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Veja o que rolou na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Por Renata Quirino

Rolou na última quinta-feira a primeira edição do Sub Pop Festival (sim, aquela gravadora de Seattle culpada – no melhor sentido da palavra – por lançar Nirvana, Soundgarden entre outros lá no começo dos anos 90). O evento trouxe Obits, METZ e Mudhoney na recém aberta Audio Club, na zona oeste de São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de maio o festival passou por São Paulo e Goiânia e antes de desembarcar no país passou também por algumas cidades da América do Sul.

Antes de falar sobre as apresentações, devo destacar a casa de shows que foi inaugurada em janeiro desse ano. O som da casa é muito bom, o lugar é espaçoso e, principalmente, é um local de fácil acesso, a alguns metros do metrô Barra Funda.

Ao chegar na Audio, em torno das 21h, conversei com alguns amigos que já estavam lá há algum tempo e eles me relataram que os ‘produtores’ (esse foi o termo que eles usaram) estavam colocando várias pessoas de graça no festival para poder encher a casa e lucrar pelo menos com a venda de bebidas. Uma pena.

Realmente quando entrei na Audio Club haviam pouquíssimas pessoas e lá fora o movimento ainda não era dos maiores. Talvez a baixa procura por ingressos seja porque era… quinta feira. QUINTA FEIRA. Sério mesmo? Fazer um festival numa quinta feira com previsão de acabar à 1h da manhã (e que na verdade encerrou às 2h)? Isso pode explicar muita coisa.

A primeira banda a subir ao palco foi o Obits. Som bacana, mas show com apenas alguns bons momentos do meio para o final. O público recebeu bem, mas dispersava em boa parte do tempo, conversando e tirando fotos e fotos e mais fotos para postar nas redes sociais que tava curtindo muito o Sub Pop Festival (!). Bom, para resumir, posso dizer que enquanto eu via os caras só sentia vontade de ir buscar mais uma cerveja no bar e aguardar as próximas bandas. Quer ouvir o som do Obits? Então clica aqui e veja a performance dos caras na KEXP.

 

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

Obits na primeira edição do Sub Pop Festival no Brasil

 

Em seguida, o Metz sobe ao palco. O Metz. Ah, o Metz. Grata surpresa! Que show! Já tinha lido algumas resenhas e recomendações sobre a banda por aí mas preferi não criar expectativas. Som sujo, pesado, do jeito que deve ser. Sem tempo para descansar, público ensandecido. Um esquenta perfeito para a atração principal da noite, o Mudhoney. Inclusive a foto que abre esse post foi tirada durante o show dos caras e, acredite, esse foi o clima o show inteiro. Não conhece o som dos caras? Então clica aqui e arrependa-se pelo resto da vida por nunca ter ouvido Metz antes. Não precisa agradecer.

 

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

Metz, a banda que fez o melhor show do Sub Pop Festival 2014

 

Enfim, Mudhoney. Assim como grande parte do público, essa não foi a primeira vez que vi o show dos caras (não sei ao certo, mas essa deve ser a terceira ou quarta passagem deles pelo Brasil). Por isso mesmo devo confessar que já vi shows melhores do Mudhoney. A banda não parecia estar tão animada como nas outras vindas ao país e especialmente Mark Arm, a princípio, não parecia mais aquele vocalista insano de outrora. O show começou morno e só a partir do clássico “Touch me I’m Sick” o público começou a se comportar da maneira esperada: dançando loucamente, muitos moshs (com direito a petinhos de fora de uma fã digamos… mais eufórica – desculpem meninos, não tenho imagens desse momento). Ah sim, finalmente aquilo era um show do Mudhoney. Se você não estava nesse planeta durante todos esses anos e ainda não conhece Mudhoney clica aqui e veja essa apresentação também lá no KEXP. Apesar do aparente cansaço da banda no começo do show, a minha opinião continua a mesma: sempre valerá a pena ver um show do Mudhoney.

 

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

Mudhoney começou com um show morno, mas que no fim nos deixou com aquela sensação de que é sempre bom ver um show de Mark Arm e cia.

 

No final, Mark Arm disse que estava muito feliz por tocar em São Paulo mais uma vez e espera que o Sub Pop Festival aconteça novamente ano que vem. Que não seja numa quinta, Mark.

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Green Day pira ao vivo… diz não ser o Justin Bieber… e vai parar em clínica de desintoxicação (Atualizado)

Em show em Las Vegas, o Green Day se mostra na encruzilhada Mainstream, e diz ao ser informado ter só mais 1 minuto de show, não ser o Justin Bieber… para na seqüência destruir sua guitarra ao vivo, finalizando o show em protesto. E viva o punk pop dos 90’s !!

No dia seguinte, segundo o NME, se internou em clínica de desintoxicação, prejudicando a agenda de lançamento do primeiro álbum da trilogia da banda, o aguardado iUno! , que nesse 24 de setembro chega ao mundo.

