Vishows

Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Arquivos da Categoria: Crítica de Show

Veja o que rolou na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Por Renata Quirino

Rolou na última quinta-feira a primeira edição do Sub Pop Festival (sim, aquela gravadora de Seattle culpada – no melhor sentido da palavra – por lançar Nirvana, Soundgarden entre outros lá no começo dos anos 90). O evento trouxe Obits, METZ e Mudhoney na recém aberta Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de maio o festival passou por São Paulo e Goiânia e antes de desembarcar no país passou também por algumas cidades da América do Sul.

Antes de falar sobre as apresentações, devo destacar a casa de shows que foi inaugurada em janeiro desse ano. O som da casa é muito bom, o lugar é espaçoso e, principalmente, é um local de fácil acesso, a alguns metros do metrô Barra Funda.

Ao chegar na Audio, em torno das 21h, conversei com alguns amigos que já estavam lá há algum tempo e eles me relataram que os ‘produtores’ (esse foi o termo que eles usaram) estavam colocando várias pessoas de graça no festival para poder encher a casa e lucrar pelo menos com a venda de bebidas. Uma pena.

Realmente quando entrei na Audio Club haviam pouquíssimas pessoas e lá fora o movimento ainda não era dos maiores. Talvez a baixa procura por ingressos seja porque era… quinta feira. QUINTA FEIRA. Sério mesmo? Fazer um festival numa quinta feira com previsão de acabar à 1h da manhã (e que na verdade encerrou às 2h)? Isso pode explicar muita coisa.

A primeira banda a subir ao palco foi o Obits. Som bacana, mas show com apenas alguns bons momentos do meio para o final. O público recebeu bem, mas dispersava em boa parte do tempo, conversando e tirando fotos e fotos e mais fotos para postar nas redes sociais que tava curtindo muito o Sub Pop Festival (!). Bom, para resumir, posso dizer que enquanto eu via os caras só sentia vontade de ir buscar mais uma cerveja no bar e aguardar as próximas bandas. Quer ouvir o som do Obits? Então clica aqui e veja a performance dos caras na KEXP.

 

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Em seguida, o Metz sobe ao palco. O Metz. Ah, o Metz. Grata surpresa! Que show! Já tinha lido algumas resenhas e recomendações sobre a banda por aí mas preferi não criar expectativas. Som sujo, pesado, do jeito que deve ser. Sem tempo para descansar, público ensandecido. Um esquenta perfeito para a atração principal da noite, o Mudhoney. Inclusive a foto que abre esse post foi tirada durante o show dos caras e, acredite, esse foi o clima o show inteiro. Não conhece o som dos caras? Então clica aqui e arrependa-se pelo resto da vida por nunca ter ouvido Metz antes. Não precisa agradecer.

 

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

 

Enfim, Mudhoney. Assim como grande parte do público, essa não foi a primeira vez que vi o show dos caras (não sei ao certo, mas essa deve ser a terceira ou quarta passagem deles pelo Brasil). Por isso mesmo devo confessar que já vi shows melhores do Mudhoney. A banda não parecia estar tão animada como nas outras vindas ao país e especialmente Mark Arm, a princípio, não parecia mais aquele vocalista insano de outrora. O show começou morno e só a partir do clássico “Touch me I’m Sick” o público começou a se comportar da maneira esperada: dançando loucamente, muitos moshs (com direito a petinhos de fora de uma fã digamos… mais eufórica – desculpem meninos, não tenho imagens desse momento). Ah sim, finalmente aquilo era um show do Mudhoney. Se você não estava nesse planeta durante todos esses anos e ainda não conhece Mudhoney clica aqui e veja essa apresentação também lá no KEXP. Apesar do aparente cansaço da banda no começo do show, a minha opinião continua a mesma: sempre valerá a pena ver um show do Mudhoney.

 

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

 

No final, Mark Arm disse que estava muito feliz por tocar em São Paulo mais uma vez e espera que o Sub Pop Festival aconteça novamente ano que vem. Que não seja numa quinta, Mark.

Anúncios

Saiba o que rolou na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Por Renata Quirino

Rolou na última quinta-feira a primeira edição do Sub Pop Festival (sim, aquela gravadora de Seattle culpada – no melhor sentido da palavra – por lançar Nirvana, Soundgarden entre outros lá no começo dos anos 90). O evento trouxe Obits, METZ e Mudhoney na recém aberta Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de maio o festival passou por São Paulo e Goiânia e antes de desembarcar no país passou também por algumas cidades da América do Sul.

Antes de falar sobre as apresentações, devo destacar a casa de shows que foi inaugurada em janeiro desse ano. O som da casa é muito bom, o lugar é espaçoso e, principalmente, é um local de fácil acesso, a alguns metros do metrô Barra Funda.

Ao chegar na Audio, em torno das 21h, conversei com alguns amigos que já estavam lá há algum tempo e eles me relataram que os ‘produtores’ (esse foi o termo que eles usaram) estavam colocando várias pessoas de graça no festival para poder encher a casa e lucrar pelo menos com a venda de bebidas. Uma pena.

