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Para quem gosta de ver e ouvir ao vivo – Blog & Podcast

Arquivos Mensais: outubro 2010

Jello Biafra no Brasil e Argentina em Nov/10

Jello Biafra - 2010

Jello Biafra - 2010

Se os Dead Kennedys fazem sua cabeça, esse show é imperdível !! Jello Biafra (cantor, letrista, ativista e tudo mais) chega na América do Sul para apresentações na Argentina e Brasil. Confiram as datas e locais:

ARGENTINA
03/Nov – Rosario – El Sotano
04/Nov – Buenos Aires – Teatro Colegiales

BRASIL
05/Nov – São Paulo – Hangar 110
06/Nov – São Paulo – Hangar 110
09/Nov – Rio de Janeiro – Teatro Odisséia

Assistí Jello no finado Aeroanta em Sampa no início dos anos 90, na festa de lançamento da revista/livro Barulho de André Forastieri, foi incrível pois além do carisma do cara, a banda era um Mezzo Sepultura / Mezzo RDP !! Inesquecível !!

Selecionei alguns clipes atuais, clássicos dos DK e participações de Jello com o Soulfly e Offspring !! Viva o Punk Original da Califa !!

 

Emissão 44 – Na Atividade

Eric Clapton – I´m going left, Kings of Leon – Radioactive, Josh Rouse – Directions, Free – Fire and Water, Blue Cheer – Rock me Baby, Black Crowes – Evil Eye, The Troggs – Widge You, David Bowie – Bombers, MQN – Cobra, Annie Lennox – Sweet Dreams, Focus – Hocus Pocus, Pete Yorn – I wanna be your boyfriend, Maryslim – I Believe in miracles.

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Luto no punk inglês – Ari Up (1962 – 2010)

A líder e fundadora do The SlitsAri Up, faleceu no últim0 dia 20/Out por complicações com o câncer, a cantora,  nascida na Alemanha, foi uma das precursoras do Punk Rock inglês nos anos 70 com a banda The Slits e seu núcleo essencialmente feminino e que depois de marcar o punk inglês entre 1976 e 1982, se separou para se reunir apenas em 2005.

Ari Up - The Slits

Do punk-rock Ari, foi para um som mais Pop-Experimental e quase sempre com uma pegada Reggae/Dub, formou a banda avant-garde New Age Steppers e se apresentou solo como Baby Ari, Madussa, e Ari Up.

Segue uma seleção de clipes incríveis das Slits …

Incubus empolgou, QOTSA o melhor show da noite e Pixies agradou os fãs no SWU

Incubus empolgou o público

Por Katy Illy*

O Incubus veio pela segunda vez ao Brasil e acalmou os animos do pessoal que acabava de se esgoelar com Avenged Sevenfold.
A Banda fez uma pausa nas gravações do seu novo CD que deve ser lançado no primeiro semestre de 2011, para esse show no festival SWU de acordo com entrevista dada ao G1.
O ultimo trabalho da banda foi Light Grenades de 2006 e deste então o Incubus fez uma grande pausa e o seu vocalista lançou seu primeiro trabalho solo este ano.
Brandon Boyd entrou no palco sensualizando ao som do hit Magalomaniac e agitou a multidão de fãs da banda, soltando vários “obrigado” durante o show. Uma pena estar tão frio em Itu e ela não tirar a camisa como no show de 2007.
A Banda tocou todos os sucessos da carreira como Anna Molly do disco Light Grenades e Circles, encerrando o show com I Wish You Were Here ambas do album Morning View.

Setlist
1. Megalomaniac
2. Anna Molly
3. (Jam)
4. Nice To Know You
5. Pardon Me
6. Circles
7. Make Yourself
8. Oil and Water
9. Drive
10. A Crow Left of the Murder
11. Are You In?
12. Look Alive
13. The Warmth
14. Love Hurts
15. Wish You Were Here

 

 