Os cinco melhores shows da minha vida

Por Renata Quirino

Ver os shows das minhas bandas favoritas sempre foi uma das coisas que eu mais gostei de fazer. Faço isso regularmente desde os meus 13 anos de idade. Já vi todos os tipos de shows, de todos os tipos de banda que você puder imaginar: punk, metal, rockabilly, ska, reaggae, indie, blues, samba. Na rua, em clubes minúsculos, em festivais, em boteco. Adoro fazer isso e acho que nunca deixarei de apreciar um bom som ao vivo, seja pra dançar, cantar junto com a banda ou curtir o show inteiro na minha, tomando uma cerveja. É ao vivo que nós realmente sabemos o quão bom é o artista em questão. É no palco que tudo acontece.

O primeiro show da minha vida foi do finado Ira!. Tinha 13 anos de idade e os caras iam fazer um show de graça no estacionamento de um shopping na zona leste de São Paulo, região onde moro. Como era de se esperar, o lugar estava cheio. Fui com dois primos e, como também era de esperar, eu logo me separei deles porque queria mesmo era curtir o show lá da grade e cantar todas as músicas com Nasi e cia.. O Ira!, principamente naquela época, era uma das minhas bandas brasileiras favoritas e por ser o primeiro show da minha vida, estava duplamente feliz naquele momento. Foi a primeira vez que eles tocaram ao vivo a versão de “Bebendo Vinho”, de Wander Wildner, algo que me deixou ainda mais apaixonada, já que eu era muito fã do Replicantes e da carreira solo do malucaço do Wander.

Dali por diante ver todos os shows que aconteciam era minha meta de vida: não queria perder nada. Até bandas que eu não gostava eu assistia. Vício. Claro que isso é uma missão impossível principalmente para quem vive em São Paulo, com dezenas de shows pipocando pela cidade todos os dias. Mas se minha banda favorita ia fazer um show, não importa o lugar, sozinha, com o namorado ou com os amigos, com certeza eu estaria lá. E assim sou até hoje – em menores proporções, claro.

O Brasil entrou definitivamente no mapa de shows internacionais. Muitos festivais, Estádio do Morumbi, clubes como Cine Jóia, Beco 203, Inferno Club entre outros trazem mensalmente dezenas de shows financeiramente humanamente impossíveis de acompanhar.

Depois de alguns anos vendo minhas bandas favoritas tocando por aqui, resolvi fazer uma lista com os cinco melhores shows da minha vida. Os mais marcantes, os que eu mais esperava, os que eu nunca pensei que fosse ver na minha vida. Deixei de lado muitos shows, como por exemplo Dinosaur Jr. no extinto Comitê Club na Augusta ou Lurkers no Hangar 110, mas são esses que me trazem mais lembranças. Enfim, essa é a minha lista. Faça a sua também.

Sepultura

Sepultura foi a banda que mudou a minha vida. Quando ouvi o disco Chaos A.D. pela primeira vez, não pensava em outra coisa que não fosse voltar da escola correndo e ouvir a trinca “Refuse/Resist”, “Territory” e “Slave New Wolrd” ininterruptamente. Me tornei fã na hora. Fã no sentido mais literal que você possa imaginar: comprei todos os discos (inclusive os B-sides), tinha pôster pendurado no quarto, frequentava o fã-clube que ficava na Galeria do Rock. Quando conheci a banda, Max Cavalera tinha acabado de sair do grupo, então já peguei a fase com Derrick Green. A primeira vez que vi a banda foi no Sepulfest em 2004, no Espaço das Américas. Várias participações especiais – Nação Zumbi foi a minha favorita -, setlist com todos os clássicos e eu lá, cantando (!) com a banda do início ao fim.

Stooges

Quando era adolescente, punk rock era um dos meus sons favoritos. MC5, New York Dolls, Ramones e Clash eram as prediletas. Mas acima de todas essas, tinha os Stooges. E ter o prazer de um dia ver a banda de Iggy Pop ao vivo era algo que realmente não passava pela minha cabeça, era incrível demais pra ser verdade. Até que um belo dia o Claro Que É Rock, festival que infelizmente teve apenas uma edição, anunciou no line-up uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Mal podia acreditar que estava prestes a ver o mito. Insano, caótico, transgressor, divertido, histórico. Essas palavras resumem bem o que foi The Stooges em 2005.

Faith No More

O Faith No More entra para o top Five de bandas favoritas de todos os tempos. É aquela banda que eu nunca canso de ouvir. Assim como todos os projetos de Mike Patton como Mr. Bungle, Fântomas (que inclusive tocou no Claro Que É Rock que teve Stooges no line up), Tomahawk, Mondo Cane (que tocou no último Rock in Rio no Brasil), enfim, a lista de bandas paralelas de Mike, como vocês devem saber, é longa. Por incrível que pareça, a primeira vez que vi o Faith No More ao vivo foi no último SWU, em 2011. Apesar de todas as vindas da banda ao Brasil, nunca tive oportunidade de ver; sempre acontecia alguma coisa. Mas dessa vez não. Fiquei ali na grade por 6 horas esperando a banda tocar, extremamente ansiosa, contando as horas. Palco maravilhoso (todo branco, com flores por todo lugar), uma bela introdução da banda, o início com “From Out Nowhere” e Mike Patton lindo como sempre com uma presença de palco incrível. Inesquecível.