Realmente quando entrei na Audio Club haviam pouquíssimas pessoas e lá fora o movimento ainda não era dos maiores. Talvez a baixa procura por ingressos seja porque era… quinta feira. QUINTA FEIRA. Sério mesmo? Fazer um festival numa quinta feira com previsão de acabar à 1h da manhã (e que na verdade encerrou às 2h)? Isso pode explicar muita coisa.

A primeira banda a subir ao palco foi o Obits. Som bacana, mas show com apenas alguns bons momentos do meio para o final. O público recebeu bem, mas dispersava em boa parte do tempo, conversando e tirando fotos e fotos e mais fotos para postar nas redes sociais que tava curtindo muito o Sub Pop Festival (!). Bom, para resumir, posso dizer que enquanto eu via os caras só sentia vontade de ir buscar mais uma cerveja no bar e aguardar as próximas bandas. Quer ouvir o som do Obits? Então clica aqui e veja a performance dos caras na KEXP.

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Em seguida, o Metz sobe ao palco. O Metz. Ah, o Metz. Grata surpresa! Que show! Já tinha lido algumas resenhas e recomendações sobre a banda por aí mas preferi não criar expectativas. Som sujo, pesado, do jeito que deve ser. Sem tempo para descansar, público ensandecido. Um esquenta perfeito para a atração principal da noite, o Mudhoney. Inclusive a foto que abre esse post foi tirada durante o show dos caras e, acredite, esse foi o clima o show inteiro. Não conhece o som dos caras? Então clica aqui e arrependa-se pelo resto da vida por nunca ter ouvido Metz antes. Não precisa agradecer.

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Enfim, Mudhoney. Assim como grande parte do público, essa não foi a primeira vez que vi o show dos caras (não sei ao certo, mas essa deve ser a terceira ou quarta passagem deles pelo Brasil). Por isso mesmo devo confessar que já vi shows melhores do Mudhoney. A banda não parecia estar tão animada como nas outras vindas ao país e especialmente Mark Arm, a princípio, não parecia mais aquele vocalista insano de outrora. O show começou morno e só a partir do clássico “Touch me I’m Sick” o público começou a se comportar da maneira esperada: dançando loucamente, muitos moshs (com direito a petinhos de fora de uma fã digamos… mais eufórica – desculpem meninos, não tenho imagens desse momento). Ah sim, finalmente aquilo era um show do Mudhoney. Se você não estava nesse planeta durante todos esses anos e ainda não conhece Mudhoney clica aqui e veja essa apresentação também lá no KEXP. Apesar do aparente cansaço da banda no começo do show, a minha opinião continua a mesma: sempre valerá a pena ver um show do Mudhoney.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

No final, Mark Arm disse que estava muito feliz por tocar em São Paulo mais uma vez e espera que o Sub Pop Festival aconteça novamente ano que vem. Que não seja numa quinta, Mark.

A adoração sem limites aos Stone Roses

Stone Roses 2012 – Lisboa

Quando uma banda ícone de uma geração retorna após tanto tempo, duas coisas certamente acontecem, de um lado uma comoção generalizada entre os fãs, que se mobilizam (como eu…) e buscam reviver a época onde cada canção mostrava um novo caminho, e de outro lado a chata mídia especializada, que aproveita o revival para ver todos defeitos e relativizar a volta.

Não foi diferente no caso dos Stone Roses, banda que mudou definitivamente o pop rock britanico na virada dos anos 80 para os 90, injetando inconseqüência e ritmos dançantes em cada single, abrindo caminho para o britpop de bandas como Oasis, Primal Scream, Charlatans, Supergrass e tantas outras.

Na real o mal humor da mídia com a banda não se justifica, Mani e o batera Reni fazem do show uma autêntica Rave, mostrando o que é GROOVE, dando uma aula de como fazer o rock dançar.

Chris Squire é o maior guitarrista de sua geração, redefiniu de vez o estilo de tocar, e mais que um virtuose, o cara põe sua técnica e criatividade a serviço da estética e do bom gosto. No show, tocou os clássicos nota por nota, com presença e estilo, parecia o mais feliz dos quatro e nos poucos momentos de improviso, como em “I am the ressurrection”, mostrou ao que veio e citou Beatles, Hendrix e Stones, o que já valeu show.

Ian Brown é o cara, não se fez de rogado e surpreendeu pela energia no palco, caras, bocas, estilo e uma inacreditável marra… Entrou com jaqueta esportiva da Etiópia, e manteve o figurino à mão com um mancebo ao lado da bateria (Style), onde com muita classe foi trocando de peças e guardando os presentes recebidos pelo público.

Ian deu um puta show, e mostrou aos Gallangher’s da vida, que além da marra gigante, um vocalista tem que saber mexer com o público…o cara usou todo palco, desceu na pista e fez as macaquices padrão de um concerto mega, com mesuras à Portugal e aos estrangeiros presentes (mais de 8.000 ingleses).

