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Saiba o que rolou na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Por Renata Quirino

Rolou na última quinta-feira a primeira edição do Sub Pop Festival (sim, aquela gravadora de Seattle culpada – no melhor sentido da palavra – por lançar Nirvana, Soundgarden entre outros lá no começo dos anos 90). O evento trouxe Obits, METZ e Mudhoney na recém aberta Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de maio o festival passou por São Paulo e Goiânia e antes de desembarcar no país passou também por algumas cidades da América do Sul.

Antes de falar sobre as apresentações, devo destacar a casa de shows que foi inaugurada em janeiro desse ano. O som da casa é muito bom, o lugar é espaçoso e, principalmente, é um local de fácil acesso, a alguns metros do metrô Barra Funda.

Ao chegar na Audio, em torno das 21h, conversei com alguns amigos que já estavam lá há algum tempo e eles me relataram que os ‘produtores’ (esse foi o termo que eles usaram) estavam colocando várias pessoas de graça no festival para poder encher a casa e lucrar pelo menos com a venda de bebidas. Uma pena.

Realmente quando entrei na Audio Club haviam pouquíssimas pessoas e lá fora o movimento ainda não era dos maiores. Talvez a baixa procura por ingressos seja porque era… quinta feira. QUINTA FEIRA. Sério mesmo? Fazer um festival numa quinta feira com previsão de acabar à 1h da manhã (e que na verdade encerrou às 2h)? Isso pode explicar muita coisa.

A primeira banda a subir ao palco foi o Obits. Som bacana, mas show com apenas alguns bons momentos do meio para o final. O público recebeu bem, mas dispersava em boa parte do tempo, conversando e tirando fotos e fotos e mais fotos para postar nas redes sociais que tava curtindo muito o Sub Pop Festival (!). Bom, para resumir, posso dizer que enquanto eu via os caras só sentia vontade de ir buscar mais uma cerveja no bar e aguardar as próximas bandas. Quer ouvir o som do Obits? Então clica aqui e veja a performance dos caras na KEXP.

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Em seguida, o Metz sobe ao palco. O Metz. Ah, o Metz. Grata surpresa! Que show! Já tinha lido algumas resenhas e recomendações sobre a banda por aí mas preferi não criar expectativas. Som sujo, pesado, do jeito que deve ser. Sem tempo para descansar, público ensandecido. Um esquenta perfeito para a atração principal da noite, o Mudhoney. Inclusive a foto que abre esse post foi tirada durante o show dos caras e, acredite, esse foi o clima o show inteiro. Não conhece o som dos caras? Então clica aqui e arrependa-se pelo resto da vida por nunca ter ouvido Metz antes. Não precisa agradecer.

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Enfim, Mudhoney. Assim como grande parte do público, essa não foi a primeira vez que vi o show dos caras (não sei ao certo, mas essa deve ser a terceira ou quarta passagem deles pelo Brasil). Por isso mesmo devo confessar que já vi shows melhores do Mudhoney. A banda não parecia estar tão animada como nas outras vindas ao país e especialmente Mark Arm, a princípio, não parecia mais aquele vocalista insano de outrora. O show começou morno e só a partir do clássico “Touch me I’m Sick” o público começou a se comportar da maneira esperada: dançando loucamente, muitos moshs (com direito a petinhos de fora de uma fã digamos… mais eufórica – desculpem meninos, não tenho imagens desse momento). Ah sim, finalmente aquilo era um show do Mudhoney. Se você não estava nesse planeta durante todos esses anos e ainda não conhece Mudhoney clica aqui e veja essa apresentação também lá no KEXP. Apesar do aparente cansaço da banda no começo do show, a minha opinião continua a mesma: sempre valerá a pena ver um show do Mudhoney.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

No final, Mark Arm disse que estava muito feliz por tocar em São Paulo mais uma vez e espera que o Sub Pop Festival aconteça novamente ano que vem. Que não seja numa quinta, Mark.

Feist Tour 2012 na América do Sul

Feist 2012

Feist 2012

A cantora Feist, finalmente chega ao continente para Tour com shows em Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), São Paulo e Rio de Janeiro.

Além de sensacional carreira solo, faz parte do combo canadense Broken Social Scene, e em ambos projetos, se vê a força das interpretações e composições dessa geração, que voltou a por o Canadá no mapa dos sons mais legais do planeta.