Buzzcocks

Eu sempre amei o Buzzcocks. Vi a banda umas três vezes e sou completamente apaixonada pelos caras. Meu show favorito foi na Clash Club, em novembro de 2010. A casa estava cheia e a noite teve abertura do Adolescents (do qual pensei que não fosse sair viva). Como sempre, Steve Diggle e Pete Sheley esbanjaram simpatia e muita energia no palco e tocaram todos os hits fofos do Buzzcocks para aquela galera ensandecida. No fim consegui falar com a banda (na verdade os próprios caras vieram falar com a gente) e foram tão humildes, tão incríveis, tão amáveis, que aconteceu o que eu já imaginava: tornei-me mais fã ainda, voltei pra casa e coloquei “Another Music In A Different Kitchen” no volume 10.

Cavalera Conspirancy

Como disse no tópico sobre o show do Sepultura, conheci a banda na fase Derrick Green. Acho Derrick um vocalista incrível, que não fica devendo em nada Max Cavalera, mas, como todo fã do Sepultura, ainda sonho em ver a banda na sua formação clássica. Acredito sinceramente que isso seja algo impossível, mas esse sonho “quase” se realizou no SWU 2010: ao sair do Sepultura em 2006, Igor Cavalera fez as pazes com o irmão Max e formou uma nova banda com o cara, o Cavalera Conspirancy. O primeiro disco deles é aquele o thrash metal da época do Arise e Chaos A.D, sem aquele lance de “música brasileira” à exaustão como Max vinha fazendo com o Soulfly e nem experimental demais como o Sepultura fez em alguns de seus últimos discos. E, para minha surpresa, os Cavaleras foram atração no SWU 2010. Ver um “quase” Sepultura ali tocando alguns dos clássicos da banda como “Refuse/Resist” e “Territory” foi histórico.

Músicas originais x Covers

Por Renata Quirino

Estava ouvindo um dos meus programas de rádio favoritos, na americana KCRW, apresentado pelo músico, escritor, radialista, ativista e um monte de outras coisas Henry Rollins, em uma edição especial: quinze músicas com artistas originais e as mesmas canções na versão de outras bandas.

A primeira hora do programa conta com clássicos de Little Richard, Carl Perkins, Captain Beefheart & The Magic Band, Tom Waits, Lee Hazelwood e na segunda hora tem Marathons, Black Sabbath, Scientists, The Ramones e Lydia Lunch & Rowland S Howard fazendo suas versões, entre outras ótimas bandas. Ouça aqui. Não entende inglês? Aprenda. Te garanto que vale cada minuto. Aproveite e ouça as outras edições. Afinal, onde mais você ouve maravilhas como um especial de duas horas de Iggy Pop ou um programa com Cramps, New York Dolls, Black Flag, Billie Holiday em uma só playlist? Sensacional. Dá pra baixar aqui.

Mas voltando ao assunto canções originais e seus covers, para complementar a lista de Henry Rollins, o Vishows fez uma seleção com mais algumas músicas que ganharam uma nova versão, muitas vezes inusitadas, de alguns artistas, do pop ao thrash metal.

E aí, qual você prefere? Original ou cover?

Vamos começar com “Mountain Songdo Jane’s Addiction. Essa música faz parte do primeiro álbum de estúdio da banda, chamado Nothing’s Shocking, de 1988. Ouça o original:

Em 2002, o Sepultura lançou um álbum de covers chamado “Revolusongs”, no qual os brasileiros fazem versões de bandas tão distintas quanto Public Enemy, U2, Devo e Hellhammer. Saca só como ficou a versão dos caras para a banda de Perry Farrell:

Após o lançamento de seu segundo álbum intitulado “Like a Virgin”, em 1984, Madonna conseguiu reconhecimento (e muita polêmica) mundo afora. Esse grande hit ficou por seis semanas consecutivas nas paradas da Billboard, para o desespero dos conservadores e moralistas da época:

Em 1991, a banda alternativa Teenage Fan Club fez sua versão do hit “Like a Virgin”, que está no álbum “The King”. Se você não sabe quem é Teenage Fan Club uma boa referência é saber que Kurt Cobain muitas vezes se referia a banda como “a melhor do mundo”:

A versão original dessa música está na lista de Henry Rollins seguida do cover do Black Sabbath, mas eu não poderia deixar de colocar aqui a versão dos debochados Toy Dolls. Essa canção foi gravada em 1955 por Carl Perkins e é considerada uma dos primeiros registros do gênero rockabilly da história. Ouça “Blue Suede Shoes”:

 

Em 1983, os ingleses do Toy Dolls fizeram uma versão punk rock desse clássico, claro, da maneira mais debochada possível, já que essa é a maior característica da banda. Ela está no primeiro disco dos caras, chamado “Dig That Groove Baby” que, diga-se de passagem, é o álbum favorito da carreira do Toy Dolls para o seu vocalista malucaço Olga.

 

Gary Glitter foi um cantor de glam rock muito conhecido nos anos 70, com diversos hits nas paradas musicais da época, como “Rock n Roll Part One and Two”, “Hello, Hello, I’m Back Again”, “ I Love You Love Me Love”, entre outros. Outro hit do cara foi “Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)”, do álbum “Touch Me”, de 1973:

 

Em 1981 “Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)” ganhou uma belíssima versão da diva Joan Jett, em seu primeiro disco solo chamado “Bad Reputation”:

 

Essa é uma das mais famosas da lista. “Ring of Fire” do maravilhoso Johnny Cash (dispensa apresentações certo?) foi gravada na década de 50, na mesma época de outros clássicos absolutos, como “Don’t take your guns to town”, “I Got Stripe” e “Understand you Man”.  Delicie-se com a versão orginial de Cash:

 

Em 1990, a banda punk californiana Social Distortion fez sua versão de “Ring of Fire”. Tenho que dizer que esse é um dos meus covers favoritos de todos os tempos. A música está no disco que leva o nome da banda, que tem, entre outras canções, “Ball and Chain” e “Story of my life”.