Agora… Falar que ele desafinou no show é coisa de quem não conhece as músicas dos Roses, e fora um ou outro escorregão, os tons e afinações das canções tem dinâmicas próprias, onde o arranjo contempla Ian Brown + Reni (2a. voz), e ao vivo a dupla que em teoria se odeia, fez vocalizes legais e deu ao show o clima dream pop necessário para a viagem.

Em 01 hora e 40 minutos, quase sem descanso entre os sons, os caras fizeram show histórico, repleto de pontos altos como I wanna be adored, Don’t Stop, She bangs the drums, Made of Stone e 20 story love song.

Sou mesmo super fã e confesso que ver o show no complexo de Alges, bem ao lado de Lisboa foi um privilégio, ainda mais com a impressionante estrutura montada para o Optimus Alive 2012, onde o público teve acesso a inúmeras alternativas de alimentação, bares, relaxamento, diversão e banheiros, tudo funcionando num espaço com 3 palcos e shows simultâneos. O festival é super recomendado… E rola todo ano em julho, teve nesse ano shows como LMFO #fui, The Cure, Refused #fui, Tricky, Mazzy Star, The Kooks, Dum Dum Girls #fui, Snow Patrol #fui e Radiohead entre outras.

Quer saber… Mesmo que por alguns momentos, os Stone Roses voltaram a ser a maior banda do mundo, e conquistaram o diverso público local, com o poder dançante da alquimia sônica que de Manchester conquistou o mundo.

Setlist Stone Roses 13/jul/2012 – Alges – Lisboa – Portugal

I Wanna Be Adored , Mersey Paradise , (Song for My) Sugar Spun Sister , Sally Cinnamon , Ten Storey Love Song , Where Angels Play , Shoot You Down , Fools Gold , Something’s Burning , Waterfall , Don’t Stop , Love Spreads , Made Of Stone , This Is the One , She Bangs The Drums , I Am The Resurrection

20120829-213423.jpg

O cara ! Ian Brown !!

Os cinco melhores shows da minha vida

Por Renata Quirino

Ver os shows das minhas bandas favoritas sempre foi uma das coisas que eu mais gostei de fazer. Faço isso regularmente desde os meus 13 anos de idade. Já vi todos os tipos de shows, de todos os tipos de banda que você puder imaginar: punk, metal, rockabilly, ska, reaggae, indie, blues, samba. Na rua, em clubes minúsculos, em festivais, em boteco. Adoro fazer isso e acho que nunca deixarei de apreciar um bom som ao vivo, seja pra dançar, cantar junto com a banda ou curtir o show inteiro na minha, tomando uma cerveja. É ao vivo que nós realmente sabemos o quão bom é o artista em questão. É no palco que tudo acontece.

O primeiro show da minha vida foi do finado Ira!. Tinha 13 anos de idade e os caras iam fazer um show de graça no estacionamento de um shopping na zona leste de São Paulo, região onde moro. Como era de se esperar, o lugar estava cheio. Fui com dois primos e, como também era de esperar, eu logo me separei deles porque queria mesmo era curtir o show lá da grade e cantar todas as músicas com Nasi e cia.. O Ira!, principamente naquela época, era uma das minhas bandas brasileiras favoritas e por ser o primeiro show da minha vida, estava duplamente feliz naquele momento. Foi a primeira vez que eles tocaram ao vivo a versão de “Bebendo Vinho”, de Wander Wildner, algo que me deixou ainda mais apaixonada, já que eu era muito fã do Replicantes e da carreira solo do malucaço do Wander.

Dali por diante ver todos os shows que aconteciam era minha meta de vida: não queria perder nada. Até bandas que eu não gostava eu assistia. Vício. Claro que isso é uma missão impossível principalmente para quem vive em São Paulo, com dezenas de shows pipocando pela cidade todos os dias. Mas se minha banda favorita ia fazer um show, não importa o lugar, sozinha, com o namorado ou com os amigos, com certeza eu estaria lá. E assim sou até hoje – em menores proporções, claro.

O Brasil entrou definitivamente no mapa de shows internacionais. Muitos festivais, Estádio do Morumbi, clubes como Cine Jóia, Beco 203, Inferno Club entre outros trazem mensalmente dezenas de shows financeiramente humanamente impossíveis de acompanhar.

Depois de alguns anos vendo minhas bandas favoritas tocando por aqui, resolvi fazer uma lista com os cinco melhores shows da minha vida. Os mais marcantes, os que eu mais esperava, os que eu nunca pensei que fosse ver na minha vida. Deixei de lado muitos shows, como por exemplo Dinosaur Jr. no extinto Comitê Club na Augusta ou Lurkers no Hangar 110, mas são esses que me trazem mais lembranças. Enfim, essa é a minha lista. Faça a sua também.

