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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Arquivos da Categoria: Som do Blog

Som 2012 dos Rolling Stones – ‘Doom and Gloom’ ouça agora

Primeira inédita dos heróis e sobreviventes do rock desde 2005, Doom and Gloom é um grande som, com incrível pegada e riffs de guitarra clássicos, que pode estar com orgulho no setlist da banda, junto aos seus mega clássicos, confira !!

As novas faixas ” Gloom and Doom” (já disponivel para download no Itunes) e ” One Last Shot”, foram finalizadas pelos Stones em Paris em julho/12, e agora é aguardar pelas apresentações de fim de ano, que devem rolar em Londres e Nova York.

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John Lennon – O Setentão

Nesse mundo chato e careta, onde ter opinião pode significar uma tremenda dor de cabeça, faltam pessoas como John Lennon….que hoje, 9 de outubro, completaria 72 anos. Bom..mas pelo menos ainda podemos nos inspirar em suas idéias.

Pensei, como estaria o John aos 72 anos….algumas idéias:

Curtindo um sol de galochas?

Tipo Lord, tomando chá com a Rainha?

Estilo antenado !!

Os 10 melhores sons de James Bond, o agente 007

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Os 10 melhores sons do 007

Goldfinger – Shirley Bassey

Live and Let Die – Paul McCartney & Wings

You Only Live Twice – Nancy Sinatra

The World Is Not Enough – Garbage

For Your Eyes Only – Sheena Easton

Nobody Does It Better – Carly Simon

A View to a Kill – Duran Duran

Die Another Day – Madonna

Skyfall – Adele

You Know My Name – Chris Cornell

50 anos de Love Me Do com os Beatles

Bowie ao vivo na BBC em 1972 – “Oh, You Pretty Things”

Dum Dum Girls lançam o EP End of Daze

Dum Dum Girls – End of Daze

Nesse útimo dia 25 de setembro, o incrível quarteto californiano, Dum Dum Girls lançou seu novo EP ” End Of Daze”, com 5 canções incríveis sempre a cargo da lendária gravadora Sub Pop.

A banda me chamou a atenção já em 2010, primeiro pelo nome, inspirado no clássico “The Idiot” do punk mor Iggy Pop, que tem na canção Dum Dum Boys um dos pontos altos do disco… , e depois, quando ouví a linda Coming Down de 2011 … mas finalmente pirei quando conferí as garotas ao vivo em Lisboa em Jul/12, num show incrível na Tenda do Optimus Alive 2012… onde se mostraram sexys, punks e incrivelmente líricas#adorei

Prá fechar, e virar fã de vez, acabei de conferir o novo EP, e grata surpresa, pois a banda continua evoluindo e de queridinha Indie, tem tudo para alçar vôos maiores.

O disco começa com Mine Tonight, onde além do clima noise/dream pop, os versos encantam … “I’ve dreamed a death/ It’s mine tonight” … “Sonhei com uma morte, era a minha nessa noite”… deu prá sacar o climão !!

A coisa esquenta em I Got Nothing, com sua batida hipnótica e vocais em repetição, mantendo o clima em alta. Na sequencia o esperto cover Trees and flowers, original da dupla 80’s escocesa Strawberry Switchblade, que vai muito além de uma tradicional versão.

Mas o Garage Rock das meninas se mostra no mais alto nível nas canções finais, primeiro na candidata a hit indie do ano Lord Knows, que pode ser conferida no vídeo abaixo e na catarse final de Season in Hell , que como o próprio nome diz, mostra que a dor foi a força motriz das composições de Dee Dee, líder e mentora do projeto.

Confiram em primeira mão o super vídeo de Lord Knows !!!

Feist Tour 2012 na América do Sul

Feist 2012

Feist 2012

A cantora Feist, finalmente chega ao continente para Tour com shows em Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), São Paulo e Rio de Janeiro.

Além de sensacional carreira solo, faz parte do combo canadense Broken Social Scene, e em ambos projetos, se vê a força das interpretações e composições dessa geração, que voltou a por o Canadá no mapa dos sons mais legais do planeta.

Em 2011, lançou o incensado Metals, que manteve a fama  da cantora, como artista única e adorada pelos fãs !

Confira abaixo vídeo da minha preferida – How Come You Never Go There, seguida de
uma videografia selecionada.