 

Quer sugerir outros covers? Escreva aí nos comentários ou na nossa página no Facebook.

Sex Pistols e o God Save the Queen

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O Blog como “homenagem” aos 60 anos do reinado de Elizabeth II no trono do decadente império britânico, traz os Sex Pistols em performance recente na histórica God Save the Queen, com as letras do hino anti-monarquia e as imagens do desfile dos Pistols pelo Tâmisa … em 1977, quando o mundo pelo visto era bem menos careta.

GOD SAVE THE QUEEN – SEX PISTOLS

God save the queen
Her fascist regime
It made you a moron
A potential H bomb

God save the queen
She ain’t no human being
There is no future
In England’s dreaming

Don’t be told what you want
Don’t be told what you need
There’s no future
No future, no future for you

God save the queen
We mean it man
We love our queen
God saves

God save the queen
‘cos tourists are money
And our figurehead
Is not what she seems

Oh God save history
God save your mad parade
Oh lord God have mercy
All crimes are paid

When there’s no future
How can there be sin
We’re the flowers
In the dustbin
We’re the poison
In your human machine
We’re the future
Your future

God save the queen
We mean it man
We love our queen
God saves

God save the queen
We mean it man
There is no future
In England’s dreaming

No future, no future
No future for you
No future, no future
No future for me
No future, no future
No future for you

No future, no future
No future for You!

As Malvinas são Argentinas !!

Fique em Paz Adam Yauch, pioneiro do HipHop ! Obrigado pelo Ritmo e Poesia – Videografia selecionada Beastie Boys

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Nessa sexta, aos 47 anos faleceu MCA ou Adam Yauch, fundador dos Beastie Boys, banda que recriou o espirito punk original, em um dos maiores grupos de todos os tempos e fundamentais para a cultura HipHop.

Yauch e seus colegas de banda quebraram as barreiras do RAP logo em seu início, pois mesmo brancos e de classe média, os nova iorquinos conquistaram e influenciaram o mundo.

Reis do Remix, com clipes históricos, sempre cheios humor e idéias, os caras nunca se acomodaram, evoluíram e flertaram com o rock, eletronico, funk e pop, com performances sempre intensas, ajudaram a remodelar a estética urbana e jovem entre o fim do século XX e os tempos atuais.

Obrigado MCA !! No Sleep til Brooklin, mudou meu gosto musical para sempre !!

Fiquem com a VIDEOGRAFIA selecionada dos Beastie Boys

No sleep til Brooklyn ao vivo 1987

Hey Ladies do Pauls Boutique

So What’cha Want de 1992

Sabotage ao vivo no MTV VMA Latino

Intergalactic no Live Earth 2007

Em 2004 no David Letterman com Ch Check it out- Histórico

“Make some noise” do ultimo álbum ! Grande som !!

Dicas para curtir o melhor da Virada Cultural 2012

VIRADA CULTURAL 2012

VIRADA CULTURAL 2012

!! Dicas do blog VISHOWS, para curtir numa boa a Virada Cultural 2012 !!

1 – PESQUISAR E PLANEJAR

A primeira dica é PLANEJAMENTO, pois um evento assim diverso, agrega roqueiros, pagodeiros, malucos, crianças, velhinhos, mendigos, regueiros, clubbers, manos, mauricinhos, punks e alternativos de toda ordem e opção.

Ou seja, tem prá todo mundo – procure na programação completa do sitio da Virada, e cheque seus artistas e atrações favoritos, horários e locais. Feito isso, dê um passeio no Google MAPS e Street View para ver as distâncias, pontos de ônibus e metrô mais próximos.

2 – TRANSPORTE

Não vá de carro, é a maior roubada !!

Se você mora longe do centro e do metrô, a dica de transporte é ir de carro até a estação de Metrô ou trem mais próxima. Daí é escolher se fica melhor descer na Sé, Liberdade, República, Anhagabaú, Luz ou até mesmo na Paraíso, Ana Rosa, Santana e Barra Funda prá quem vai curtir o circuito que rola em diversos SESCs da cidade.

Em todos os CEU´s vão rolar apresentações e performances como opção para vários bairros de SP.

3 – HORÁRIOS

Eu sempre busco horários mais alternativos, o pico de lotação normalmente acontece das 22:00 até altas horas da madrugada, e no Domingo à tarde a cidade fica novamente lotada.

Pesquise os palcos próximos do seu show preferido, pois se ficar lotado demais, apresentações menos concorridas podem ser até mais divertidas.

4 – O que ver na Virada Cultural 2012 ?

Agora que o Braza está na rota de shows internacionais, a Virada apostou em uma programação eclética e com nomes internacionais relevantes, em 2012 as atrações prometem !!