Em 2011, lançou o incensado Metals, que manteve a fama  da cantora, como artista única e adorada pelos fãs !

Confira abaixo vídeo da minha preferida – How Come You Never Go There, seguida de
uma videografia selecionada.

Tour Feist 2012 – América do Sul

ARGENTINA
18/Out – Buenos Aires – Teatro Opera

CHILE
20/Out – Santiago – Teatro Caupolican

BRASIL
22 e 23/Out – São Paulo – Cine Jóia
24/Out – Rio de Janeiro – Circo Voador

Setlist de Feist em 25/Ago/2012 – Istambul Turquia

– Undiscovered First
– How Come You Never Go There
– Mushaboom
– Graveyard
– My Moon My Man
– So Sorry
– A Commotion
– I Feel It All
– The Limit To Your Love
– The Bad In Each Other
– Get It Wrong, Get It Right
BIS
– When I Was A Young Girl
– Sealion
– Let It Die

Lenda do rock e blues, Jack Bruce (ex-Cream) chega com sua Big Blues Band em Out/12 para shows no Brasil e Argentina

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Jack Bruce – 2012

Lenda do rock e blues, Jack Bruce (ex-Cream) chega com sua Big Blues Band em Out/12, para shows na área.

Fãs do Cream, banda seminal de Eric Clapton (Guitarras), Ginger Baker (percussão) e Jack Bruce (Baixo e Voz), do Jazz/Blues e Rock em geral não podem perder as poucas apresentações do escocês Sampa, Buenos Aites e Porto Alegre, confiram as datas :

São Paulo
– 24 Out/12 – Teatro Bradesco

Buenos Aires
– 25 Out/12 – Teatro Gran Rex

Porto Alegre
– 26 Out/12 – Teatro Bourbon Country

Para quem não conhece o Cream, eles foram um dos primeiros supergrupos do Rock, e levavam multidões aos estádios o fim dos anos 60, onde um Eric Clapton ainda tímido, deixava quase todos vocais para Bruce, que por sinal sempre deu conta do recado, além de ser um baixista sensacional que brilhava no mesmo nível da genialidade dos parceiros de banda.

Formação da Banda – Jack Bruce 2011

Jack Bruce – Vocais / Baixo / Piano, Tony Remy – Guitarras, Frank Tontoh – Bateria, Paddy Milner – Piano, Nick Cohen – Baixo, Winston Rollins – Trombone, Derek Nash – Tenor Sax e Paul Newton – Trompete.

Confiram a forma incrível do cara em plena atividade e abaixo o clássico Sunshine of your love com o Cream em seu clássico concerto de despedida…

Setlist de Mr. Bruce e referência para os shows na América do Sul
Jack Bruce no Ronnie Scott’s Jazz Club, Londres / UK

– Cold Shot
– Go to the Mardi Gras
– Can You Follow?
– You Burned the Tables on Me
– Neighbor, Neighbor
– Child Song
– Weird of Hermiston
– Folksong
– Theme For An Imaginary Western
– Born Under a Bad Sign
– We’re Going Wrong (Cream )
– Deserted Cities of the Heart
– White Room (Cream)
– Sunshine of Your Love (Cream)

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Jack Bruce em pé ao fundo com a lendária banda Cream

The Cure no Brasil em 2013

Se passou um ano ano e meio desde que demos uma nota aqui no blog sobre a possível passagem do The Cure aqui pelo Brasil em uma turnê pela América Latina, contudo os fãs ficaram a ver navios e nada deles passarem por aqui em 2011.

Mas agora, para a alegria geral da nação, finalmente houve uma confirmação de Robert Smith sobre a vinda de  sua banda ao Brasil. Em uma entrevista a um site mexicano ele disse que em 2013 eles vão excursionar pela América Latina e tocarão em todos os lugares possíveis, menos no Equador porque, segundo o vocalista, ninguém toca lá.

Entrevista com Robert Smith:

O The Cure é referência para quem gosta de rock alternativo e foi uma das bandas ícones dos anos 80 com suas músicas com letras emotivas como Boys don’t cry,  In Between Days e Friday I’m in love. A banda continua lançando álbuns, o último de 2008, intitulado 4:13 Dream e atualmente trabalha em um álbum novo.