Tour Feist 2012 – América do Sul

ARGENTINA
18/Out – Buenos Aires – Teatro Opera

CHILE
20/Out – Santiago – Teatro Caupolican

BRASIL
22 e 23/Out – São Paulo – Cine Jóia
24/Out – Rio de Janeiro – Circo Voador

Setlist de Feist em 25/Ago/2012 – Istambul Turquia

– Undiscovered First
– How Come You Never Go There
– Mushaboom
– Graveyard
– My Moon My Man
– So Sorry
– A Commotion
– I Feel It All
– The Limit To Your Love
– The Bad In Each Other
– Get It Wrong, Get It Right
BIS
– When I Was A Young Girl
– Sealion
– Let It Die

King Animal do Soundgarden está chegando

King Animal – Soundgarden 2012

Soundgarden – O quinteto pesadão e outrora “Reis do Grunge”, além de grande tour de retorno, vão fechar o ano com trabalho novo e que promete representar todo peso e qualidade dos álbuns clássicos da banda… por enquanto além da capa, os caras divulgaram em primeira mão Vídeo com Teaser do disco King Animal … é só um gostinho mas vale a pena ! Lançamento em 13 de novembro de 2012 !!

Discoteca Obrigatória – The Queen is Dead – The Smiths

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The Smiths em 1986

Os anos 80 é considerado por muitos como a década perdida por não contar com bandas definitivas como os Beatles, Stones, Zeppelin ou Pink Floyd. Na real, quem pensa assim, ficou surdo e não sacou o quanto os eighties foram ricos e diversos.

Verdadeira encruzilhada na história do rock, a onda sônica oitentista foi da New Wave of British Metal à cena Thrash da Califórnia, da renovação do som black (do pop/funk de Prince ao RAP engajado do Public Enemy) para a World Music terceiro mundista. Quem acompanhou de perto, foi pego mesmo pelo pós-punk inglês e pelo college rock americano, que gerou bandas como Gang of Four, Siouxsie & the Banshees, Husker Du, PIL, Echo and the Bunnymen, Replacements, Joy Division, New Order, The Cure, New Model Army, Pixies, todas com sons que deram a face mais original ao movimento e geraram uma cena que atingiu o mainstrean com U2, REM, Depeche Mode, Simple Minds e outros.

No meio disso tudo, ainda havia o The Smiths. A banda vinha, single após single, mostrando originalidade, lirismo e uma estética própria, definida pelo caráter ímpar do cantor e letrista, o sempre mordaz Morrissey e seu melhor parceiro musical, Johnny Marr, guitarrista de passagens tão criativas e desafiadoras em The Queen is Dead, que deixou hordas de guitarristas curiosos, em busca dos inovadores timbres, efeitos, acordes e afinações.

Com o disco, a banda conquistou o mundo, mas implodiu já no álbum seguinte, Strangeways Here We Come. Quando os moleques de Manchester surtaram à beira do sucesso mainstrean e optaram pela integridade. Com isso, garantiram não só o legado das canções, mas principalmente uma aura mítica que se retroalimenta a cada geração.

Por isso mesmo, The Queen is Dead é para se ouvir de ponta a ponta, compre ou baixe, tanto faz, só não deixe de curtir ao máximo.

Logo na primeira e homônima faixa, eles já mostram como são filhos diretos do punk rock. Marr toca raivosamente e a cozinha faz seu melhor trabalho em estúdio, com Rourke e Joyce mostrando muita pegada. O  baixo e a batera criam o clima para o bardo de Manchester  mostrar em lindos versos a decadência e o anacronismo gigantesco da monarquia.

Genial, um clássico instantâneo.

E para quem queria um som para cantar junto, com levada e melodia, Frankly Mr.Shankly era o som certo, aquilo que se esperava dos Smiths, mas o melhor ainda estava por vir. Para o desavisado, I Know it’s Over pode parecer uma simples balada, mas ali encontramos a doce ironia de Morrissey, em seguida, Never Had no One Ever deixa o clima pronto para fechar o lado A, com a batida perfeita de Cemetery Gates, que cita poetas e escritores mortos… “Keats and Yeates are on your side, while Wilde is on mine…”, o próprio cantor eterniza a comparação com Oscar Wilde, mais uma de suas grandes sacadas.

Lado B, e putz … a coisa ficou séria, quer um mega hit, vamos então com dois, e aproveitar a ocasião para se auto  imolar em público na pesadona Bigmouth Strikes Again em que o bocarra é o próprio cantor. Na seqüência, com The Boy With The Thorn In His Side, temos pura poesia, daquelas que você só fica feliz mesmo ao entender a letra. Pronto! Mais um clássico absoluto.