PALCO JÚLIO PRESTES

Ebo Taylor (Gana) – dia 5 às 20h30
Em Gana o HighLife é o Ritmo, e Ebo Taylor tem lugar garantido nos sons do Oeste da África, com guitarras melódicas e nos metais cheios de swing, o som despontou para o mundo com a modernização da música africana no século XX, e o cara é um dos fundadores do estilo e inspirador do afrobeat.

Com a Afrobeat Academy, uma das melhores orquestras de afrobeat do mundo, gravou em 2010 o disco “Love and Death” – VALE A PENA !

Tony Allen (Nigéria) – dia 6 à 00h00
Mago e mestre do Ritmo Afrobeat, direto da Nigéria o baterista-maestro-arranjador, que tocou por anos com Fela Kuti, é um dos maiores bateras de todos os tempos.

IMPERDÍVEL

Seun Kuti & Egypt 80 (Nigéria) – dia 6 às 02h30
Filho do mestre Fela Kuti, Seun se mostra com a mesma força do pai, em especial ao vivo, vem ao Brasil acompanhado da banda Egypt 80, que durante muitos anos acompanhou Fela Kuti.

Não é um tributo, pois as composições são todas próprias e cheias de personalidade, mas é claro que Seun é o mais fiel seguidor de Fela, tanto pela ideologia política, quanto pela musicalidade.

Seu último álbum, produzido por Brian Eno, é “From Africa with Fury: Rise”, é forte e teve destaque internacional onde a energia de Fela está presente até na capa, feita por Lemi Ghariokwu, o mesmo que criou capas clássicas de Fela.

UM DOS MELHORES SHOWS DO ANO

Toots and the Maytals (Jamaica) – dia 6 às 13h00
Depos de Bob Marley, Peter Tosh e Jimmi Cliff, Toots Hilbert é o grande nome mundial do Ska e do Reggae, e finalmente chega ao Brasil !!!

Considerada uma das mais emblemáticas bandas da Jamaica, tem na mistura do gospel com ska, soul, reagge e rock a sua consagrada fórmula, e seu maior clássico “54-46 Thats My Number“, é uma das maiores pedradas do gênero.


Atualização Urgente !! Não dá prá elogiar… Erros da produção da Virada Cultural cancelam shows de The Abyssinians e Toots and The Maytals #fail #amadorismo

Gilberto Gil – dia 6 às 18h00
Gil dispensa apresentações, é o maior artista da sua geração e não virou depois de maduro, um conservador e reacionário como muitos de sua época, por isso continua atual e relevante, sem ter que posar de roqueiro ou montar uma banda com “garotos”.

PALCO REPÚBLICA

Mccoy Tyner Quartet – dia 5 às 19h00
O cara é referência quando se fala em jazz moderno, tocou com John Coltrane, no quarteto responsável por um dos álbuns mais famosos na história do jazz, “My Favorite Things”. Indo muito além do convencional, seu estilo de tocar piano baseado no blues é repleto de acordes sofisticados. Suas contribuições harmônicas e recursos rítmicos formam o vocabulário da maioria dos pianistas de jazz da atualidade.

Roy Ayers – dia 6 à 00h00
Com origem no Jazz Roy Ayes, tem trajetória incrível, passando pelo funk, soul e pop. É uma lenda da música e que deve fazer o melhor show do Palco República.

Raul de Souza com Zimbo Trio – dia 6 às 02h30
O Zimbo Trio, formado atualmente por Amílton Godoy (piano), Pércio Sápia (bateria) e Mario Andreotti (contrabaixo acústico), começou no ínício dos anos 60 e virou referência instrumental do som moderno brazuca, tendo acompanhado os maiores nomes da música brasileira nos últimos anos. Vai tocar com o mestre Raul de Souza, um dos maiores trombonistas brasileiros e, que ao longo de sua carreira, trabalhou com músicos como Sergio Mendez, Flora Purim, Airto Moreira, Milton Nascimento, Sonny Rollins, George Duke e Cal Tjader, entre outros.

Charles Bradley – dia 6 às 15h00
O soul de Charles Bradley, chega direto da Flórida e tem conquistado o mundo, vale pela sonzeira de The World (Is Going Up In Flames) de 2010 e pelo estilo que lembra o Soul Man Otis Redding. Esse vou ver MESMO !!

Larry Graham – dia 6 às 17h30
Larry Graham, é um músico, compositor, cantor e produtor musical americano, a quem se atribui a invenção da técnica de bater com o polegar nas cordas do baixo eléctrico, “slapping” ou, conforme definição do próprio artista, Thumpin’ and Pluckin’ . É especialmente conhecido como baixista da banda “Sly & the Family Stone”, que influenciou o funk e o soul psicadélico nos anos 70. Foi ainda o fundador e principal figura da banda “Graham Central Station”.

PALCO SÃO JOÃO

Banda Made In Brazil – dia 5 às 18h30 (Tocando na íntegra “Jack o Estripador” de 1976)
A lenda viva do rock brazuca, Made In Brazil, sobe mais uma vez no Palco do Rock da Virada, desta vez para um show especial: a apresentação, na íntegra, do LP “Jack, O Estripador”, um clássico de 1976. Para o show histórico, a banda traz sua formação original com Oswaldo e Celso Vecchione e Percy Weiss nos vocais, além de convidados especiais que aproveitarão a ocasião para homenagear o falecido produtor Ezequiel Neves.