Sepultura

Sepultura foi a banda que mudou a minha vida. Quando ouvi o disco Chaos A.D. pela primeira vez, não pensava em outra coisa que não fosse voltar da escola correndo e ouvir a trinca “Refuse/Resist”, “Territory” e “Slave New Wolrd” ininterruptamente. Me tornei fã na hora. Fã no sentido mais literal que você possa imaginar: comprei todos os discos (inclusive os B-sides), tinha pôster pendurado no quarto, frequentava o fã-clube que ficava na Galeria do Rock. Quando conheci a banda, Max Cavalera tinha acabado de sair do grupo, então já peguei a fase com Derrick Green. A primeira vez que vi a banda foi no Sepulfest em 2004, no Espaço das Américas. Várias participações especiais – Nação Zumbi foi a minha favorita -, setlist com todos os clássicos e eu lá, cantando (!) com a banda do início ao fim.

Stooges

Quando era adolescente, punk rock era um dos meus sons favoritos. MC5, New York Dolls, Ramones e Clash eram as prediletas. Mas acima de todas essas, tinha os Stooges. E ter o prazer de um dia ver a banda de Iggy Pop ao vivo era algo que realmente não passava pela minha cabeça, era incrível demais pra ser verdade. Até que um belo dia o Claro Que É Rock, festival que infelizmente teve apenas uma edição, anunciou no line-up uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Mal podia acreditar que estava prestes a ver o mito. Insano, caótico, transgressor, divertido, histórico. Essas palavras resumem bem o que foi The Stooges em 2005.

Faith No More

O Faith No More entra para o top Five de bandas favoritas de todos os tempos. É aquela banda que eu nunca canso de ouvir. Assim como todos os projetos de Mike Patton como Mr. Bungle, Fântomas (que inclusive tocou no Claro Que É Rock que teve Stooges no line up), Tomahawk, Mondo Cane (que tocou no último Rock in Rio no Brasil), enfim, a lista de bandas paralelas de Mike, como vocês devem saber, é longa. Por incrível que pareça, a primeira vez que vi o Faith No More ao vivo foi no último SWU, em 2011. Apesar de todas as vindas da banda ao Brasil, nunca tive oportunidade de ver; sempre acontecia alguma coisa. Mas dessa vez não. Fiquei ali na grade por 6 horas esperando a banda tocar, extremamente ansiosa, contando as horas. Palco maravilhoso (todo branco, com flores por todo lugar), uma bela introdução da banda, o início com “From Out Nowhere” e Mike Patton lindo como sempre com uma presença de palco incrível. Inesquecível.

Buzzcocks

Eu sempre amei o Buzzcocks. Vi a banda umas três vezes e sou completamente apaixonada pelos caras. Meu show favorito foi na Clash Club, em novembro de 2010. A casa estava cheia e a noite teve abertura do Adolescents (do qual pensei que não fosse sair viva). Como sempre, Steve Diggle e Pete Sheley esbanjaram simpatia e muita energia no palco e tocaram todos os hits fofos do Buzzcocks para aquela galera ensandecida. No fim consegui falar com a banda (na verdade os próprios caras vieram falar com a gente) e foram tão humildes, tão incríveis, tão amáveis, que aconteceu o que eu já imaginava: tornei-me mais fã ainda, voltei pra casa e coloquei “Another Music In A Different Kitchen” no volume 10.

Cavalera Conspirancy

Como disse no tópico sobre o show do Sepultura, conheci a banda na fase Derrick Green. Acho Derrick um vocalista incrível, que não fica devendo em nada Max Cavalera, mas, como todo fã do Sepultura, ainda sonho em ver a banda na sua formação clássica. Acredito sinceramente que isso seja algo impossível, mas esse sonho “quase” se realizou no SWU 2010: ao sair do Sepultura em 2006, Igor Cavalera fez as pazes com o irmão Max e formou uma nova banda com o cara, o Cavalera Conspirancy. O primeiro disco deles é aquele o thrash metal da época do Arise e Chaos A.D, sem aquele lance de “música brasileira” à exaustão como Max vinha fazendo com o Soulfly e nem experimental demais como o Sepultura fez em alguns de seus últimos discos. E, para minha surpresa, os Cavaleras foram atração no SWU 2010. Ver um “quase” Sepultura ali tocando alguns dos clássicos da banda como “Refuse/Resist” e “Territory” foi histórico.

Beach Boys ao vivo com Brian Wilson – O Show do Ano!

Este blog vem comentando sobre os grandes retornos de bandas clássicas como Stone Roses, Van Halen, Black Sabbath e Soundgarden… mas quando vi que nosso colega Claudio Hernandez estava na California na missão de conferir os Beach Boys em formação clássica com o fundador e líder Brian Wilson, saquei que, por inúmeros motivos, esse era o show de retorno do ano, afinal a história do rock seria outra sem os seminais Beach Boys.

A banda é esperada no segundo semestre na América do Sul e os boatos de shows no Peru e no Chile são fortes, mas ninguém garante que serão shows com a formação clássica atual, que além de Brian Wilson, conta com Mike Love (que detém o nome e excursiona com músicos contratados como Beach Boys), Al Jardine, Bruce Johnston e David Marks.