E se o disco começa com pau na Rainha, em Vicar in a Tutu, detona-se a igreja e, em especial, os párocos, com uma melodia simples, que nunca foi um hit, mas é perfeita para o balanço do álbum.

Mas se o disco tivesse somente a romântica There’s a Light that Never Goes Out, garanto que já seria um clássico. Foi a melhor combinação de letra e melodia da década, tudo na maior sonzeira… preferida de muitos e que ainda hoje todo universo indie tenta copiar sem sucesso, afinal… era de verdade, não tinha MTV e os clipes da época todos low budget e desmistificadores. FODA !

O rock simples e hipnótico de Some Girls are Bigger Than Others fecha de forma perfeita o disco, despretensiosa e simples, parece uma mantra roqueiro e alegremente fecha esse grande trabalho, o mais básico e essencial dos Smiths.

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A Trilha Incidental – John Williams

Sou apaixonada por trilha sonora. Basta a música misturar-se com a história do filme que me emociona, já me apaixono. Recentemente, fiz um curso de edição de vídeo e uma das primeiras coisas que o professor disse foi que a música representa 51% do filme, acho que é a mais pura verdade.

No primeiro post que fiz sobre música e cinema, avisei que falaria sobre trilha incidental, por isso, olha eu aí de volta. A triha incidental é a música instrumental composta por um músico ou maestro especialmente para determinada peça teatral, programa de televisão, novela, rádio,  jogo de videogame e, claro, para o cinema. Essa trilha dá o tom, nos coloca no clima do filme seja qual for, ação, terror, suspense, comédia, romance, enfim, a música incidental é a que nos faz mergulhar para dentro da história, sem que notemos. Um trabalho incrível e muito complicado em que o compositor deve conhecer profundamente o roteiro do filme para que as imagens e música conversem, ela é responsável por transformar em melodia toda a emoção da imagem para o público.

Também conhecida como “música de fundo”, a trilha incidental passa desapercebida por ouvidos desatentos. Poucas vezes,  reconhecida e elogiada,  a trilha conduz e dá novos significados à história. Não importa há quanto tempo vimos determinado filme, a música te faz reviver o turbilhão de emoções que ele te provocou.

Escolhi o compositor e maestro mais incrível de todos pra falar nesse primeiro post sobre trilha incidental.

Esse velhinho ai do lado é John Williams, “best friend” do Steven Spielberg (um dos meu diretores favoritos), John Williams é responsável pela trilha sonora da maioria dos filmes dele Tubarão, E.T., A Lista de Schindler, Jurassic Park, O Resgate do Soldado Ryan. William também compôs trilhas para os filmes de George Lucas: toda a saga Star Wars e a trologia Indiana Jones. Trabalhou com muitos diretores importantes, Oliver Stone, John Hughes, Chris Columbus e por aí vai.

Suas músicas são sempre grandiosas, sejam para filmes de aventura, ação, drama ou infantil. Confesso que sou apaixonada por ele desde a infância. Adoro!

  • Compôs 134 trilhas para o cinema e continua trabalhando.
  • 47 indicações ao Oscar, ganhou 5 estatuetas.
  • 21 indicações ao Globo de Ouro, ganhou 4 vezes.
  • 42 indicações, ganhou 21 Grammys
  • Um total de 86 prêmios em mais de 130 premiações.

Grandes trabalhos:

Tubarão(1975) – Trilha clássica, mais lembrada do que o próprio filme tanto que lhe rendeu seu segundo Oscar.

Star Wars (1977) – Williams é responsável pelas composições da triologia antiga e da nova, além de cuidar também do universo expandido nas animações e videogames. Com essa composição ganhou seu terceiro Oscar.

Os Caçadores da Arca Perdida (1981) – Não sou muito fã de Indiana Jones, mas a música por si só é uma aventura.

A Lista de Schindler (1993) – Esse filme é muito bom, não tem o que falar, quem não viu tem que ver. A trilha é mais triste, intimista, emociona tanto que colocou mais um Oscar na prateleira do John Williams.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) – Como fã de Harry Potter eu fiquei chateadissima quando Williams foi substituído a partir do quarto filme da saga. As trilhas dele são maravilhosas, ludicas. E esse é um daqueles filmes em que dá pra se notar claramente a importância da música, ela torna os filmes muito mais divertidos e mágicos.