Iron Butterfly – dia 5 às 23h30
Iron Butterfly surgiu na primavera de 1967, em Los Angeles, alcançando grande sucesso já no seu álbum de estréia, o clássico “In-na-gadda-da-vida”. O disco atingiu logo de cara a impressionante marca de 8 milhões de cópias de vendidas.

Os Mutantes – dia 6 às 02h00
Desde 1966, os Mutantes assombram o mundo com seu experimentalismo e criatividade. Originalmente formada por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, a banda foi um dos catalisadores do movimento Tropicalista. Psicodélicos, românticos, doidos varridos, visionários cheios de energia e imaginação, são uma das bandas mais influentes da música brasileira, chegando a tocar ouvidos mundialmente famosos como os de Kurt Cobain e Sean Lennon.

Members of Morphine & Jeremy Lyons – dia 6 às 04h30
O saxofonista Dana Colley e o baterista Jerome Deupree, membros originais da cultuada banda Morphine, se juntam ao guitarrista e baixista Jeremy Lyons para interpretar os clássicos da banda que terminou subitamente em 1999 após a morte, em pleno palco, do baixista Mark Sandman. No repertório, também estarão as músicas de seu novo disco, “The Ever Expanding Elastic Waste Band” de 2010.

Suicidal Tendencies – dia 6 às 09h30
O hardcore com trash metal dos caras marcou gerações na virada dos anos 80 para os 90, e da sua mistura onde o Punk, o Skate, a Política e o Rock são os elementos básicos, surgiram legiões de imitadores e emuladores.

Suicidal Tendencies é autêntico, e o som forte, nervoso e direto conquita tribos diversas em todo mundo. Vamos conferir !!

La Renga – dia 6 às 14h30
O rock argentino é bom, criativo e muitas vezes bem pesado, tendo em grupos como La Renga, um dos seus maiores representantes, quando o assunto é Hard Rock. Lotam estádios na terra natal e no Chile, Uruguai, Paraguai e mesmos nos EUA.

PALCO BARÃO DE LIMEIRA

A Bolha – dia 5 às 20h00
O Rock Progressivo Brasil tem na A Bolha um dos seus precursores, e nos anos 70 lançou discos históricos e serviu como banda de apoio de artistas como Gal Costa, Raul Seixas e Erasmo Carlos.Voltaram nos anos 2000 com shows super elogiados.

Man Or Astro-Man? – dia 5 às 22h30
Grande banda ao vivo, conferí os caras tocando há mais de 10 anos, na extinta Broadway e confesso que é um dos shows mais divertidos do planeta. Começaram tocando rock instrumental, semelhante a outras banda de surf-rock como The Ventures, mais tarde adotaram uma fusão de estilos, que incluem o surf rock dos anos 1960 com o new wave e o punk rock do final dos anos 1970 e meados dos anos 1980.

É conhecida pela dedicação a temas legais e nerds como antigos programas de TV, viagens no espaço e filmes de ficção científica, com uso pesado de samplers, dispositivos eletrônicos como o theremins e bobinas de tesla e afins !!

Jupiter Maçã – dia 6 às 03h30
Ex TNT e Cascavelletes, o ainda muito jovem Flávio Basso começa sua incursão solo pelo folk sob o pseudônimo de Woody Apple. Porém em pouco tempo já estaria eletrificando seu som, transformando-se em Júpiter Maça. Seu primeiro álbum “A 7a Efervescência” seguinte, o disco foi eleito o maior e mais expressivo disco de rock do Sul do Brasil de todos os tempos, e também entre os 100 maiores álbuns de música brasileira da história, pesquisa feita pela revista Rolling Stone. A cada álbum Jupiter Maçã, ou seu alter ego bossa-novista Jupiter Apple, apresenta uma musicalidade nova.

Pin Ups – dia 6 às 08h30

A história do rock indie paulistano passa obrigatoriamente pela banda Pin Ups, formada em 1988 sempre tratou sua música como se a urgencia fosse a coisa mais importante do mundo !! Já ví em Curitiba, abrindo para os Pixies e confesso que sentí a emoção de voltar ao rock alternativo paulistano dos anos 90 (De Verdade) !!

Defalla – dia 6 às 11h00
A lenda do Rock Gaúcho oitentista está de volta, pois desde 1984, quando despontou no cenário do Rock Brasil, é uma das principais bandas do país, com canções em estilos diversos, flertou com o hard rock, rap, glam rock, heavy metal e até big beat, além do funk carioca, hardcore melódico e miami bass. Alcançou grande sucesso nacional com o rock-funk carioca Popozuda Rock and Roll. Detona EDU K !!

Popa Chubby – dia 6 às 16h00
Grande guitarrista com influências clássicas como Hendrix e Clapton, Popa Chubby é conhecido como o padrinho do blues nova iorquino. Só daí, não é preciso ser um expert em música para entender que o som de Chubby é da pesada. Mas tem mais. Além de seus próprios discos, Popa participou da gravação de álbuns de artistas do calibre de Aretha Franklin, Ray Charles e Wilson Pickett. Sonzeira do mais alto quilate.