Queens of The Stone Age o melhor show da noite

Depois da banda Incubus chegou a hora mais esperada por mim… Mas ai passou mais uma hora devido a um atraso que gerou certo tumulto por causa da espera.
Porém quando Josh Holme entrou com Feel Good Hit of The Summer ninguém se lembrou de mais nada. Estava no palco o rock pesado e sensual do Queens Of The Stone Age.
O vocal da banda muito simpático com o público ainda fez piada quando disse “Tenho que tirar uma coisa”, se referindo ao show no Rock in Rio de 2001 quando o baixista da banda Nick Olivieri foi preso por tocar pelado. Mas Josh tirou apenas a jaqueta e acendeu um cigarro. Cada movimento do Josh causava frisson no público que estava diante do melhor show da noite. Sem sair da frente do microfone ele tem uma presença de palco incrível.
O Queens tocou músicas de todos os álbuns desde Feel Good Hit of The Summer, passando por Sick, Sick, Sick, até No One Knows (sem palavras pra expressar o que senti nesse momento), o show foi encerrado com A Song For the Dead pra acabar com o público literalmente.
Devido ao atraso creio que a banda teve que cortar algumas músicas do setlist, uma pena. Rezo e faço promessas pra que eles voltem logo para um show só deles, pois é a melhor banda que eu já vi tocar ao vivo em toda a minha vida!
Set List
1. Feel Good Hit of the Summer
2. The Lost Art of Keeping a Secret
3. 3’s & 7’s
4. Sick, Sick, Sick
5. Monsters in the Parasol
6. Burn the Witch
7. Long Slow Goodbye
8. In My Head
9. Little Sister
10. Do It Again
11. I Think I Lost My Headache
12. Go With the Flow
13. No One Knows
14.  A Song for the Dead

 

 

 

Pixies cantou todos os sucessos

A calma retornou com o Pixies. Li muitas críticas ruins ao show e ao comportamento indiferente do guitarrista Joey Santiago. Sinceramente não foi isso que eu vi, nada me pareceu estranho, afinal é uma banda indie, super antiga, como não esperar que eles sejam meio esquisitos? E ainda vale lembrar que a banda acabou em 1993 e passou por muitos desentendimentos já superados como disse o vocalista Black Francis. A banda volta a tocar sempre depois de longas pausas onde cada integrante segue a sua vida, sua ultima reunião foi em 2004 quando passaram por Curitiba.
Então esse novo retorno da banda é muita sorte pra quem teve a oportunidade de estar lá. Vai saber quando se eles voltam novamente.
A baixista Kim Deal aprendeu várias frases em português pra interagir com a plátéia, disse que era a primeira vez em São Paulo e estar se divertindo muito. Quando a banda parou eles se aproximaram e cumprimentaram o pessoal que implorava por mais Pixies.
Vi um pessoal muito simpático e dedicado durante o show, tocando todos os hits e me emocionando com um setlist de mais de 20 músicas iniciado com Bone Machine e tocando desde Wave of Mutilation, até Alison e Monkey Gone To Heaven que todo mundo já ouviu algum dia. Todo mundo pedia por Hey e eles tocaram e o publico não deixou que eles fossem embora sem tocar Where Is My Mind. Sai do show flutuando…

Set List
1.Bone Machine
2.Isla de Encanta
3.Tame
4.Broken Face
5.Nimrod’s Son
6.Debaser
7.Wave of Mutilation
8.Here Comes Your Man
9.Monkey Gone to Heaven
10.Mr. Grieves
11.Crackity Jones
12.Caribou
13.La La Love You
14.No. 13 Baby
15.Gouge Away
16.Velouria
17.Dig for Fire
18.Allison
19.Hey
20.U-Mass
21.Vamos

BIS
22.Planet of Sound
22.Where is my Mind
22.Gigantic

*Katy Illy é fã do Incubus, Queens of The Stone Age e Pixies e também colabora com o Vishows

Kings of Leon esquentou o SWU

Muitos reclamaram da organização do SWU (ou da falta de organização), disseram que o festival não tinha nada de sustentável e por aí vai… mas eu não me movi até Itu para andar de roda gigante e passear num labirinto reciclável, nem para pegar fila da comida e tomar uma cerveja cara, não perdi meu tempo com isso. Só há uma coisa que me fez ir até o SWU,  o show do Kings of Leon.