A polêmica está lançada,  causando desconforto entre os membros originais… mas sem interromper o tour… veja mais sobre o Buzz no link da Rolling Stone gringa… vamos ao show !!

VALEU CLAUDIO !! (Segue o post original e fotos na íntegra)

Achei que o show está entre os 5 melhores que já vi, pela importância da banda (influenciou até Paul McCartney), pela surpresa com a boa forma vocal, com o pique deles e com 80% da platéia ter mais de 70 anos. Muito legal!

Claro que  Brian Wilson não está na sua melhor forma, foram anos de internação e sua volta, lúcido e produtivo, já vale muito. O eterno líder dos Beach Boys teve de entrar e sair acompanhado por alguém segurando no seu braço. Mas Brian ainda tem a velha garra e cantou uma canção 100% sozinho, mostrando que sua disposição continua em dia. Não levantou do piano e nem precisou.

A banda contou com diversos músicos de apoio, o que, na plateia, não deu para perceber direito quem estava cantando. A performance da banda foi muito fiel às canções originais.

O set list foi de nada menos que 40 canções! O show durou mais de 2 horas!

No dia seguinte, eles iriam para Los Angeles, por lá, já estava sold out desde o final de 2011. LA foi a primeira cidade a esgotar os ingressos.

O palco do show de San Francisco foi no incrível  Greek Theater da Universidade Berkeley, um campus maravilhoso, também com lugares esgotados. Memorável!

SETLIST – The Beach Boys Setlist at Greek Theatre, Berkeley, CA, USA – Jun 1

  •       Do It Again
  •       Little Honda
  •       Catch a Wave
  •       Hawaii
  •       Don’t Back Down
  •       Surfin’ Safari
  •       Surfer Girl
  •       Please Let Me Wonder
  •       Marcella
  •       Kiss Me, Baby
  •       Disney Girls
  •       Then I Kissed Her (The Crystals cover)
  •       Isn’t It Time
  •       When I Grow Up (to Be a Man)
  •       Why Do Fools Fall in Love (Frankie Lymon & The Teenagers cover)
  •       Cotton Fields (Lead Belly cover)
  •       It’s OK
  •       Be True to Your School
  •       Ballad of Ole’ Betsy
  •       Don’t Worry Baby
  •       Little Deuce Coupe
  •       409
  •       Shut Down
  •       I Get Around

Parte 2

  •       Add Some Music to Your Day
  •       California Saga: California
  •       Sloop John B
  •       Wouldn’t It Be Nice
  •       I Just Wasn’t Made for These Times
  •       Sail on, Sailor
  •       Heroes and Villains
  •       In My Room
  •       All This Is That
  •       That’s Why God Made the Radio
  •       Forever
  •       God Only Knows
  •       Good Vibrations
  •       California Girls
  •       Dance, Dance, Dance
  •       Help Me, Rhonda
  •       Rock and Roll Music (Chuck Berry cover)
  •       Do You Wanna Dance? (Bobby Freeman cover)
  •       Surfin’ USA

BIS

  •       Kokomo
  •       Barbara Ann (The Regents cover)
  •       Fun, Fun, Fun

Tributo MTV: Legião Urbana com Wagner Moura

Antes que atirem pedras!

Bom, eu particularmente nunca fui um grande fã de Legião Urbana, talvez pela minha idade, eu não vi o AUGE da banda, não vivi e respirei a religião que foi a Legião para os fãs dos anos 80, que na época era sem nenhuma competição a maior banda do país, a que trazia em cada show o maior público e a que mais vendia discos. Assisti ao show da Emeteve (MTV) em tributo a banda, e em meio a polêmicas sobre Wagner Moura no vocal, escolha de músicas e até mesmo polêmicas do próprio evento eu venho aqui no ViShows dar os meus pitacos e opiniões absolutamente pessoais.

Primeiro vamos falar do vocalista? Capitão Nascimento nos vocais do tributo, ainda não consegui entender se foi um fã no palco realizando um sonho ou se foi uma jogada de marketing para atrair o público.

Se for um fã o papel dele foi perfeito, desafinado como todo mundo que canta Legião Urbana e não é o Renato Russo, porém com muita emoção, empolgação e acima de tudo uma vontade enorme de estar naquele palco, histórico para o próprio Wagner Moura.

As críticas sobre ele cantando não procedem em minha opinião, não há hoje um vocalista que fosse entrar e representar absolutamente bem como ele fez, o lado ator felizmente é mais talentoso que o vocalista, e Wagner Moura dançou desengonçado como Renato Russo, correu, pulou, chorou e olhou para o céu sem acreditar na noite que estava tendo.