TEATRO MUNICIPAL

Arnaldo Baptista – dia 5 às 19h00
Gênio e louco, é o nosso Syd Barret + Brian Wilson !! Arnaldo Baptista, ex-líder dos Mutantes, e se apresenta na Virada no show “Sarau o Benedito?”, no imponente Teatro Municipal de São Paulo.

O show traz video-cenário com projeções de desenhos de sua obra como artista plástico.

LARGO DO PAISSANDÚ

Trupe Chá de Boldo – dia 6 às 15h00
A Trupe Chá de Boldo é uma banda de MPB nascida em 2005, em São Paulo, que hoje é formada por 13 integrantes. Dois anos após o lançamento de seu disco de estreia, Bárbaro, e de uma série de shows divulgando o trabalho (Auditório Ibirapuera, Sesc Pompéia e circuito Sesc no interior do estado), a banda está finaliza o seu segundo CD, que estreia em março de 2012.Neste novo trabalho, o grupo foi produzido por Gustavo Ruiz (produtor de Tulipa Ruiz e Juliana Kehl) e contou com as participações especiais de André Abujamra, Alzira E, Tatá Aeroplano, Peri Pane, Lu Horta, Marcelo Pretto e Márcia Castro.

As Mercenárias – dia 6 às 16h00
A maior banda feminina do Brasil de todos os tempos, atualmento formada por Sandra Coutinho – baixo/voz, Geórgia Branco – guitarra/vocal e Pitchu Ferraz – bateria, que agora como Trio, se propõem a recuperar o mito com seu repertório oitentista, mas com foco no resgate da obra alinhada com as influências sonoras dos dias atuais.

Paulo Barnabe & Patife Band – Dia 6 às 18h00
Irmão do grande Arrigo Barnabé, Paulo e sua Patife Band voltam aos palcos, mesclando timbres de instrumentos como sintetizador, sax, bateria e guitarra. A atual proposta abre ainda mais espaços para improvisos e experimentações.

Formado em 1983 é considerada um dos expoentes do movimento que ficou conhecido como Vanguarda Paulista.

Em noite histórica, The Damned traz seu punk-gótico para São Paulo

Por Renata Quirino*

Pela primeira vez no Brasil, uma das bandas precursoras do punk rock The Damned se apresentou no Clash Club em São Paulo.

Pontualmente às 22h, a banda subiu ao palco começando o set list com “Wait for the Blackout”, “Lively Arts” e “Silly Kids Games” todas do disco Black Album, de 1980. Apesar de ser conhecida como uma das bandas que deram início ao movimento punk ao lado de outros nomes como Sex Pistols e Richard Hell & The Voidoids, o Damned também caminhou pelo rock gótico e foi influência para muitos grupos desse estilo nos idos dos anos 80. Em entrevista a revista Rolling Stone Brasil, o vocalista Dave Vanian declarou que as influências que a banda teve ao longo dos anos ficaram muito distintas. “Acho que é por isso que cada álbum era tão diferente e íamos em tantas direções” disse o músico.

Indispensável em qualquer coleção de discos que se preze, o primeiro álbum da banda chamado “Damned, Damned, Damned” lançado em 1976, tem canções como “New Rose”, “Feel The Pain”, “Neat Neat Neat” e “Fan Club”, que foram cantadas com empolgação pelo público. Momentos incríveis da noite: as clássicas “Shadow of Love” e “Love Song” com a platéia se deliciando do início ao fim.

No Bis, canções como “Eloise” e “Smash It Up” para encerrar muito bem um dos melhores shows punks que o Brasil já viu (e esperou tantos anos para ver).

Com o Clash Club um tanto quanto vazio (comparado a outros shows do gênero que aconteceram na casa, como Buzzcocks), o público pode conferir a apresentação histórica de uma banda que lançou seu primeiro compacto há 35 anos e continua relevante para música.

Viva Captain Sensible.

*Renata Quirino é fã de The Damned e nova colaboradora do Vishows.

Veja mais fotos do show e curta a página do Vishows no Facebook: http://www.facebook.com/vishows.

PJ 20 – indispensável para entender o Rock dos anos 90

Viver o rock dos anos 90 foi mesmo interessante, pois até 90/91 estávamos condenados aos excessos do metal e farofices, enquanto o pop vivia o período da pasteurização total com MC Hammer, Vanilla Ice, os bizarros Milli Vanilli e besteiras similares criadas pelas mega gravadoras.

Como alternativa no underground, tínhamos a esperança de novas gemas pop dos (na época) semi deuses Stone Roses, que implodiram mas geraram toda cena de OASIS, Blur, Pulp, Verve, Supergrass … O dito BritPop.

E das College Rádios Americanas, terra de REM, Husker Dü, Replacements e depois Pixies, veio o que se convencionou chamar de Grunge, fonte do Novo Alternativo, que finalmente aceito pela maioria, fez como o Punk 77 inglês, e virou do dia para noite MAINSTREAM… mas em troca popularizou e eternizou bandas como Nirvana, Soundgarden, Alice in Chains, Screaming Trees e o Pearl Jam é claro.

Entre mortos e feridos, que por sinal não foram poucos, o rock alternativo dos 90 está ainda entre nós, tanto pela enorme influencia que já inclui essas bandas no panteão do rock clássico, ou mesmo pela força que o Pearl Jam mostra em todo mundo, lotando arenas e transformando cada show em uma catarse sem o auxilio luxuoso dos mega telões e efeitos, pois se fincam na força das canções e como seus heróis dos anos 60 e 70, contam somente com o velho rock and roll como arma.