Contudo os outros shows também foram bons. O Sublime deixou um gostinho de nostalgia dos anos 90 numa época em que era muito bom ligar o rádio e ouvir “Santeria” tocando.  Já o show da Regina Spektor foi meio frio, quase ninguém conhecia o seu trabalho além de “Fidelity” a tal música da novela o que gerou gritos de “Toca a da novela e vai embora!”, mas foi um show simpático, talvez funcionasse melhor num lugar menos frio… Joss Stone e Dave Matthews Band foram acima da média.

Depois do longo (mas excelente) show do Dave Matthews Band o público já estava ansioso para ver os Reis subirem ao palco, quando um cara apareceu no palco oposto ao água gritando um discurso um tanto quanto contraditório sobre as desigualdades do mundo, o que irritou o público já cansado de esperar pelo Kings, gerando gritos de “Kings of Leon! Kings of Leon!” seguido de “Cerveja cara! Cerveja Cara!”.

Foi quando os Reis entraram já mostrando a que vieram com a pesada “Crawl” e já pegando no embalo “Molly Chamber’s” naquele momento a fazenda Maeda esquentou!

Em seguida veio “My party” e o refrão “She’s in my party” ainda reverberou na minha cabeça quando tudo ficou em silêncio. Matthew Followill mostrou suas habilidades de guitarrista tocando guitarra com os dentes em determinados momentos do show.

“Be Somebody” pôs todo mundo para pular e “Mary”  música do novo álbum, lançado em premiere um dia após o show, esfriou um pouco os ânimos, mas não deixou de ser ótima.


Quando “Fans” começou Jared Followill mostrou porque é considerado um dos melhores baixistas da atualidade. Com  as baladas “Closer” e “Revelry” fizeram a alegria dos casais “coxinha”.

“Four Kicks” é aquela música que toca quando você arranja briga no bar, quebra uma garrafa de cerveja na cabeça de alguém e sai correndo pra não ser preso. Coisa de macho.

Em seguida veio “The Bucket”, mas eles já tinha chutado o balde há muito tempo…

“Notion” foi mais um música que alegrou o pessoal que não conhece os trabalhos mais antigos da banda. “Radioactive”, o novo e ótimo single, abriu caminho para “Sex on Fire”, um dos melhores momentos do show esquentando ainda mais o público.

Com “On Call” veio  e a certeza de que sempre que eles me chamassem eu iria vê-los, não importa onde. “Back Down South”, mais uma música nova, deixou um gostinho do primeiro álbum Youth and Young Manhood e da fase roots. E “Slow Night, So Long” fechou o show meio no susto.

Como eles iriam embora sem tocar Use Somebody? Pois a banda se retirou do palco por alguns minutos e algumas pessoas já resolviam ir embora quando Natan Followill, o baterista, voltou e puxou batida de “Knocked Up” uma balada de primeira qualidade, e os outros integrantes retornaram aos seus postos.

“Manhattan” antecedeu a tão aguardada “Use Somebody” que fez o público cantar junto do começo ao fim e responder a cada Somebody que Caleb Followill lançava. “Black Thumbnail” fechou o show definitivamente.

Ao final ficou um gosto de quero mais, e eu particularmente senti falta das excelentes “Charmer”, “King of the Rodeo” e “California Waiting”, que ficaram de fora do set list.

Eu li algumas críticas negativas sobre o show, dizendo que eles fizeram uma apresentação morna voltada a um público que só conhecia duas músicas da banda, porém não foi o que eu vi. O show deles foi muito bem executado e o set list não deixou a desejar,  eles tem uma força e energia incríveis no palco, quem realmente gosta da banda saiu satisfeito e querendo ver os Reis novamente num show só deles.

Vida longa aos Reis!

SETLIST:

1. Crawl
2. Molly’s Chambers
3. My Party
4. Be Somebody
5. Mary
6. Fans
7. Revelry
8. Closer
9. Four Kicks
10. The Bucket
11. Notion
12. Radioactive
13. Sex on Fire
14. On Call
15. Back Down South
16. Slow Night, So Long

BIS:
17. Knocked Up
18. Manhattan
19. Use Somebody
20. Black Thumbnail

Avenged Sevenfold surpreende no SWU

A7X

Por Joana Cabrera*

A fazenda Maeda deixou de lado o costumeiro som psicodélico de suas raves e abriu espaço para o rock que se espalhou por lá durante o Festival SWU.