Claro que tem muito mais, esse cara é incrivel. Pra finalizar eu achei esse vídeo que é uma homenagem aos grandes compositores do cinema. Essa homenagem foi feita na ceriomônia do Oscar de 2007 e quem conduziu a orquestra foi John Williams. No início desse ano ele completou 80 anos, ainda muito ativo e com muitos projetos pela frente, amém!

Por Katy Illy

A adoração sem limites aos Stone Roses

Stone Roses 2012 – Lisboa

Quando uma banda ícone de uma geração retorna após tanto tempo, duas coisas certamente acontecem, de um lado uma comoção generalizada entre os fãs, que se mobilizam (como eu…) e buscam reviver a época onde cada canção mostrava um novo caminho, e de outro lado a chata mídia especializada, que aproveita o revival para ver todos defeitos e relativizar a volta.

Não foi diferente no caso dos Stone Roses, banda que mudou definitivamente o pop rock britanico na virada dos anos 80 para os 90, injetando inconseqüência e ritmos dançantes em cada single, abrindo caminho para o britpop de bandas como Oasis, Primal Scream, Charlatans, Supergrass e tantas outras.

Na real o mal humor da mídia com a banda não se justifica, Mani e o batera Reni fazem do show uma autêntica Rave, mostrando o que é GROOVE, dando uma aula de como fazer o rock dançar.

Chris Squire é o maior guitarrista de sua geração, redefiniu de vez o estilo de tocar, e mais que um virtuose, o cara põe sua técnica e criatividade a serviço da estética e do bom gosto. No show, tocou os clássicos nota por nota, com presença e estilo, parecia o mais feliz dos quatro e nos poucos momentos de improviso, como em “I am the ressurrection”, mostrou ao que veio e citou Beatles, Hendrix e Stones, o que já valeu show.

Ian Brown é o cara, não se fez de rogado e surpreendeu pela energia no palco, caras, bocas, estilo e uma inacreditável marra… Entrou com jaqueta esportiva da Etiópia, e manteve o figurino à mão com um mancebo ao lado da bateria (Style), onde com muita classe foi trocando de peças e guardando os presentes recebidos pelo público.

Ian deu um puta show, e mostrou aos Gallangher’s da vida, que além da marra gigante, um vocalista tem que saber mexer com o público…o cara usou todo palco, desceu na pista e fez as macaquices padrão de um concerto mega, com mesuras à Portugal e aos estrangeiros presentes (mais de 8.000 ingleses).

Agora… Falar que ele desafinou no show é coisa de quem não conhece as músicas dos Roses, e fora um ou outro escorregão, os tons e afinações das canções tem dinâmicas próprias, onde o arranjo contempla Ian Brown + Reni (2a. voz), e ao vivo a dupla que em teoria se odeia, fez vocalizes legais e deu ao show o clima dream pop necessário para a viagem.

Em 01 hora e 40 minutos, quase sem descanso entre os sons, os caras fizeram show histórico, repleto de pontos altos como I wanna be adored, Don’t Stop, She bangs the drums, Made of Stone e 20 story love song.

Sou mesmo super fã e confesso que ver o show no complexo de Alges, bem ao lado de Lisboa foi um privilégio, ainda mais com a impressionante estrutura montada para o Optimus Alive 2012, onde o público teve acesso a inúmeras alternativas de alimentação, bares, relaxamento, diversão e banheiros, tudo funcionando num espaço com 3 palcos e shows simultâneos. O festival é super recomendado… E rola todo ano em julho, teve nesse ano shows como LMFO #fui, The Cure, Refused #fui, Tricky, Mazzy Star, The Kooks, Dum Dum Girls #fui, Snow Patrol #fui e Radiohead entre outras.

Quer saber… Mesmo que por alguns momentos, os Stone Roses voltaram a ser a maior banda do mundo, e conquistaram o diverso público local, com o poder dançante da alquimia sônica que de Manchester conquistou o mundo.

Setlist Stone Roses 13/jul/2012 – Alges – Lisboa – Portugal

I Wanna Be Adored , Mersey Paradise , (Song for My) Sugar Spun Sister , Sally Cinnamon , Ten Storey Love Song , Where Angels Play , Shoot You Down , Fools Gold , Something’s Burning , Waterfall , Don’t Stop , Love Spreads , Made Of Stone , This Is the One , She Bangs The Drums , I Am The Resurrection

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O cara ! Ian Brown !!

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