O DVD PJ 20, dirigido pelo grande Cameron Crowe, mostra cenas íntimas, apresentações históricas, as lendas, mortes, trocas de bateristas, crises e a efetiva consagração dos caras como os heróis mais íntegros do rock americano dos últimos 20 anos.

LONG LIVE PEARL JAM

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Atari Teenage Riot chega em Março/12 (CANCELADO – Vai ser Junho/12 – Aguardem) para agitar Buenos Aires, Santiago, Bogotá e Sampa

Atari Teenage Riot

Atari Teenage Riot

O grupo alemão vem causando desde o início dos anos 90, com sua mistura explosiva de sons eletrônicos e postura radical, onde o anti fascismo, o anarquismo e o faça você mesmo sempre acham terreno fértil.

Quanto uma banda funda um estilo, é melhor prestar atenção… Alec Empire + Cia – o ATR (Atari Teenage Riot), chegam por aquí para mostrar que o Digital Hardcore dos anos 90 continua vivo e mais atual do que nunca. Mais do que qualquer outro som, os caras fazem a trilha sonora da revolução vigente ! Impossível não conferir !!

Não conhece ?!? Ouça então, Collapse of History – som de 2010 do disco Is This Hyperreal

TOUR AMÉRICA DO SUL

ARGENTINA
Buenos Aires – 15/Mar – Niceto Club

CHILE
Santiago – 16/Mar – Club Amanda

COLOMBIA
Bogotá – 18/Mar – Boogaloop

BRASIL
São Paulo – 23/Mar – Cine Jóia  

E o tradional setlist que serve como aperitivo para os shows locais…

Atari Teenage Riot Concert – Moscou – Russia – 23/Nov/2011

  •         Activate
  •         The Only Slight Glimmer of Hope
  •         Black Flags
  •         Shadow Identity
  •         Into the Death
  •         Too Dead for Me
  •         Atari Teenage Riot
  •         Sick to Death
  •         Midijunkies
  •         Get Up While You Can
  •         Re-Arrange Your Synapses
  •         Is This Hyperreal?
  •         Codebreaker
  •         Blood In My Eyes
  •         Speed
  •         No Remorse
  •         Start the Riot
  •         Collapse of History
  •         Revolution Action

Você não conhece a Saicomania ? Los Saicos Wild Teen Punk direto do Peru

Los Saicos

Los Saicos

Pesquisando rock latino durante a época do Podcast Psicobrmusic, descobri a banda “Los Saicos” e quando ouví não acreditei, era um surf rock proto punk, feito em 1965 e 1966, quando viraram febre juvenil em Lima e todo Peru.

Foram pioneiros e por isso mesmo desconhecidos, mas o tempo preservou as histórias da banda, que nunca lançou um disco, somente 06 singles e que virou cult nesse mundo digital, onde com uma simples pesquisa se consegue ouvir 1 a 1 dos sons originais da banda.

Agora com o documentário peruano “Saicomanía” o vazio acabou e Los Saicos chegam para ocupar o espaço merecido, como o primeiro grupo punk da história.

Exagero… talvez… mas vejam que Iggy Pop lançou seu disco “The Stooges” somente em 1969…

O Diretor Hector Chávez, cobriu o fenômeno que o grupo virou entre os colecionadores de discos de rock, onde um compacto original vale quase US$ 100,00, e juntou os sons época para fazer o documentário “autofinanciado”, com participação de Adam Renshaw, fundador da revista “Punk”, e do próprio Iggy Pop.

A HISTÓRIA

Em 1964, Pancho Guevara, Edwin Flores, Rolando Carpio e César Castrillón se juntaram para fazer
barulho, se divertir e investir nas garotas como roqueiros de verdade, numa breve e brilhante história, pois foram direto dos primeiros shows para os programas de TV e estúdios de gravação, mas em 16 meses a banda implode, mesmo com a possibilidade de carreira internacional, seus integrantes largaram o rock e para estudar e trabalhar numa vida bem menos selvagem.

Após 30 anos, fitas piratas fizeram da banda uma lenda e levada ao mundo todo, primeiro arrebentaram na Espanha no final dos anos 90, onde rádios rock colocaram a banda na programação incentivando o lançamento de compilações dos originais dos caras.

Mas no Peru, sempre foram lembrados, em especial pela cena punk local dos 80´s, que os resgataram, tocando sempre a incrível “Demolición”, que virou um hino roqueiro local.

Nessa época os punks peruanos atestaram … Los Saicos foi a primeira banda Punk do Mundo

OK, OK… não se revolte !!

Os caras da banda só queriam se divertir, não eram políticos nem nada intelectuais, mas a revolta juvenil representada pelo som dos caras, mostrou o caminho punk dos 3 acordes que só foi igualado à partir do final dos anos 60, por bandas como os Stooges de Iggy Pop e o MC5.

Muitos acham tudo bobagem pois como não eram conhecidos fora do Peru, simplesmente
não influenciaram ninguém, mas pelo menos agora a história dos Los Saicos está sendo contada e divulgada como merece.

Los Saicos com Democilion

Saicomania – O Filme

Los Saicos ao vivo em 2011

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