No último dia do festival duas bandas dividiram a atenção do público, mobilizando fãs de todos os cantos do Brasil: Avenged Sevenfold e Linkin Park, ambas vindo pela segunda vez ao Brasil.

Avenged surpreendeu somando a maioria dos fãs uniformizados com seus deathbats estampados em suas camisetas pretas. Anoiteceu e sob o coro de “Sevenfold! Sevenfold!” a banda norte americana abre o show com o single do CD lançado recentemente “Nightmare” emendando com “Critical Acclaim” fazendo com que a banda e a música estivessem nos Trending Topics no Twitter como um dos assuntos mais comentados. Apesar da banda ainda ser meio desconhecida M. Shadows liderou o coro dos fãs que cantavam a plenos pulmões: ”Welcome to the Family”, “Beats and the Harlot”, “Buried Alive”, e o clássico “Afterlife”, talvez uma das músicas que mais tenha convertido fãs nos últimos anos.

O Avenged se apresentou conforme o esperado, no tempo certo e com um set list de músicas novas e dos álbuns anteriores, tocaram também “God Hates Us” que também faz parte de Nightmare e fecharam o show com a pesada “Unholy Confessions” e “Almost Easy”.

Foi pouquíssimo tempo para os fãs, mas o suficiente para empolgar e deixar certeza de lotação completa na próxima passagem pelo Brasil e para algumas fãs desmaiarem ao estarem prensadas contra as grades ou então simplesmente pela presença do belo guitarrista Synyster Gates no palco…

A banda estava bem no palco e se mostrando totalmente recuperada da perda do seu baterista em dezembro de ano passado. Com a vaga já ocupada por Mike Portnoy que saiu recentemente de sua antiga banda “Dream Theater”. Para mim ainda é estranho e triste não ver The Rev. comandando a bateria, mas tranquiliza saber que quem ocupa seu lugar hoje era seu grande fã e já uma lenda do rock.

Matt Shadows com seus já conhecidos óculos escuros deixou Itu com a declaração: “Nós voltaremos em uma outra oportunidade”.

Estaremos esperando!

Set List:

  1. Nightmare
  2. Critical Acclaim
  3. Welcome to the Family
  4. Beast and the Harlot
  5. Buried Alive
  6. Afterlife
  7. God Hates Us
  8. Unholy Confessions
  9. Almost Easy

*Joana Cabrera é fã do Avenged e colaboradora do Vishows.

Confiram as datas da banda no Brasil em 2011 – clique aqui

Desrespeito em Itu (Dia 01 – SWU)

Três dias, o line up cheio de boas bandas gringas e brasileiras. Tinha tudo para ser um grande festival. Tinha…

 

SWU #fail

 

Sem saber, lá fui eu para Itu conferir o Rage. Assistir a Zack de La Rocha em seu discurso anti-status quo e os riffs matadores da guitarra de Tom Morello é desejo de quase duas décadas.

Mutantes, Los Hermanos e Mars Volta eram bons aperitivos. O suicidal Mike Muir com seu Infectious Grooves tocaria muito cedo. Sair de São Paulo no sábado para ver show no interior em um feriadão prolongado exige paciência. Primeiro obstáculo: congestionamento na Castelo.

Depois de nos jogarem de um estacionamento para outro em plena rodovia, morremos com cinqüenta reais e uma espera de uma hora e meia por um ônibus, que nos levaria ao evento. Minha disposição adolescente por uma de minhas bandas favoritas aparece: “cara, tudo pelo Rage”.

O ônibus pega a estrada e demora mais de uma hora para o festival. Depois da pequena saga para chegarmos à inacessível Fazenda Maeda, a fome bate, em busca de carboidrato, escuto incrédulo: “acabou a ficha”, “como assim?”, “comida tem, não tem ficha”. Piada.

De estômago vazio, fui assistir aos Los Hermanos. O público fiel dos ‘barbas’ cantando em uníssono os hits me fez ignorar o som baixo e embolado que saía dos alto-falantes. A banda é sempre acompanhada por seu séquito de fãs por onde passam. Só faltou Ana Júlia, é só um chiste… discípulos dos Los Hermanos.