E finalmente os fãs vão poder matar a saudade da banda ou vê-la pela primeira vez na vida! A última passagem do The Cure pelo Brasil foi em 1996, no Hollywood Rock, infelizmente eu não pude ir porque só tinha 9 anos de idade, mas quem foi pode contar como foi o show nos comentários só pra ir se preparando para o retorno deles.

Robert Plant em Mega Tour na América do Sul em 2012

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A voz lendária do Led Zeppelin, retorna à América do Sul para shows em Outubro e Novembro de 2012 com sua banda The Sensacional Space Shifters.

Robert Plant ao vivo solo em 94 e com o projeto Plant and Page em 96, e o cara detona sempre… e agora quase 20 anos depois parece estar ainda mais em forma.

Nos últimos 10 anos, gravou discos incríveis e se consagrou como solista, mais que ex-cantor do Zeppelin, Plant virou um artista daqueles singulares, com longa e rica carreira, transitando do Hard Rock ao Country, do Blues ao Pop e do Folk ao Metal num só artista.

Tour 2012 – South America

BRASIL
– 18 de outubro no Rio de Janeiro (HSBC ARENA / Live Music Rocks),
– 20 de outubro em Belo Horizonte (Expo Minas),
– 22 de outubro em São Paulo (Espaço das Américas),
– 25 de outubro em Brasília (Ginásio Nilson Nelson),
– 27 de outubro em Curitiba (Teatro Guaíra) ,
– 29 de outubro em Porto Alegre (Gigantinho),

ARGENTINA
– 01 e 02 de Novembro -Buenos Aires (Luna Park )
– 04 de Novembro – Córdoba – (Orfeo Superdomo)

CHILE
– 07 de Novembro – Santiago – (Arena Movistar)

PERU
– 09 de Novembro – Lima – Jockey Club

Garimpando na Net achei Mr.Plant ao vivo em “Going to Califórnia” ao vivo no Rio de Janeiro no Hollywood Rock 1994 …

E para quem vai no Show, o Setlist de Robert Plant – Dia 11/AGO no Sunflower Blues Festival, em Clarksdale,MS, USA

– Fixing to Die
– Tin Pan Valley
– 44 (Howlin’ Wolf cover)
– Friends (Led Zeppelin )
– Spoonful (Howlin’ Wolf )
– No Bad News (Patty Griffin)
– Standing (Patty Griffin)
– Bron-Y-Aur Stomp (Led Zeppelin)
– Somebody Knocking
– Black Dog (Led Zeppelin)
– Down to the Sea
– I’m Your Witchdoctor (John Mayall & The Bluesbreakers cover)
– Who Do You Love / Whole Lotta Love / Steal Away / Bury My Body

Bis

– Gallows Pole (Led Zeppelin)

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Os cinco melhores shows da minha vida

Por Renata Quirino

Ver os shows das minhas bandas favoritas sempre foi uma das coisas que eu mais gostei de fazer. Faço isso regularmente desde os meus 13 anos de idade. Já vi todos os tipos de shows, de todos os tipos de banda que você puder imaginar: punk, metal, rockabilly, ska, reaggae, indie, blues, samba. Na rua, em clubes minúsculos, em festivais, em boteco. Adoro fazer isso e acho que nunca deixarei de apreciar um bom som ao vivo, seja pra dançar, cantar junto com a banda ou curtir o show inteiro na minha, tomando uma cerveja. É ao vivo que nós realmente sabemos o quão bom é o artista em questão. É no palco que tudo acontece.

O primeiro show da minha vida foi do finado Ira!. Tinha 13 anos de idade e os caras iam fazer um show de graça no estacionamento de um shopping na zona leste de São Paulo, região onde moro. Como era de se esperar, o lugar estava cheio. Fui com dois primos e, como também era de esperar, eu logo me separei deles porque queria mesmo era curtir o show lá da grade e cantar todas as músicas com Nasi e cia.. O Ira!, principamente naquela época, era uma das minhas bandas brasileiras favoritas e por ser o primeiro show da minha vida, estava duplamente feliz naquele momento. Foi a primeira vez que eles tocaram ao vivo a versão de “Bebendo Vinho”, de Wander Wildner, algo que me deixou ainda mais apaixonada, já que eu era muito fã do Replicantes e da carreira solo do malucaço do Wander.