As críticas ao vocalista para mim são besteiras, deve-se criticar a escolha dos integrantes que poderiam ter procurado outro cara para cantar, porém parece que a necessidade de capitalizar esse show era muito grande para Dado e Bonfá, e nesse quesito Wagner Moura trouxe a publicidade que eles queriam, mas vamos lembrar que Renato Russo era um humano, que cantava e as vezes desafinava, era um grande vocalista, mas ontem teria se desesperado com as inúmeras falhas de som que prejudicaram o vocal de Wagner Moura e até mesmo o resto da banda.

Me pergunto também se depois de tanta polêmica eles acertaram em colocar Rodrigo Favaro como baixista, será que não seria o dia de chamar Renato Rocha e colocar ele para tocar uma ou outra música? Nem que fosse somente para dar uma ajuda para o cara e reduzir a polêmica? Mostrar para as pessoas que atitudes são mais valiosas do que letras de música, eles se dando bem ou não, compaixão e apoio para um cara que viveu uma época tão importante da vida deles seria uma demonstração importante de caráter, afinal muitas músicas como “Ainda É Cedo”, “Daniel na Cova dos Leões”, “Quase Sem Querer” e “Mais do Mesmo” são assinadas por ele. Aliás parabéns ao pessoal do programa Pânico, apesar de eu não gostar muito do programa, eles fantasiados estavam engraçados demais.

Agora vamos ao que conhecemos do Legião Urbana e algumas contradições, Renato Russo sempre rejeitou convites para a Legião Urbana se apresentar em festivais. Fez isso na primeira edição do Hollywood Rock, em 1988, pois não iria se apresentar num “evento capitalista”, patrocinado por grandes empresas, soava incoerente para o vocalista que não queria cantar com o nome de uma marca de cigarros atrás da banda, essa forma de pensar era o maior legado de Renato Russo. Fazer uma homenagem não é o erro, o problema de tudo isso está logo abaixo.

Uma homenagem elitista para um cara que não funcionava dessa maneira, uma homenagem que custou R$200,00 o ingresso e teve como objetivo gravar um DVD e ser um assunto falado por aí, esse para mim foi o maior problema desse tributo, independente da falta de técnica ou até de voz mesmo de Wagner Moura nos vocais que se compreendeu e se colocou ali como um grande fã, independente das falhas de som grotescas que não acontecem nem nas noites de sabado no Café Aurora, o Karaokê gigante do Legião Urbana tinha que ser realizado para o povo, um show aberto em um local como o Parque do Ibirapuera, tenho certeza que a aura da banda iria atingir mais gente e faria um show muito mais emocionante.

Nem vou falar sobre os patrocínios para a realização do show…para quem quiser conferir um trecho do show segue o vídeo abaixo:

Billie Blade é um Ogro louco, escreve no ViShows e no Cerveja com Ogros, nerd, blogueiro, agente de viagens, maníaco por jogos e videogames, cervejeiro e nunca foi fã do Legião Urbana.

The Mission comemorando 25 anos na América Latina

Com a volta da formação clássica dos 80´s  – Wayne Hussey (vocal), Craig Adams (baixo), Simon Hinkler (guitarra) e o batera Mike Kelly, os ingleses do The Mission voltam ao Brasil pela terceira vez…

The Mission nos 80´s

The Mission nos 80´s

Ví a banda em pleno auge em 1988, no finado Projeto SP na Barra Funda, onde após grande bebedeira e show cancelado, os caras deram show extra histórico, com a mulherada dançando no palco e quase 2,5 horas de apresentação, quem foi como eu … Nunca mais se esqueceu da apresentação… que acabou com os caras mandando 1969 dos Stooges, em show energético, pesado e inspirado…

… mas já nos anos 2000… ví um grupo velho, cansado e em show burocrático no Via Funchal … uma lástima… mas pelo visto a comemoração de 25 anos de carreira da banda, vem em grande estilo, com os caras tocando com formação original e tudo… A Conferir ….

Para a apresentação os fãs podem contar com os grandes sucessos oitentistas da banda como “Tower of Strength”, “Severina” , “Stay with Me” e “Butterfly on a Wheel”.

Formada em 1985, quando Hussey e Adams saíram dos Sisters of Mercy, o The Mission já chegou ao mercado com grande expectativa, pavimentando o caminho para o sucesso mundial, com a mesma pegada soturna dos Sisters, mas com maior lirismo e pegada pop que a banda de Andrew Eldritch.

The Mission Setlist no Fuzz Club – Atenas / Grécia em 04/Nov/2011

  • Beyond The Pale
  • Hands Across The Ocean
  • Serpents Kiss
  • Naked And Savage
  • Garden Of Delight
  • Severina
  • Butterfly On A Wheel
  • Sacrilege
  • Wake
  • Wasteland
  • The Crystal Ocean
  • Deliverance

BIS

  • Like A Child Again
  • Like A Hurricane (Neil Young cover)
  • Tower Of Strength

BIS 2

  • Blood Brother
  • 1969 (Iggy & The Stooges cover)

TOUR AMÉRICA LATINA – 25 Anos de Banda

PERU – 23/Maio – Lima
CHILE – 24/Maio –  Santiago
ARGENTINA – 26/Maio – Buenos Aires
BRASIL – 27/Maio – São Paulo – Cine Jóia
MÉXICO – 02/Jun – Mexico City

—————————————————————————————————–

VIDEOGRAFIA SELECIONADA – THE MISSION

Noite de hardcore em São Paulo: No Use for a Name no Carioca Club

Por Renata Quirino

Rolou ontem em São Paulo o show da banda de hardcore americana No Use For a Name, no Carioca Club. A casa, localizada em Pinheiros, tem uma programação voltada para a música brasileira, como samba e forró, e nos últimos tempos também tem se dedicado ao rock, com shows de bandas como Sebastian Bach, Kyuss Live!, Destruction, entre outros.