Finalmente, a ficha chegou e consigo uma pizza, o frio está de rachar. Passo por uma roda gigante repleta de patrocínio em busca de novos ares, chego à tenda de novas bandas. Sobrado 112 – o nome do melhor show da noite. O trumpetista/DJ ensandecido com uma camiseta do Miles pula de um lado para outro e o vocalista cool embalam a platéia com uma mistura de ska e rock.

A sirene toca como em um campo de concentração. Está na hora do Rage.

A paulada começa com Testify, Bombtrack e People of the Sun. Tudo tranqüilo: o vocalista Zack cita o MST, Morello concorda com seu bonezinho dos sem-terra. As rodinhas de pogo animam a galera. Acredito momentaneamente que no final tudo dará certo… O som cessa e um promotor do show empunha o microfone para pedir para a galera dar passinhos para trás já que o tumulto tomou conta perto do palco. Zack reforça o pedido. O show prossegue e o som continua baixo.

Em Township Rebellion, a música some durante alguns minutos. A banda não sabe e continua normalmente. Patético. A rima veio fácil para todos: “SWU, vá tomar no c…..”

Melhor ir embora, não estava a fim de esperar quatro horas para pegar o meu carro rumo a Sampa. No ônibus da volta, todos revoltados e abatidos com a falta de respeito e a desorganização.

Starts with You, Fischer

O slogan do festival SWU, Starts With You, devia ser direcionado ao idealizador do evento, o publicitário Eduardo Fischer. Cara-pálida, starts with you. O ‘gênio da propaganda’ botou na cabeça que era o Medina (idealizador do Rock in Rio) e ainda nos forçou goela abaixo um discurso fake sobre sustentabilidade.

Ao me deparar com sua cara de engomadinho ao receber os convivas em seu apartamento na Vila Nova Conceição, em comemoração ao sucesso do festival, na coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo do dia das crianças (12 de outubro), foi a pitada final da grande brincadeira de mau gosto que foi o SWU.

SETLIST DO SHOW – RATM NO SWU

  • Testify
  • Bombtrack
  • People Of The Sun
  • Know Your Enemy
  • Bulls On Parade
  • Township Rebellion
  • Bullet In The Head
  • Calm Like A Bomb
  • Guerrilla Radio
  • Sleep Now In The Fire
  • Wake Up

BIS

  • Freedom
  • Killing In The Name

Fernando do Valle Barbosa é jornalista, empresário, colaborador do blog Vishows e fã de primeira hora do RATM.

RIP – Solomon Burke “Rei do Soul”

O gênero vai sentir a falta de Solomon Burke, que estava no aeroporto de Amsterdam nesse Domingo (10/Out), quando passou mal e faleceu aos 90 anos de causas naturais.

O cantor e compositor estaria se apresentando na próxima terça com o grupo holandês De Dijk, parceiros no CD Hold On Tight de 2010.

VEJAM O SUPER CLÁSSICO – “Everybody Needs Somebody To Love”

Bon Jovi: 3 horas de Hard Rock de alta qualidade

Muitos desinformados por aí costumam chamar o Bon Jovi de “banda de mulher” por causa das várias baladas que fizeram sucesso gigantesco no mundo todo. Mas eles são muito mais do que uma banda com um vocalista de rostinho bonito e baladas melosas. O Bon Jovi é uma das maiores bandas de Hard Rock de todos os tempos e provou isso na última quarta-feira no estádio do Morumbi em São Paulo.

No estádio se via gente de todas as idades, mostrando que a banda tem o poder de unir gerações.

O show de abertura ficou à encargo do Fresno que, com todas as músicas bem parecidas, não empolgou o público. O vocalista, ao final da apresentação, agradeceu ao público pelo respeito. Acredito que ele estava sendo irônico já que se ouvia “Ei, Fresno, vai tomar no cú” durante os 20 minutos de apresentação da banda gaúcha. Falta de respeito do público? Sim, pode ser. Mas acredito que a falta de respeito maior foi da organizadora Time For Fun que teve a cara de pau de cobrar um valor absurdo pelos ingressos mas não teve o bom senso de pesquisar se o público das bandas são compatíveis.

A noite começou a esquentar mesmo às 21:15, quando as luzes se apagaram e a banda de New Jersey subiu ao palco abrindo o show com a clássica “Blood On Blood” para delírio dos fãs que aguardavam por esse momento há 15 anos. O setlist seguiu com “We Weren’t Born To Follow” do último álbum e a dobradinha “You Give Love a Bad Name” e “Born To Be My Baby” que fez o estádio tremer mais do que em dia de clássico.

O show seguiu intercalando sucessos antigos, como “In These Arms”, “Runaway” e “Bad Medicene”, com os mais recentes, como “Lost Highway”, “We Got It Going On” e “Have A Nice Day”. Como não poderia faltar em um show do Bon Jovi, as baladinhas estavam presentes no setlist com “I’ll Be There For You”, uma das minhas preferidas, e “Always”, para delírio da mulherada.

Depois de mais de duas horas de show, a banda tocou a poderosa “Keep The Faith” e se retirou do palco, voltando logo depois com “These Days” abrindo o primeiro bis, que ainda contou com a clássica “Wanted Dead Or Alive” cantada em uníssono pelo estádio, a divertida “Someday I’ll Be Saturday Night” e o hino “Livin On A Prayer”, para acabar com o pouco de voz que me restava.

A banda ainda voltou mais uma vez para encerrar a noite ao som da balada “Bed Of Roses”, levando a mulherada aos prantos.

Enfim, foi um show com quase 3 horas de Hard Rock de alta qualidade. Com um setlist impecável, tanto na escolha das músicas quanto na performance, o Bon Jovi provou que, mesmo não tendo mais a potência vocal de antigamente, ainda sabe muito bem como encantar multidões.

Set List:
1. Blood On Blood
2. We Weren’t Born To Follow
3. You Give Love a Bad Name
4. Born To Be My Baby
5. Lost Highway
6. Superman Tonight
7. In These Arms
8. Captain Crash & The Beauty Queen From Mars
9. When We Were Beautiful
10. Runaway
11. We Got It Going On
12. It’s My Life
13. Bad Medicine (com Pretty Woman – cover de Roy Orbison e Shout – cover de Isley Brothers)
14. Lay Your Hands On Me
15. Always
16. Blaze Of Glory
17. I’ll Be There For You
18. Have A Nice Day
19. I’ll Sleep When I’m Dead
20. Work For The Working Man
21. Who Says You Can’t Go Home
22. Keep The Faith

Bis 1
23. These Days
24. Wanted Dead Or Alive
25. Someday I’ll Be Saturday Night
26. Livin On A Prayer

Bis 2
27. Bed Of Roses

Aquecimento SWU – RATM, Incubus, QOTSA, Kings of Leon, Pixies, Dave Matthews Band e Sublime

Fim de semana de  Festival SWU!!

Pra já ir se aquecendo ou se você não vai e ficou só na vontade fique com alguns dos destaques do festival: Rage Against the Machine, Incubus, Queens of The Stone Age, Kings of Leon, Pixies, Dave Matthews Band e Sublime.

3 sons e letras de Lennon para comemorar seus 70 anos

Lennon

As soon as your born they make you feel small, By giving you no time instead of it all,
Till the pain is so big you feel nothing at all,
A working class hero is something to be, A working class hero is something to be.

God is a concept, By which we measure our pain.
I’ll say it again.
God is a concept, By which we measure our pain.
I don’t believe in magic, I don’t believe in I-Ching,
I don’t believe in Bible, I don’t believe in Tarot,
I don’t believe in Hitler, I don’t believe in Jesus,
I don’t believe in Kennedy, I don’t believe in Buddha,
I don’t believe in Mantra, I don’t believe in Gita,
I don’t believe in Yoga, I don’t believe in Kings,
I don’t believe in Elvis, I don’t believe in Zimmerman,
I don’t believe in Beatles – I just believe in me.
Well, we all shine on, Like the moon and the stars and the sun,
Yeah, we all shine on, C’mon and on and on, on, on

O tempo passa e apesar de tudo a força das canções e idéias de Lennon continuam presentes… caras como ele fazem muita falta atualmente !! Mas a mensagem continua forte.

Seguem minhas preferidas – Working Class Hero, GOD e Instant Karma !!



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