingressos acabarem, então mesmo não fazendo questão do segundo dia, comprei na pré-venda. Imaginava todos os órfãos de Nirvana querendo ir ver o Dave, por isso corri! E lá se foi uns bons 4 meses de espera! Faltando um mês, ou menos para o show no Brasil surge a notícia do cancelamento de shows do FF na Ásia à pedido dos médicos do Dave para que ele poupasse sua voz, isso me deixou com um friozinho na barriga! Mas vamos manter a calma, nada a respeito da América do Sul. Ufa!

E lá vamos nós, nem dei uma olhadinha no resto do evento, cheguei e fui direto para a frente do palco Cidade Jardim, a qual já estava tomada por volta das 14 horas. Vi o Rappa e Tv on the Radio (silêncio). Desculpem-me os fãs, mas quem é Tv on the radio!? Se os fãs existem, eles não gostam de FF! Não vi ninguém cantando, nem ao menos se mexendo ao som da banda. As pessoas bocejavam! Só ajudou o tempo a passar mais rápido…e enfim 20:30!

O Foo Fighters entra pontualmente às 20:30 e abre o show com “All my life”, como já era esperado. E como esperávamos!

Não sei dizer em qual momento cantamos mais, não dava tempo de ficar em silêncio! Eles emendavam uma música na outra, parando às vezes para alguma brincadeira do Dave. Tocaram “Times Like These” e “Rope”, música que eu jurava que não tinha cara de show, pois a acho muito calminha e eles mandaram logo na terceira! Tocaram “The Pretender”, “My Hero” e o clássico “Learn to Fly”. E quando a guitarra de “White Limo” começou todo mundo veio a loucura! Essa é a música mais pesada do CD mais recente da banda chamado “Wasting Light”. No total o álbum lançado em 2011 teve 5 de suas músicas contempladas no show que continuou, e como se minha rouquidão já não estivesse voltando depois de “White Limo”, tocaram “Arlandria”… e a pergunta que não quer calar, quem será “Arlandria”?? Mas em seguida me esqueci da “Arlandria”! Começou “Breakout”!!! Acho que nunca pulei tanto na minha vida! Todo mundo ficou louco, literalmente!

E agora o momento que todos os órfãos de Nirvana sonhavam! Depois de tocarem Breakout o Dave começou a apresentar a banda. E a cada apresentação nós começávamos o coro de “Solo! Solo!”, e fomos atendidos todas as vezes. Depois do solo do Taylor, ele apresenta o Dave, dizendo que só estava ali por causa dele, e ele que escrevia aquelas músicas fodas (não me lembro muito bem, meu cérebro tradutor estava meio surtado naquele momento), começamos o coro de “Solo! Solo!” novamente e pasme! O Taylor se levanta e diz “Acho que eles querem que você toque a bateria” e ele foi! Tocaram “Cold Day in the Sun” com Taylor nos vocais e Dave na bateria. Nem preciso comentar né?!

Tocaram “Long Road to Ruin” e antiguinha “Big Me”, seguiram com o cover do Queens of the Stone Age, “Stacked Actors”, com direito a duelinho de guitarra.

Tocaram “Walk”, “Generator”, “Monkey Wrench” quando brincou que estava sem voz! E pediu que cantássemos com ele! Tocou “Hey, Johnny Park!”, “This is a Call”, o cover “In the Flesh?” e a linda “Best of You”, eu voltaria no tempo só para ver a cara de emocioando do Dave olhando para nós e nossas plaquinhas de “OH”.

Deram uma pausa antes de voltar, e claro que ele apareceu no telão pra fazer inveja bebendo uma cerveja enquanto nós morríamos lá embaixo! E brincava com o Taylor dizendo que só iria tocar mais uma música. Tá aí alguém que ama e se diverte com o que faz.

Voltaram pra fechar com chave de ouro e tocaram “Enough Space”, a antiguinha “For All the Cows”, “Dear Rosemary” e eis que surge a Joan! Exclusividade nossa, tocaram duas músicas juntos, “Bad Reputation” e “I Love Rock ‘n’ Roll” e dedicando a música à nós, fechou com “Everlong”.

O setlist não mudou muito para o tocado na Argentina. Adorei ver a Joan Jett tocar “Bad Reputation” e “I Iove Rock and Roll”, mas senti muita falta de “These Days” e “I should have know”!

Mesmo com um show de quase duas horas e quarenta, foi pouco para uma banda com 17 anos de carreira e 7 álbuns na bagagem! Muitos clássicos e muitas músicas boas que nem se quer chegaram perto do setlist! Um show completo, sem correções.

Apesar de ouvir muitos comentários sobre os shows no Chile e de ter visto o show da Argentina, posso dizer que ele se empenhou o máximo em todos.

Dave gritou até sua garganta não agüentar e ainda brincava conosco dizendo para cantarmos juntos e o mais alto que conseguíssemos.

Saiu carregando a bandeira do Brasil de lembrança… e é bom que essa bandeira se mantenha à vista mesmo… para que se lembrem de voltar!

E essa é minha lembrança do Lolla, eu fui? Sim, eu vi Foo Fighters!

Setlist:

All My Life
Times Like These
Rope
The Pretender (“Custard Pie” Interlude)
My Hero
Learn to Fly
White Limo
Arlandria
Breakout
Cold Day in the Sun (Com Dave Grohl na bateria e Taylor Hawkins)
Long Road to Ruin
Big Me
Stacked Actors (with “Feel Good Hit of the … more)
Walk
Generator
Monkey Wrench
Hey, Johnny Park!
This is a Call
In the Flesh? (Pink Floyd cover)
Best of You

Encore:
Enough Space
For All the Cows
Dear Rosemary
Bad Reputation (com Joan Jett)
I Love Rock ‘n’ Roll (The Arrows – com Joan Jett)
Everlong

*Joana Cabrera é fã do Foo Fighters e colaboradora do Vishows.

Nada Surf fará shows no Brasil em 2012

A banda americana Nada Surf virá ao Brasil para uma turnê do álbum “The stars are indifferent to astronomy”. Os shows serão em São Paulo (Cine Joia) no dia 25 de abril, Curitiba (Music Hall) no dia 28 e, no dia 1º de maio, a banda tocará na Argentina, em Buenos Aires (Niceto Club). Depois eles voltam ao Brasil e se apresentam em Belém (Se Rasgum Apresenta) no dia 4, encerrando a sequência de shows em Fortaleza (Orbita Bar) em 5 de maio.

O Nada Surf, formado por Matthew Caws (Guitarra e vocal), Ira Elliot (Bateria e vocais de apoio) e Daniel Lorca (Baixo e vocais de apoio), é um grupo de rock alternativo que ficou conhecido nos anos noventa pelo hit “Popular”. Em 2004 a banda já havia passado por aqui e após uma longa espera dos fãs eles finalmente anunciaram a sua volta ao país.

Confesso que conheço poucas músicas dessa banda, apesar dela fazer parte do período musical que mais me atrai, o do rock alternativo dos anos noventa, dei uma ouvida no álbum novo e gostei bastante, os shows pelo Brasil prometem ser ótimos e os ingressos para as apresentações no Cine Jóia em São Paulo estão quase esgotados.

Para mais informações sobre ingressos ou para conhecer mais sobre a banda acesse a página da banda http://www.nadasurf.com/.

Duelo de supergrupos: Mad Season X Temple of The Dog

Essa é para quem gosta das bandas se Seattle e de música boa, já imaginou duas bandas com alguns dos maiores nomes da música da década de noventa?

Pois elas existem, são elas Mad Season e Temple of The Dog, ambas só lançaram um álbum e definitivamente entraram para história.

Mad Season

O Mad Season foi uma banda formada pelo guitarrista Mike McCready do Pearl Jam, o vocalista Layne Staley do Alice in Chains, o baterista Barrett Martin do Screaming Trees e o baixista John Baker Saunders do The Walkabouts e contou com participação de Mark Lanegan, vocalista do Screaming Trees, em algumas faixas do único álbum da banda “Above” (1995).

A banda fazia um som experimental que misturava Blues e Hard Rock. Criou pérolas como River of Deceit e Long Gone Day, que conta a participação de Lanegan.

Eles fizeram muito sucesso com o single River of Deceit e alcançou algumas posições nos principais rankings da época, como o da Billboard.

Infelizmente a banda só fez uma pequena turnê, o tão sonhado segundo álbum nunca veio a tona e com as mortes de Layney e John o grupo teve o seu fim definitivo.

Faixas:

1. Wake Up
2. X-Ray Mind
3. River of Deceit
4. I’m Above
5. Artificial Red
6. Lifeless Dead
7. I Don’t Know Anything
8. Long Gone Day
9. November Hotel
10. All Alone

Mad Season – River Of Deceit

Mad Season – Long Gone Day

Mad Season – I Don’t Know Anything

Temple of the Dog

Já o Temple of the Dog foi formado em Seattle, em 1990, por Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, como um tributo a Andrew Wood, vocalista do Malfunkshun e do Mother Love Bone que era amigo de Cornell e morreu de overdose de heroína. A banda lançou apenas um ábum intitulado “Temple of The Dog” (1991).

Stone Gossard (Pearl Jam) na guitarra rítmica, Jeff Ament (Pearl Jam) no baixo (ex-membros do Mother Love Bone), Mike McCready (Pearl Jam) na guitarra líder, Matt Cameron (Soundgarden) na bateria integravam a banda e Eddie Vedder (Pearl Jam) fazia um dueto com Cornell em “Hunger Strike” e os vocais de apoio. Essa banda é considerada o embrião do que viria a ser o Pearl Jam e Mike McCready futuramente iria integrar o Mad Season.

Só pelo nomes acima já era de se esperar um álbum fora do comum, porém o reconhecimento só veio após os integrantes da banda formarem o Pearl Jam e estourarem com álbum Ten.

O Single Hunger Strike fez muito sucesso nas rádios, contudo a banda reuniu-se poucas vezes em apresentações ao vivo e lançaram apenas o álbum de tributo, já que essa era a intenção principal da banda. Eventualmente Chris Cornell se une aos caras do Pearl Jam e relembra alguns singles da banda, mas infelizmente esse era um projeto paralelo que não tinha intenção de perdurar.

Faixas:

1. Say Hello To Heaven
2. Reach Down
3. Hunger Strike
4. Pushin’ Forward Back
5. Call Me A Dog
6. Times of a Trouble
7. Wooden Jesus
8. Your Saviour
9. Four Walled World
10. All Night Thing

Em um duelo fictício entre esses dois grupos dos sonhos de qualquer criança roqueira quem sairia vencedor? Eu só posso concluir que seriam os fãs.

PJ20 – Temple of the Dog – Say Hello 2 Heaven

Temple of the Dog – Hunger Strike

Pearl Jam deixa o Morumbi pequeno em show épico!


Na última sexta-feira, dia 4 de novembro, o Pearl Jam se apresentou no estádio do Morumbi lotado e provou porque é considerado um dos maiores grupos de rock que já existiram. Comemorando vinte anos de estrada esse ano, a banda deixou o Morumbi pequeno num show inesquecível.

Após quase seis anos aguardando para vê-los novamente, depois de presenciar a primeira passagem deles por aqui em 2005 e ir à loucura, eu pude matar toda a saudade de um grande show de rock e de um set list impecável. Não mudaria nenhuma música daquela noite.

O grupo punk X” abriu o show, não consegui pegar a apresentação inteira, pois chegar ao Morumbi numa sexta-feira a noite em São Paulo foi uma verdadeira odisseia, sem contar os atrasos dos amigos que iam junto… Consegui chegar antes do show principal começar.

Às 21:17 h os caras entraram no palco já mandando ver com “Go”, a mesma música de abertura do show de sexta-feira em 2005 (como esquecer?), a loucura começou ali! Em seguida, já dizendo a que vieram, engataram Do the evolution” e o estádio veio a baixo com o refrão “It’s evolution baby!”.

“Severed hand”, “Hail hail” e “Got some”, faixa do álbum mais recente Backspacer, mantiveram o ritmo acelerado do começo do show. “Elderly woman behind the counter in a small town” deu uma desacelerada, porém “Given to fly”, uma das minhas favoritas, pôs todo mundo pra cantar o refrão.

“Gonna see my friend” antecedeu a belissíma “Wishlist”“Amongst waves”, “Setting forth”“Not for you”, com cover de “Modern girl”, fizeram a alegria dos fãs que conhecem toda a trajetória de 20 anos de carreira da banda. No entanto o pessoal que estava ali principalmente pelos sucessos dos álbuns Ten e VS e pelos hits que tocavam nas rádios, parecia meio desanimado desconhecendo algumas canções incríveis, mas que não tocam nas rádios.

Foi então que veio a paulada na cabeça da galera: “Even flow” fez o estádio tremer e levantou até defundo da cova! Loucura, loucura, loucura!

“Unthought unknown” é linda e trouxe uma energia muito forte para o público. A excelente “The Fixer”, também do álbum Backspacer, é uma das letras mais positivas da banda e me fez querer ficar ali para sempre! Pena que maioria da audiência não conhecia a letra…

“Once” abriu caminho para “Black” um dos melhores momentos do show com o público entrando em êxtase absoluto. Essa não podia faltar! Os caras deixaram o palco ao som do coro da galera e muitas pessoas já se perguntavam se “Jeremy” não iria rolar. Após um tempo, como sempre acontece nos shows do Pearl Jam, eles voltaram com “Just breathe”, outra do álbum Backspacer, ela se somou as músicas que eu queria ouvir naquela noite, eu estava torcendo para tocar, pois a letra é muito bonita.

Eddie Vedder disse que parte de “Inside job” foi composta em um hotel em São Paulo em 2005, portanto não podia faltar nesse retorno da banda, concordo inteiramente com ele. “State of love and trust” foi outra paulada que levantou a galera, ótima! A batida de “Why go” começou, mas foi “Ole” que eles tocaram, “Why go” veio em seguida para destruir ainda mais o Morumbi.

Para delírio da galera veio “Jeremy” e a essa altura o público já tinha enlouquecido! Mesmo após a segunda retirada da banda todo o estádio continuou cantando em uníssono o final da música: UOOOOOOOOO ÔÔÔ ÔÔÔ ÔÔÔ! Não tenho palavras para descrever esse momento.

A banda voltou ao palco, dessa vez para o último Bis. “Last kiss” trouxe de volta toda a nostalgia de ouvir música boa tocando no rádio, bons tempos, boa música. O riff de “Better man” trouxe outro grande momento para um show que já estava incrível e ficou ainda melhor! Ao final da música Eddie improvisou com um “We belong togheter” no refrão e o estádio novamente respondeu em coro.

“Spin the black circle” antecedeu “Alive” que colocou o estádio abaixo e acabou de demolir o que faltava, só ficou o pó! Esse foi o último grande momento do show que ainda teve espaço para o cover de “Baba O’Riley” do The Who e quando as luzes já estavam acessas e o pessoal achando que eles já tinham fechado a banca, eis que “Yellow ledbetter” aparece como a cartada final dos caras de Seatlle, linda balada! Eles fecharam com chave de ouro um dos melhores shows que eu já presenciei, e olha que em 2005 também foi incrível e já fui em shows de bandas de responsa tão boas quanto o Pearl Jam.

Eddie Vedder conversou bastante com o público e pediu desculpas pelo seu português de merda, nas palavras dele, também perguntou se estavam todos bem, como sempre, mostrando todo o carisma de um grande vocalista. Até quando errou a nota da música fez graça com o público e se desculpou pela demora para voltar ao Brasil. E ainda anunciou os integrantes da banda com seu português esforçado.

Ir à um show do Pearl Jam não tem preço, quem é fã sabe, e conseguir estar presente em duas passagens da banda por aqui é melhor ainda!

Eles serão sempre bem-vindos!

Set 1

Go
Do The Evolution
Severed Hand
Hail, Hail
Got Some
Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Given To Fly
Gonna See My Friend
Wishlist
Amongst The Waves
Setting Forth
Not For You / Modern Girl
Even Flow
Unthought Known
The Fixer
Once
Black

Encore 1

Just Breathe
Inside Job
State Of Love And Trust
Olé
Why Go
Jeremy

Encore 2

Last Kiss
Better Man / Save it for Later / I Wanna Be Your Boyfriend
Spin The Black Circle
Alive
Baba O’Riley
Yellow Ledbetter

Os set lists dos outros shows no Brasil podem ser encontrados no site da banda clique aqui e confira.

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