Dali por diante ver todos os shows que aconteciam era minha meta de vida: não queria perder nada. Até bandas que eu não gostava eu assistia. Vício. Claro que isso é uma missão impossível principalmente para quem vive em São Paulo, com dezenas de shows pipocando pela cidade todos os dias. Mas se minha banda favorita ia fazer um show, não importa o lugar, sozinha, com o namorado ou com os amigos, com certeza eu estaria lá. E assim sou até hoje – em menores proporções, claro.

O Brasil entrou definitivamente no mapa de shows internacionais. Muitos festivais, Estádio do Morumbi, clubes como Cine Jóia, Beco 203, Inferno Club entre outros trazem mensalmente dezenas de shows financeiramente humanamente impossíveis de acompanhar.

Depois de alguns anos vendo minhas bandas favoritas tocando por aqui, resolvi fazer uma lista com os cinco melhores shows da minha vida. Os mais marcantes, os que eu mais esperava, os que eu nunca pensei que fosse ver na minha vida. Deixei de lado muitos shows, como por exemplo Dinosaur Jr. no extinto Comitê Club na Augusta ou Lurkers no Hangar 110, mas são esses que me trazem mais lembranças. Enfim, essa é a minha lista. Faça a sua também.

Sepultura

Sepultura foi a banda que mudou a minha vida. Quando ouvi o disco Chaos A.D. pela primeira vez, não pensava em outra coisa que não fosse voltar da escola correndo e ouvir a trinca “Refuse/Resist”, “Territory” e “Slave New Wolrd” ininterruptamente. Me tornei fã na hora. Fã no sentido mais literal que você possa imaginar: comprei todos os discos (inclusive os B-sides), tinha pôster pendurado no quarto, frequentava o fã-clube que ficava na Galeria do Rock. Quando conheci a banda, Max Cavalera tinha acabado de sair do grupo, então já peguei a fase com Derrick Green. A primeira vez que vi a banda foi no Sepulfest em 2004, no Espaço das Américas. Várias participações especiais – Nação Zumbi foi a minha favorita -, setlist com todos os clássicos e eu lá, cantando (!) com a banda do início ao fim.

Stooges

Quando era adolescente, punk rock era um dos meus sons favoritos. MC5, New York Dolls, Ramones e Clash eram as prediletas. Mas acima de todas essas, tinha os Stooges. E ter o prazer de um dia ver a banda de Iggy Pop ao vivo era algo que realmente não passava pela minha cabeça, era incrível demais pra ser verdade. Até que um belo dia o Claro Que É Rock, festival que infelizmente teve apenas uma edição, anunciou no line-up uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Mal podia acreditar que estava prestes a ver o mito. Insano, caótico, transgressor, divertido, histórico. Essas palavras resumem bem o que foi The Stooges em 2005.

Faith No More

O Faith No More entra para o top Five de bandas favoritas de todos os tempos. É aquela banda que eu nunca canso de ouvir. Assim como todos os projetos de Mike Patton como Mr. Bungle, Fântomas (que inclusive tocou no Claro Que É Rock que teve Stooges no line up), Tomahawk, Mondo Cane (que tocou no último Rock in Rio no Brasil), enfim, a lista de bandas paralelas de Mike, como vocês devem saber, é longa. Por incrível que pareça, a primeira vez que vi o Faith No More ao vivo foi no último SWU, em 2011. Apesar de todas as vindas da banda ao Brasil, nunca tive oportunidade de ver; sempre acontecia alguma coisa. Mas dessa vez não. Fiquei ali na grade por 6 horas esperando a banda tocar, extremamente ansiosa, contando as horas. Palco maravilhoso (todo branco, com flores por todo lugar), uma bela introdução da banda, o início com “From Out Nowhere” e Mike Patton lindo como sempre com uma presença de palco incrível. Inesquecível.