Essa foi a primeira vez que vi um show no Carioca Club e vi muitas vantagens: fácil acesso (o metrô Faria Lima fica a cinco minutos do Carioca e há diversas opções de ônibus na região), os shows começam e terminam cedo (evitando assim que o público passe a madrugada na rua esperando que o transporte público volte a funcionar ou que tenha que pagar por um táxi para ir pra casa), som e iluminação bons e camarote com uma visão bacana do palco. Muitos pontos para a casa. Mas, como nem tudo é perfeito, antes do No Use For a Name subir ao palco, o Dj da casa, que não conhecia nada da banda e muito menos do público, cometeu o erro de tocar um CD INTEIRO do Rappa para “aquecer” os presentes. Óbvio que a escolha não agradou e depois de muitas vaias e pedidos desesperados para que o DJ tivesse piedade de nossos ouvidos e parasse de tocar aquilo, o moço resolveu trocar o disco e colocou Metallica. Totalmente fora de contexto, mas, logicamente, muito melhor que o Rappa. NOFX? Millencolin? Pennywise? Acho que ele nem sabe o que é isso.

Bom, mas agora o No Use For a Name. Também conhecido como NUFAN, a banda nasceu no final dos anos 80, na Califórnia e é uma das mais representativas no chamado Hardcore Melódico.  A última passagem dos americanos no Brasil foi em 2009, no tradicional Hangar 110.

A banda subiu ao palco com quinze minutos de atraso, às 20h15. O vocalista Tony Sly entrou em cena registrando a euforia do público com seu celular. O simpático baixista Matt Riddle conversou e brincou bastante com o público durante toda a apresentação, inclusive com o fato de que hoje, domingo, a banda fará um show na Argentina. Já Tony perguntou se o público gostaria que a banda cancelasse a apresentação e fizesse mais um show por aqui e a platéia, claro, respondeu fervorosamente que sim.

Com fãs fiéis, a banda foi acompanhada do início ao fim, em todas as canções. Destaque para o hit “Coming Too Close”, que arrancou até lágrimas de alguns que estavam por ali. Com a platéia formada na sua maioria por adolescentes e por trintões que estavam recordando sua adolescência, esse show mostrou que a cena hardcore tem um público apaixonado e que conquista novos admiradores a cada dia.

No BIS, o vocalista subiu ao palco com sua guitarra e improvisou uma música em homenagem à São Paulo (com direito a uma bela desafinada no começo, diga-se de passagem), com uma letra que dizia como a cidade traz boas recordações à banda, come eles estão felizes por estar ali novamente e que prometem voltar em breve. Claro, muito aplaudido pelo público apaixonado. Logo em seguida a banda toda volta para tocar as últimas canções. Dois garotos invadem o palco e são levados pelos seguranças. Matt Riddle deixou a banda tocando e foi pedir para que o segurança deixasse os fãs descerem pela frente do palco numa boa. Voltou, pegou o baixo do chão e continuou tocando.

Matt Riddle, do No Use For a Name, no Carioca Club

A banda encerrou a apresentação agradecendo muito e o público foi embora feliz do Carioca Club esperando que Tony Sly cumpra o que disse durante o show: voltar em breve. Uma noite de hardcore adolescente, para quem é adolescente ou para quem voltou a ser adolescente durante uma hora e meia.

Veja mais fotos no Flickr.

Psicodelia Total na Virada Cultural 2012 com Iron Butterfly

Iron Butterfly surgiu na primavera de 1967, em Los Angeles, alcançando grande sucesso com o mega hit “In-na-gadda-da-vida”, que atingiu logo de cara a impressionante marca de 8 milhões de cópias de vendidas, sendo o primeiro LP de rock pesado a ganhar um disco de platina.

Iron Butterfly

Iron Butterfly

Apesar da curta carreira, foi banda marco do final dos anos 60 e início dos 70, com som pesado e psicodélico influenciado por Hendrix e pela cena de São Francisco, com pitadas de Jazz e teclados que muitas vezes emulavam os The Doors.

A banda chegou ao Brasil, para incrível show à meia noite de Sábado nessa Virada Cultural 2012, e para quem imaginava uma aventura por grana e saudosismo, se deu mal, pois a formação 2012, com os membros originais Ron Bushy (Bateria) e Lee Dorman (Baixo e Voz) , somado ao incrível guitarrista Charlie Marinkovich, e ao tecladista Martin Gerschwitz, mandou muito bem, contando velhas histórias dos 60’s e mostrando bem vivo o espirito da época.