Buzzcocks

Eu sempre amei o Buzzcocks. Vi a banda umas três vezes e sou completamente apaixonada pelos caras. Meu show favorito foi na Clash Club, em novembro de 2010. A casa estava cheia e a noite teve abertura do Adolescents (do qual pensei que não fosse sair viva). Como sempre, Steve Diggle e Pete Sheley esbanjaram simpatia e muita energia no palco e tocaram todos os hits fofos do Buzzcocks para aquela galera ensandecida. No fim consegui falar com a banda (na verdade os próprios caras vieram falar com a gente) e foram tão humildes, tão incríveis, tão amáveis, que aconteceu o que eu já imaginava: tornei-me mais fã ainda, voltei pra casa e coloquei “Another Music In A Different Kitchen” no volume 10.

Cavalera Conspirancy

Como disse no tópico sobre o show do Sepultura, conheci a banda na fase Derrick Green. Acho Derrick um vocalista incrível, que não fica devendo em nada Max Cavalera, mas, como todo fã do Sepultura, ainda sonho em ver a banda na sua formação clássica. Acredito sinceramente que isso seja algo impossível, mas esse sonho “quase” se realizou no SWU 2010: ao sair do Sepultura em 2006, Igor Cavalera fez as pazes com o irmão Max e formou uma nova banda com o cara, o Cavalera Conspirancy. O primeiro disco deles é aquele o thrash metal da época do Arise e Chaos A.D, sem aquele lance de “música brasileira” à exaustão como Max vinha fazendo com o Soulfly e nem experimental demais como o Sepultura fez em alguns de seus últimos discos. E, para minha surpresa, os Cavaleras foram atração no SWU 2010. Ver um “quase” Sepultura ali tocando alguns dos clássicos da banda como “Refuse/Resist” e “Territory” foi histórico.

Podcast Vishows – Emissão 53 – Assange, Política e Esportes

Podcast Vishows nova edição - Som e Opinião para você que Pensa !!

Assange, Eleições Prefeitura SP 2012 e Jogos Olímpicos no Podcast Vishows

Talking Heads - The Lady Don't  Mind

Temas do primeiro Bloco - Assange Herói ? Vilão ?!?
Estupro / Brad Manning / Austrália / USA / Inglaterra e Equador (Rafael Corrêa)

The Doors - Tell all the People
Depeche Mode - Police of Truth
Inocentes - Pânico em SP

Eleições de SP
Rejeição do Serra / Russomano / Haddad / Soninha / Chalita e nanicos / nova direção

Rita Lee - Dançar prá nao dançar
Black Keys - Dead and Gone
Baby I'm a Starr - Prince

Olimpíadas Londres, Desempenho do Brasil e Rio 2016 !!

Basement Jaxx - Where´s your head at
Ian Brown - Lions




Seleção Musical - Luis Otávio Lopes
Debatedores - Alexandre Rizzieri, Luca Lopes e Luis Otávio Lopes

podcast

Tributo MTV: Legião Urbana com Wagner Moura

Antes que atirem pedras!

Bom, eu particularmente nunca fui um grande fã de Legião Urbana, talvez pela minha idade, eu não vi o AUGE da banda, não vivi e respirei a religião que foi a Legião para os fãs dos anos 80, que na época era sem nenhuma competição a maior banda do país, a que trazia em cada show o maior público e a que mais vendia discos. Assisti ao show da Emeteve (MTV) em tributo a banda, e em meio a polêmicas sobre Wagner Moura no vocal, escolha de músicas e até mesmo polêmicas do próprio evento eu venho aqui no ViShows dar os meus pitacos e opiniões absolutamente pessoais.

Primeiro vamos falar do vocalista? Capitão Nascimento nos vocais do tributo, ainda não consegui entender se foi um fã no palco realizando um sonho ou se foi uma jogada de marketing para atrair o público.

Se for um fã o papel dele foi perfeito, desafinado como todo mundo que canta Legião Urbana e não é o Renato Russo, porém com muita emoção, empolgação e acima de tudo uma vontade enorme de estar naquele palco, histórico para o próprio Wagner Moura.

As críticas sobre ele cantando não procedem em minha opinião, não há hoje um vocalista que fosse entrar e representar absolutamente bem como ele fez, o lado ator felizmente é mais talentoso que o vocalista, e Wagner Moura dançou desengonçado como Renato Russo, correu, pulou, chorou e olhou para o céu sem acreditar na noite que estava tendo.

As críticas ao vocalista para mim são besteiras, deve-se criticar a escolha dos integrantes que poderiam ter procurado outro cara para cantar, porém parece que a necessidade de capitalizar esse show era muito grande para Dado e Bonfá, e nesse quesito Wagner Moura trouxe a publicidade que eles queriam, mas vamos lembrar que Renato Russo era um humano, que cantava e as vezes desafinava, era um grande vocalista, mas ontem teria se desesperado com as inúmeras falhas de som que prejudicaram o vocal de Wagner Moura e até mesmo o resto da banda.

Me pergunto também se depois de tanta polêmica eles acertaram em colocar Rodrigo Favaro como baixista, será que não seria o dia de chamar Renato Rocha e colocar ele para tocar uma ou outra música? Nem que fosse somente para dar uma ajuda para o cara e reduzir a polêmica? Mostrar para as pessoas que atitudes são mais valiosas do que letras de música, eles se dando bem ou não, compaixão e apoio para um cara que viveu uma época tão importante da vida deles seria uma demonstração importante de caráter, afinal muitas músicas como “Ainda É Cedo”, “Daniel na Cova dos Leões”, “Quase Sem Querer” e “Mais do Mesmo” são assinadas por ele. Aliás parabéns ao pessoal do programa Pânico, apesar de eu não gostar muito do programa, eles fantasiados estavam engraçados demais.

Agora vamos ao que conhecemos do Legião Urbana e algumas contradições, Renato Russo sempre rejeitou convites para a Legião Urbana se apresentar em festivais. Fez isso na primeira edição do Hollywood Rock, em 1988, pois não iria se apresentar num “evento capitalista”, patrocinado por grandes empresas, soava incoerente para o vocalista que não queria cantar com o nome de uma marca de cigarros atrás da banda, essa forma de pensar era o maior legado de Renato Russo. Fazer uma homenagem não é o erro, o problema de tudo isso está logo abaixo.

Uma homenagem elitista para um cara que não funcionava dessa maneira, uma homenagem que custou R$200,00 o ingresso e teve como objetivo gravar um DVD e ser um assunto falado por aí, esse para mim foi o maior problema desse tributo, independente da falta de técnica ou até de voz mesmo de Wagner Moura nos vocais que se compreendeu e se colocou ali como um grande fã, independente das falhas de som grotescas que não acontecem nem nas noites de sabado no Café Aurora, o Karaokê gigante do Legião Urbana tinha que ser realizado para o povo, um show aberto em um local como o Parque do Ibirapuera, tenho certeza que a aura da banda iria atingir mais gente e faria um show muito mais emocionante.

Nem vou falar sobre os patrocínios para a realização do show…para quem quiser conferir um trecho do show segue o vídeo abaixo:

Billie Blade é um Ogro louco, escreve no ViShows e no Cerveja com Ogros, nerd, blogueiro, agente de viagens, maníaco por jogos e videogames, cervejeiro e nunca foi fã do Legião Urbana.

The Mission comemorando 25 anos na América Latina

Com a volta da formação clássica dos 80´s  – Wayne Hussey (vocal), Craig Adams (baixo), Simon Hinkler (guitarra) e o batera Mike Kelly, os ingleses do The Mission voltam ao Brasil pela terceira vez…

The Mission nos 80´s

The Mission nos 80´s

Ví a banda em pleno auge em 1988, no finado Projeto SP na Barra Funda, onde após grande bebedeira e show cancelado, os caras deram show extra histórico, com a mulherada dançando no palco e quase 2,5 horas de apresentação, quem foi como eu … Nunca mais se esqueceu da apresentação… que acabou com os caras mandando 1969 dos Stooges, em show energético, pesado e inspirado…

… mas já nos anos 2000… ví um grupo velho, cansado e em show burocrático no Via Funchal … uma lástima… mas pelo visto a comemoração de 25 anos de carreira da banda, vem em grande estilo, com os caras tocando com formação original e tudo… A Conferir ….

Para a apresentação os fãs podem contar com os grandes sucessos oitentistas da banda como “Tower of Strength”, “Severina” , “Stay with Me” e “Butterfly on a Wheel”.

Formada em 1985, quando Hussey e Adams saíram dos Sisters of Mercy, o The Mission já chegou ao mercado com grande expectativa, pavimentando o caminho para o sucesso mundial, com a mesma pegada soturna dos Sisters, mas com maior lirismo e pegada pop que a banda de Andrew Eldritch.

The Mission Setlist no Fuzz Club – Atenas / Grécia em 04/Nov/2011

  • Beyond The Pale
  • Hands Across The Ocean
  • Serpents Kiss
  • Naked And Savage
  • Garden Of Delight
  • Severina
  • Butterfly On A Wheel
  • Sacrilege
  • Wake
  • Wasteland
  • The Crystal Ocean
  • Deliverance

BIS

  • Like A Child Again
  • Like A Hurricane (Neil Young cover)
  • Tower Of Strength

BIS 2

  • Blood Brother
  • 1969 (Iggy & The Stooges cover)

TOUR AMÉRICA LATINA – 25 Anos de Banda

PERU – 23/Maio – Lima
CHILE – 24/Maio –  Santiago
ARGENTINA – 26/Maio – Buenos Aires
BRASIL – 27/Maio – São Paulo – Cine Jóia
MÉXICO – 02/Jun – Mexico City

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VIDEOGRAFIA SELECIONADA – THE MISSION

Psicodelia Total na Virada Cultural 2012 com Iron Butterfly

Iron Butterfly surgiu na primavera de 1967, em Los Angeles, alcançando grande sucesso com o mega hit “In-na-gadda-da-vida”, que atingiu logo de cara a impressionante marca de 8 milhões de cópias de vendidas, sendo o primeiro LP de rock pesado a ganhar um disco de platina.

Iron Butterfly

Iron Butterfly

Apesar da curta carreira, foi banda marco do final dos anos 60 e início dos 70, com som pesado e psicodélico influenciado por Hendrix e pela cena de São Francisco, com pitadas de Jazz e teclados que muitas vezes emulavam os The Doors.

A banda chegou ao Brasil, para incrível show à meia noite de Sábado nessa Virada Cultural 2012, e para quem imaginava uma aventura por grana e saudosismo, se deu mal, pois a formação 2012, com os membros originais Ron Bushy (Bateria) e Lee Dorman (Baixo e Voz) , somado ao incrível guitarrista Charlie Marinkovich, e ao tecladista Martin Gerschwitz, mandou muito bem, contando velhas histórias dos 60’s e mostrando bem vivo o espirito da época.

A apresentação foi alto astral com a pegada roqueira ideal para curtir até o fim do show já na madrugada. Me surpreendi mesmo e vou buscar os discos originais que um tiozão ao meu lado levou prá balada 🙂 e fazer minha lição de casa sobre o Iron Butterfly.

Confiram o setlist da memorável apresentação !!

  • Iron Butterfly Theme
  • Unconscious Power
  • In the Time of Our Lives
  • Stone Believer
  • Flowers and Beads
  • Easy Rider (Let the Wind Pay the Way)
  • Butterfly Bleu
  • In-A-Gadda-Da-Vida

Franz Ferdinand e The Horrors de graça no Ipiranga – 27/Maio/2012

O Festival de Cultura Britânica, volta para agitar culturalmente a cidade nesse fim de Maio/12, e como atração musical, o destaque fica para os escoceses do Franz Ferdinand, que junto aos ingleses do The Horrors, vão tocar de graça no Parque da Independência no próximo 27 de maio.

Franz Ferdinand no Brasil 2012

Franz Ferdinand no Brasil 2012

O evento também irá contar com a banda  inglesa We Have A Band, além das brasileiras Garotas Suecas e Banda Uó.

Franz Ferdinand é uma das bandas mais amadas no Brasil, e topou dar um tempo nas gravações do novo disco, para cruzar o Atlantico e testar os sons novos por aqui !! LEGAL e IMPERDÍVEL !!

Para entrar no Clima – Vejam o Setlist de Apresentação recente dos caras … Franz Ferdinand Setlist at The Pavilion, Cork, Ireland

  • Darts of Pleasure
  • Tell Her Tonight
  • Do You Want To
  • Right Thoughts
  • No You Girls
  • The Dark of the Matinée
  • Fresh Strawberries
  • Can’t Stop Feeling
  • Take Me Out
  • Ulysses
  • Trees & Animals
  • Outsiders
  • Michael

BIS

  • Jacqueline
  • This Boy
  • This Fire
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