A apresentação foi alto astral com a pegada roqueira ideal para curtir até o fim do show já na madrugada. Me surpreendi mesmo e vou buscar os discos originais que um tiozão ao meu lado levou prá balada 🙂 e fazer minha lição de casa sobre o Iron Butterfly.

Confiram o setlist da memorável apresentação !!

  • Iron Butterfly Theme
  • Unconscious Power
  • In the Time of Our Lives
  • Stone Believer
  • Flowers and Beads
  • Easy Rider (Let the Wind Pay the Way)
  • Butterfly Bleu
  • In-A-Gadda-Da-Vida

Da Surf Music ao Soul: um pouco do que rolou na Virada Cultural 2012

Por Renata Quirino

A Virada Cultural em São Paulo aconteceu no último fim de semana em toda capital, levando cultura para toda a cidade. Com tantas opções, era imprescindível fazer um roteiro para não se perder no meio de tantas (ótimas) atrações. Porém, devo começar dizendo sobre a decepção com a Virada Cultural quando foi anunciado o cancelamento do show dos jamaicanos do Toots and Maytals. Com certeza esse seria um dos grandes shows de todo o evento.

Mas apesar do desfalque, não dava tempo de ficar apenas lamentando: no sábado, minha Virada Cultural começaria com o McCoy Tyner Quartet, mas por causa de alguns imprevistos, não pude ver esse incrível pianista que tocou com ninguém mais ninguém menos que John Coltrane. Sorte de quem esteve lá.

Minha noite então começou com os extraterrestres no Man Or Astroman? no palco Barão de Limeira. Mesmo com muitas falhas no som, os lunáticos conseguiram fazer um show divertidíssimo, dançante e totalmente insano. Com direito a mosh do guitarrista Star Crunch e do baixista Coco the Electronic Monkey Wizard. Sensacional.

Coco the Electronic Monkey Wizard (Robert DelBueno) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Coco the Electronic Monkey Wizard (Robert DelBueno) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Star Crunch (Brian Causey) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

Star Crunch (Brian Causey) do Man or Astroman? na Virada Cultural 2012

No dia seguinte, minha maratona musical começou com o Suicidal Tendencies às 9h30 da manhã no palco São João. Ansiosamente aguardado pelo público, no primeiro minuto de show, o público invadiu a área destinada à imprensa. Muitos garotos e garotas se jogando do palco para a platéia, deixando os seguranças a beira de um ataque. Um mosh pit inacreditável se formou no meio da avenida. Simplesmente lindo! A banda fará amanhã uma tarde de autógrafos na loja Sick n Silly Rockstore, na Alameda Jaú, às 17:00 e encerrará a turnê com show na Clash Club, Barra Funda, na quarta feira, dia 07.

Logo depois fui até a Av. Rio Branco para ver a banda Skywalkers, da zona leste de São Paulo. A programação do palco Baratos Afins foi organizada por Luis Calanca, dono do selo e da loja de discos de mesmo nome. Infelizmente, o público não era dos maiores. Já era de se imaginar, já que ao mesmo tempo estava rolando no palco São João o disputadíssimo show do Titãs, que tocou na íntegra o clássico Cabeça Dinossauro, de 1986.

Pedro Bizelli, do Skywalkers, no Palco Baratos Afins na Virada Cultural 2012

Pedro Bizelli, do Skywalkers, no Palco Baratos Afins na Virada Cultural 2012

Uma pausa para almoçar, dar uma volta na cidade, fotografar os mais diferentes tipos de arte que aconteciam por ali – desde bolivianos tocando “Menina Veneno” até Índio Chiquinha dançando com suas castanholas em frente ao Teatro Municipal.

Meu domingo musical acabou com um dos shows mais deliciosos que já vi na Virada Cultural: Charles Bradley. Mais do que música para ouvir: musicar para sentir. Duas palavras podem definir bem o show de Charles: sexy e emocionante. O soulman (verdadeiro soulman) subiu ao palco depois de uma bela Jam de sua incrível banda. Com uma impressionante capacidade vocal, Charles Bradley se emocionou em vários momentos da apresentação e agradecia a cada instante a presença do público. Como se não bastasse, foi até a platéia e abraçou todos que estavam na primeira fila por mais de 20 minutos. Eu só tenho uma coisa a dizer: nós que te agradecemos, Charles. Obrigada por existir e encerrar minha Virada Cultural tão brilhantemente.

Um verdadeiro soulman: Charles Bradley na Virada Cultural 2012

Um verdadeiro soulman: Charles Bradley na Virada Cultural 2012

E após um show desses, eu não poderia voltar para casa com outro sentimento que não fosse felicidade. Que venha a Virada Cultural 2013.

Veja mais fotos no Flickr

%d blogueiros gostam disto: